EFOPE Sul de Minas

EFOPE Sul de Minas Somos a Escola de Formação Petista - Sul de Minas. Venha para a EFOPE e organize sua luta!

Uma iniciativa livre e gratuita de militantes do Sul de Minas Gerais que visa politizar, formar e organizar nossa companheirada.

A EFOPE Sul de Minas segue contribuindo para análise e discussões com base na ciência marxista leninista e de nosso terr...
24/05/2022

A EFOPE Sul de Minas segue contribuindo para análise e discussões com base na ciência marxista leninista e de nosso território. Após o curso "O Sul de Minas é Conservador?", a Escola apresenta o aprofundamento do estudo da região com o minicurso "Notas Sobre o Campo Sul Mineiro."

A região composta com 145 municípios e mais de 2.500 comunidades rurais, apresenta diversos elementos ocasionados pela dinâmica do campo, evidenciando características imprescindíveis para discussão e para o processo de construção da revolução brasileira.

O minicurso contará com duas aulas e será comandada por PC Veríssimo. Confira a grade deste grandioso minicurso:

Aula 1
Análise histórica do Campo

As relações semifeudais de produção;
Análise do desenvolvimento da superestrutura no Sul de Minas;
As sequelas da semi feudalidade nas relações interpessoais;
O espírito das leis e a incompatibilidade produtiva.

Aula 2
O destino da semifeudalidade

A realidade atual do campo Sul Mineiro;
A estagnação orgânica;
O Maoísmo e o ataque do capitalismo agrário;
A Rosa do Povo.

Início: 7 de junho
Aulas às terças-feiras, às 18h.

Inscreva-se no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfg0-f6DMtJb3FfEU-8xRVRxRR8A81W_VlHEt_S62G49-i6cw/viewform?usp=sf_link

NOVO CURSO DA EFOPE-SUL DE MINASA EFOPE - Sul de Minas (Escola de Formação Petista), apresenta seu mais novo curso. Onli...
25/03/2022

NOVO CURSO DA EFOPE-SUL DE MINAS

A EFOPE - Sul de Minas (Escola de Formação Petista), apresenta seu mais novo curso. Online e gratuito para todos e todas aqueles e aquelas que querem compreender mais a luta popular e anti-imperialista. Se inscreva aqui para o Curso: "Nacionalismo e Revolução - O que é e como isso se dará no Brasil". Um curso que trabalha os elementos do Nacionalismo e como tais elementos diferenciam o Nacionalismo Revolucionário do Bolsonarismo. Um debate urgente para a esquerda brasileira, na luta pela edif**ação do Socialismo no Brasil.

TURMA:
222A - Quintas-feiras, às 18 horas - tendo seu início dia 31 de Março de 2022

O Curso:

Aula 1 – Nação
- A Origem da Nação
- Traços distintivos de Nação
- O Modo de Trabalho e a Regulamentação do trabalho

Aula 2 - Nacionalismo e suas variantes
- O Nacionalismo Burguês
- O Nacionalismo Fascista
- O Nacionalismo Revolucionário

Aula 3 - O Nacionalismo no Brasil
- A semi-feudalidade brasileira
- O nacionalismo brasileiro uma análise crítica
- Sentimento Regente e Nacionalismo
- O papel da classe trabalhadora na edif**ação do Nacionalismo Revolucionário

Aula 4 - O Projeto Nacional
- A Regionalidade e o Nacionalismo
- Elementos para um nacionalismo revolucionário no Brasil
- O Projeto Nacional

A EFOPE-Sul de Minas agradece sua inscrição! Tenha bons estudos e vamos juntos na luta!

Escola de Formação Petista do Sul de Minas Gerais!
Viva a Revolução!

Link de Inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScojAdGUwVf2SvO8hjzZZ0n2U9hr4hvg6tNw07TshlN4aUlUg/viewform

NOVO CURSO DA EFOPE-SUL DE MINASA EFOPE - Sul de Minas (Escola de Formação Petista), apresenta seu mais novo curso. Onli...
23/03/2022

NOVO CURSO DA EFOPE-SUL DE MINAS

A EFOPE - Sul de Minas (Escola de Formação Petista), apresenta seu mais novo curso. Online e gratuito para todos e todas aqueles e aquelas que querem compreender mais a luta popular e anti-imperialista. Se inscreva aqui para o Curso: "EUA: O Grande Assassino Mundial". Um curso que remonta o histórico das principais invasões do imperialismo yanque. Um verdadeiro derramamento de sangue, motivado pelos interesses do império. O Curso será ministrado por nossa grande Camarada Professora Marina Gissi.

