05/12/2020
A infecção intestinal normalmente
surge após o consumo de
alimentos ou água contaminados,
podendo haver febre, dor
abdominal, vômitos e diarreia
frequente, sendo importante
consultar o médico caso os
sintomas não desapareçam em 2
dias.
É possível evitar a infecção
intestinal por meio da melhora dos
hábitos de higiene, tanto pessoal
quanto alimentar, sendo
recomendado lavar as mãos após
usar o banheiro e levar bem os
alimentos antes de manuseá-los.
Principais sintomas
Os sintomas de infecção intestinal
podem surgir logo após o consumo
de alimentos contaminados ou até
3 dias e variam de acordo com o
tipo de microrganismo, gravidade
da infecção, idade e estado geral
de saúde da pessoa, sendo os
principais sintomas:
Cólicas e dores abdominais;
Diarreia, podendo apresentar
sangue nas fezes;
Vômitos;
Dor de cabeça;
Aumento dos gases,
Perda de apetite;
Febre.
É importante lembrar que os
sintomas de infecção intestinal são
mais graves e preocupantes em
crianças e idosos, pois possuem o
sistema imunológico mas frágil, o
que pode favorecer a proliferação
mais rápida do microrganismo e,
assim, tornar a infecção mais
grave, bem como aumentar a perda
de peso e o risco de desidratação.
Quem tem maior risco de
infecção intestinal
Pessoas com sistema imunológico
fraco, como pacientes com AIDS
ou em tratamento para câncer,
crianças, grávidas e idosos têm
uma maior chance de terem
infecção intestinal, pois têm o
sistema imune mais fraco.
Além disso, pessoas que têm
gastrite ou azia ou que usam
medicamentos para controlar a
acidez do estômago, como
Omeprazol, têm maior risco de
terem infecção intestinal, pois a
acidez do estômago é reduzida,
dificultando o combate de vírus e
bactérias.
O que comer para tratar
a infecção intestinal
Durante o tratamento da infecção
intestinal é importante beber
bastante água para repor os
líquidos perdidos pela diarreia e
vômitos, e consumir alimentos de
fácil digestão, como arroz branco
cozido, macarrão, carnes brancas
com pouco tempero, frutas cozidas
e sem casca, sucos coados e chás
com açúcar, lembrando de evitar
chás com cafeína, como chá verde,
preto e mate.
Nos lanches, é indicado consumir
biscoitos secos sem recheio, pão
branco com geleia de frutas,
iogurtes naturais e queijos
brancos, como a ricota, pois são
pobres em gordura e de fácil
digestão.
O que não comer
Enquanto a diarreia durar, deve-se
evitar o consumo de legumes e
frutas com casca, mesmo em
sopas ou saladas cozidas, pois eles
são ricos em fibras que irão
aumentar o trânsito intestinal e
favorecer a diarreia.
Deve-se também evitar alimentos
ricos em gordura, como carnes
vermelhas, manteiga, leite integral,
queijos amarelos, bacon, linguiça,
salsicha e alimentos processados,
pois o excesso de gordura também
facilita o trânsito intestinal e
dificulta a digestão.
Além disso, deve-se evitar
alimentos que aumentam a
formação de gases, como repolho,
ovo, feijão, milho, ervilha e
sobremesas ricas em açúcar, pois
favorecem a diarreia e aumentam a
dor abdominal.
Como evitar a
desidratação
Para evitar a desidratação, é
importante consumir pelo menos 2
litros de líquidos por dia, podendo
também usar o soro caseiro,
seguindo a receita:
1 colher de sopa de açúcar;
1 colher de café de sal;
1 litro de água filtrada ou
fervida.
Deve-se deixar o soro caseiro em
uma garrafa separada para que o
paciente beba ao longo do dia,
enquanto persistirem os sintomas.
Este soro também está indicado
para crianças, gestantes e idosos.