Tratando-se de uma conjuntura em que assistimos ao acirramento das relações entre Rússia e Ucrânia, nunca devemos nos esquecer que as guerras trazem consigo inúmeros processos fenomenológicos. O principal fenômeno de interferência em todas as relações do mundo - sejam as macros como uma guerra, ou até mesmo as micro relações - representa-se na figura do Imperialismo, em destaque o Imperialismo Norte Americano. Trataremos neste curso de discorrer sobre os tigres de papel norte americanos, que durante todo seu processo histórico, cuidam de assassinar e de cercear a libertação dos povos.

Link de Inscrição:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScb_qY4yPtxNuNAWdNMgoPGg_N0ypf9MrBcgh91Lqrl1v85jw/viewform

Marxismo-leninismo e linguagemTexto: Carlos LuzO materialismo histórico dialético, base filosóf**a da ciência marxista-l...
15/03/2022

Marxismo-leninismo e linguagem

Texto: Carlos Luz

O materialismo histórico dialético, base filosóf**a da ciência marxista-leninista, faz ver que a realidade objetiva existe independentemente da consciência que dela temos. Esse fundamento diz respeito ao fato de a realidade objetiva ser regida por leis próprias. No entanto, para termos conhecimento destas leis, precisamos criar consciência delas e, para criar consciência, precisamos principalmente da linguagem verbal. A linguagem verbal é, nesse sentido, o principal elemento do desenvolvimento histórico e coletivo da consciência humana. É através dela e de sua razão fundante, o trabalho coletivo em sociedade, que podemos conceber a transformação consciente da realidade que nos rodeia. Graças à consciência, preenchida pela linguagem, que a humanidade pode conhecer o mundo e a sua evolução para transformar conscientemente a natureza e a sociedade de acordo com suas necessidades.

A linguagem surge na comunidade primitiva através das relações de trabalho. Na medida em que ela se desenvolve no conjunto da sociedade, passa a fazer parte das várias esferas da vida social, desenvolvendo-se nessas relações e nos diversos regimes socioeconômicos (escravagista, feudal, capitalista, socialista e, futuramente, comunista). Nesse sentido, e tendo em vista que a linguagem é uma faculdade inerente ao homem, em condições sociais propícias, não sendo, por exemplo, objeto a se tornar propriedade privada, a linguagem/língua não assume, naturalmente, um formato de classe, mas de cultura, sentimento nacional, pertencimento territorial, etc. Não existe uma linguagem própria da classe operária, das classes camponesas, da burguesia. No entanto, existem formas de manifestações da linguagem que, por exemplo, atravessam as classes, o que ocorre devido às esferas da vida social dessas classes. Esse ponto é um fator secundário na relação entre a consciência e a linguagem e pode ser exprimido no seguinte exemplo: a burguesia tende a vedar a possibilidade das classes exploradas em adquirirem conhecimento, por isso dificultam o acesso à linguagem filosóf**a e revestem a linguagem jurídica de abstrações irracionais; as classes exploradas, por sua vez, atribuem uma dinâmica criativa nas bases de suas relações sociais, donde vemos a riqueza dos dialetos e das gírias.

O fator principal da relação entre a consciência e a linguagem reside no fato de que a consciência é preenchida pela linguagem. A consciência e a linguagem, portanto, são de natureza social. Se fulano fala “mandioca”, “macaxeira” ou “aipim”, para se referir ao alimento proveniente da raiz tuberosa, não há nenhuma mudança substancial e a linguagem serve, nesse caso, para refletir a realidade material em determinado espaço e tempo. No entanto, com o avanço econômico material da sociedade, isto é, com o avanço da infraestrutura, e com o surgimento da superestrutura e também de seu desenvolvimento, a linguagem e, portanto, a consciência passam a ser deturpadas, através de outra função que a linguagem passa a assumir em sua relação com a superestrutura social: a função de refração (distorção) ideológica da realidade. É nesse sentido que o capitalismo naturaliza a exploração das classes oprimidas e gera em suas consciências deturpações tamanhas, escalonadas sobre a base do individualismo. A refração ideológica da forma de consciência consiste, portanto, em suprimir, através da linguagem, traços essenciais da realidade, seja no que concerne à compreensão no interior de um fenômeno, seja na relação de determinado fenômeno com os demais.

A par disso, compete ao militante revolucionário desenvolver a sua consciência segundo os princípios que regem a nova postura, conforme a grande tese desenvolvida pelo comandante Antônio PC Veríssimo, a saber, o estudo, a investigação, a formulação, a atuação e a educação, estimulando sua independência criadora. Vale ressaltar que essa consciência, de nível altamente desenvolvido, só pode surgir da aplicação concreta da ciência marxista-leninista e do método científico de análise concreta da realidade concreta, que é o materialismo histórico dialético, sendo que essa aplicação deve ser guiada pela intenção revolucionária do militante e alinhada à linha do partido de vanguarda da classe proletária no rumo da revolução e edif**ação socialistas. Do contrário se torna uma consciência espontânea, vinculada diretamente ao traço empírico e/ou subjetivo, configurando a refração, a distorção, da realidade, que se complementam nos desvios do individualismo e nos desvios da consciência, ou, em uma palavra, na assimilação espontânea da superestrutura capitalista, impossibilitando qualquer forma de consciência capaz de agir na superação do capitalismo. Como tipos dessa refração, por exemplo, na orientação revisionista da própria esquerda, vemos desde as noções que desconhecem o socialismo, passando por aquelas de noções utópicas sobre o socialismo, até aquelas mais dogmáticas, agarradas aos livros e separadas da prática real.

É imprescindível, portanto, que se alinhe o estudo da teoria revolucionária com a prática revolucionária. É necessário combater os desvios e as ideias erradas, não como forma de se sobressair em debates, mas como forma de auxiliar o povo a dar um salto qualitativo na forma de compreensão da realidade objetiva, como forma de curar o doente da doença pela qual padece. É a partir dessa base de mais alta consciência revolucionária, a que a nossa organização chegou, que se originará todo o fluxo de soerguimento das forças produtivas rumo à revolução brasileira!

Hoje "comemora-se" o Dia Internacional das Mulheres. Com certeza em cada cidade deste país algum camarada pode ver a ent...
08/03/2022

Hoje "comemora-se" o Dia Internacional das Mulheres. Com certeza em cada cidade deste país algum camarada pode ver a entrega de rosas, bombons ou diversos outros elementos por algum aparelho público ou entidade; algumas outras, puderam ver seus feeds recheados de debates, ora com um caráter de socialização de experiências do ser mulher ou até mesmo sobre o enfoque na violência sofrida pelas mulheres, fruto de uma superestrutura que tem no patriarcado um dos seus principais braços.

O 8 de março, construído pela luta das mulheres russas em período revolucionário, nos é motor de enfrentar em nosso cotidiano esta superestrutura que impede sua real libertação. Não há comemoração em cenário de violência, acirramento contra as vidas das mulheres, tentativas incessantes de bloqueio da independência, da consciência e do espírito criador daquelas que construíram e constroem nosso chão.

Que neste 8 de março, possamos compreender que a verdadeira comemoração à vida das mulheres só se dará na construção de uma nova sociedade possível no cotidiano. Assumamos essa grandiosa tarefa!

Combater o Revisionismo: O inimigo burguês nas fileiras comunistas.Texto: Gaby SouzaMuito ouvimos falar sobre o marxismo...
07/03/2022

Combater o Revisionismo: O inimigo burguês nas fileiras comunistas.

Texto: Gaby Souza

Muito ouvimos falar sobre o marxismo-leninismo enquanto a principal ideologia das revoluções socialistas pelo mundo. É importante frisar que o marxismo-leninismo é uma ciência e não somente uma ideologia. É a ciência que leva à libertação dos povos através de seus elementos ideológicos, de sua análise da realidade objetiva e da adaptação desses mesmos elementos para determinado território, ou seja, da materialidade ao consciente e depois devolvida à materialidade.

Digo isso pois o marxismo-leninismo é a nossa ciência INSUPERÁVEL, sendo assim não cabe a revisão de seus princípios fundamentais mediante a uma época ou outra. Aqueles que se colocam ao lado da revisão de nossa ciência não merecem ser chamados de comunistas – para esses companheiros já utilizamos um termo que os identif**a muito bem: Revisionistas. O termo de identif**ação revisionista no movimento socialista é usado em uma primeira etapa para descrever aqueles que tinham o propósito de revisar a transição do capitalismo para o socialismo através dos escritos de Marx no século XIX. Tal movimento revisionista não nasce na URSS, mas no curso da morte de Marx e Engels, porém se desenvolve através de vários representantes da 2ª Internacional, sobretudo com a figura de Karl Kautsky e Eduard Bernstein na Alemanha, com conceitos prejudiciais para a luta socialista e a ditadura do proletariado de todo o mundo.

O movimento revisionista na URSS ganha força após a morte do camarada Stálin, quando no XX Congresso do PCUS, Nikita Khruschov apresenta seu relatório “secreto” e coloca em xeque a ciência do marxismo-leninismo. Nesse relatório, Khruschov afirma seus próprios elementos revisionistas como a ideia de transição pacíf**a ao socialismo, como a luta de classes deve se desenvolver em relações pacíf**as com nossos exploradores diretos, culminando na exposição de seu próprio mau-caratismo e de sua postura falha em relação à toda guerra justa defendida pela URSS. Além disso, joga as ações do camarada Stálin pro fundo do poço e dá início ao fim, na URSS, do ainda tão recente Internacionalismo Proletário, dividindo os Partidos Comunistas de todo o mundo. O fenômeno desenvolvido desse movimento nos traz o elemento mais prejudicial à luta de classes e à libertação dos povos: a volta do socialismo utópico às bases comunistas.

Fazendo uma análise do movimento que Khruschov adota no revisionismo, podemos constar que existem 2 fatores que contribuíram e contribuem para tal: O fator interno, que parte da influência burguesa direta, e o fator externo, que vem no barco da pressão Imperialista. Ambos os fatores se apresentam durante o processo de transição do capitalismo ao socialismo, levando em conta que o capitalismo ainda está em processo de degeneração e não foi totalmente extinguido. O próprio relacionamento afinado de Khruschov com a burguesia Inglesa (aliás, foi em um jornal da Inglaterra que seu relatório teve de fato a primeira publicação oficial para todo o mundo), nos demonstra como os ideais burgueses se insinuam – atraem nossos companheiros através do individualismo, da conquista do seu espaço e da conquista individual através da propriedade privada, tentando mostrar uma oportunidade de se erguerem nas custas do povo e em volta do capital. O movimento revisionista de Khruschov, em volta de seu ego e de seus interesses escusos, ao comandar uma nação como a URSS nos deixa claro suas pretensões nada científ**as, valendo-se de atravancar a análise da realidade concreta, de não utilizar, ao desinstrumentalizar a URSS, os elementos científicos de maneira coletiva.

O movimento contrário, para impedir a proliferação cancerígena do revisionismo no seio socialista, só pode ser realizado mediante o estudo constante da nossa ciência insuperável. O camarada Mao Tsé-Tung nos diz, com afinco, que devemos lavar o rosto todos os dias. Nada melhor do que a água para combatermos os tigrezinhos feitos de papel, para nos mantermos com o rosto limpo dos desvios burgueses e com o olhar científico aguçado do Materialismo Histórico Dialético, mantermos nosso sentimento regente no objetivo geral da libertação das massas. Colocarmos nossa coletividade em contraposição à individualidade e, assim, darmos o devido valor à guerra justa dos povos.

A retidão ideológica é de extrema importância nesse processo, traz a diferença entre aqueles que pensam a revolução enquanto um processo material e palpável, com base científ**a, e aqueles que a casam com uma utopia, servindo de segundo plano principalmente em seus discursos bonitos e lacradores, sem base científ**a alguma. Nosso papel enquanto educadores do povo só trará bons frutos se nos mantermos firmes contra esse tipo de movimento decadente da evolução, se expurgarmos o revisionismo das fileiras da ciência do marxismo-leninismo.

Por isso, companheiros, precisamos estar vigilantes. Nosso olhar deve ser atento ao nos depararmos com a realidade objetiva, ao analisá-la de forma correta. Nossa consciência deve ser regida pela intenção revolucionária e pelo sentimento regente corretos. Devemos sempre nos dedicar ao estudo da ciência do marxismo-leninismo que, somado à prática social do nosso cotidiano e dos espaços que ocupamos, nos levará a sermos ferramentas na luta de classes com base científ**a e não contaminadas pelas diversas armas apresentadas pelo Imperialismo e pela burguesia. O movimento concretizado por Khruschov deve signif**ar para nós o que não devemos fazer, devemos nos educar de forma contrária ao revisionismo e a favor da nossa ciência.

Contra o revisionismo, o imperialismo e a burguesia, utilizemos nossa maior arma: a ciência do marxismo-leninismo!

A Utopia deve ser extirpada!Um texto para os Camaradas que choramTexto de PC Veríssimo Quantos de vocês que estão lendo ...
25/02/2022

A Utopia deve ser extirpada!
Um texto para os Camaradas que choram

Texto de PC Veríssimo

Quantos de vocês que estão lendo este texto lutam? Quantos de vocês abriram mão de questões pessoais para se dedicarem a uma ideologia, a um partido, a uma representação política? É fato que temos camaradas que lutam, ou se colocam à disposição da luta por 1, 2, 10, 20 anos ou até mesmo pela vida inteira. A quantos de nossos filhos, familiares e amigos deixamos de dar a devida atenção para que, pelo menos em nosso imaginário, nos dediquemos a uma sociedade melhor, a um mundo melhor? A luta não é fácil, e na maioria das vezes, ela não é grata. Então, para que lutar? Se mais cedo ou mais tarde, a falta de glórias e de avanço sobre o ideal força-nos a nos vender, a nos rifar, a nos submeter e abrir mão até de alguns de nossos mais valorosos princípios. E se nos mantivermos firmes, o que nos resta? O fundo da plenária, isolados na radicalidade da mudança, ou no palavrório vazio de nossa essência. Nada de concreto, apenas a solidão de quem luta, apenas a expressão do fracasso de quem se dedica. Esse é o destino de quem não luta no uso da ciência Marxista Leninista.
É evidente que as organizações e as lideranças postas tem grande responsabilidade sobre isso. É evidente que nossa dedicação e abnegação muitas das vezes foram e são utilizadas de má fé pelo bojo dos que nos dirigem. Mas, “e agora, José?”, de quem é a culpa do nosso preço? De quem é a culpa de nossa angústia? Então, valer-se do choro, da culpabilização, do desespero e do abandono de nossas causas é fácil e confortável demais. Mas ainda assim existe, entre vocês, aqueles que estas saídas, das quais corromper-se ou esvair-se da luta são ainda mais amargas, aqueles que estas saídas são ainda mais frustrantes e que, assim, nos vale a morte, ou nos vale a vida de uma morte. Carregar todos os dias o fardo da impossibilidade de nossos sonhos na realidade dos desenganos.
O curioso deste desterro é que quando não encontramos os louros de nossa luta materializados, cada vez mais ela se torna uma luta no plano imaterial. Passamos a ver na revolução e no avanço de nossa causa algo do divino, do sobrenatural, do distante, do intangível. Algo se engendra em nosso coração, parecido com um sentimento libertário e ao mesmo tempo angustiante, e busca nos motivar indiferentemente à nossa prática social. Por mais que particularmente eu goste dos escritos de Eduardo Galeano, aqui vai a síntese da angústia de quem luta de forma errada:
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”
Perdão, Galeano, mas não sou um “burrico” para ver a luta como uma bela duma cenoura que me impeça de empacar. Isso não me sacia, tampouco me basta. Para que caminhar à utopia se ela continuará sendo uma utopia, se ela continuará não sendo nada material? Alimentar o espírito, sem alimentar o corpo e as suas capacidades sociopolíticas é uma besteira idealista que, na vida organizacional de nossa classe, só aumenta o número dos mártires cotidianos. “Fulano morreu, foi um bravo na luta”. Que ridícula lápide teremos nós lutadores! A revolução como utopia é o alento dos céus, é como se a luta revolucionária fosse para nós a construção de nossa casa no terreno de Deus... Camarada, a luta e a revolução devem ser para nós, a construção de nossa casa no seio do povo, pra agora e não pra amanhã, pro aqui e não pro horizonte!
Venho aqui fazer um chamado aos e às camaradas que vivem esta angústia da luta. Dos que tiveram que se vender, aos que estão próximos disso e aos já abandonaram seus postos e vivem a morte libertária em uma vida de prisões. A Ciência do Marxismo Leninismo é a única forma possível de liberdade. E para isso se faz necessário não se entregar ao erro e ao abandono da causa. Precisamos de maior severidade com a edif**ação de nosso sonho e ideal. Não se assustem com a ditadura do proletariado, nem com a árdua e natural dificuldade e ferocidade da revolução. Juntem seus sentimentos derrotistas e se agarrem na vitalidade revolucionária do socialismo. Atuem e Estudem com a mesma dedicação que vocês dão a essa utopia desonrosa e mesquinha. Confiem a vitória de agora a quem já nos mostrou que a vitória é possível – uma vitória diferente daquela que vigora na mentira dos céus e das ideias –, uma vitória que existe na materialidade passada e presente. Reconheçam os que venceram, pois é através deles que venceremos também. Marx, Engels, Lênin, Stálin, Mao Tsé-Tung, Ho Chi Minh, Kim Il Sung, Kim Jong Il, e tantos outros e outras, não se apegaram à utopia e muito menos à angústia individualista e medíocre das organizações e das falsas libertações. Materialmente, libertaram! E através do que sintetizaram, materialmente, vamos libertar!
Aos que já se desencantaram da luta, por compreenderem que a realidade não exprime suas utopias, e anunciam falsa ou distante a mudança do mundo – extirpem essa angústia e percebam que o novo, o concreto e a evolução sempre vêm de forma material. A ciência do Marxismo Leninismo é para nós a condutora da materialidade. Procurem (mesmo que nos bastidores e de maneira confidencial) nossa organização no Sul de Minas. Que não se utiliza da ciência da classe trabalhadora apenas para produzir discursos bonitos. Esta angústia, que já sentimos antes, não mais existe aqui, por sabermos exatamente, cientif**amente, o caminho de nossa revolução. E, por mais que isso te pareça mentiroso ou soberbo ... Camarada, confie em quem está vencendo com uma luta justa. Confie em quem está crescendo com uma pauta justa. Camarada, confie em quem tenta sempre te mostrar na materialidade presente a materialidade futura, que não é utopia e que precisa de você para se confirmar. Isto é uma convocação, tenha coragem para entender.

Dois pontos aos estudantes comunistas: na volta ao presencial, presente será nossa luta! Texto: Raissa BarbosaO povo bra...
23/02/2022

Dois pontos aos estudantes comunistas: na volta ao presencial, presente será nossa luta!

Texto: Raissa Barbosa

O povo brasileiro passa por um agonizante tempo, a incompetência do desgoverno de Bolsonaro durante a pandemia de Covid 19 que estamos vivendo, resulta em dados que sentimos na pele diariamente. O aprofundamento da desigualdade social é parte do programa anti-povo de Bolsonaro, que consiste no número recorde de desemprego, no retorno da fome e da miséria, dentre outros fatores que são evidenciados em recorrentes cenas de filas gigantescas para compra de ossos, por exemplo. Também vimos mães, pais e crianças revirando lixões para se alimentarem.

A realidade da educação brasileira não está alheia a essa agonia, pois os problemas educacionais são antes de mais nada problemas da desigualdade social, e, por consequência, os e as estudantes tentam, nesta época sombria, sobreviver, o que afeta diretamente seus estudos. A possibilidade que um ou uma jovem tem de encontrar na educação uma transformação da sua realidade f**a cada vez mais distante, e a evasão universitária, que hoje atinge mais de 3,5 milhões de estudantes, é prova disso. O Enem de 2021 esboçou o retrato da desigualdade do acesso à educação: foi o de menor número de inscrições em toda sua história. A educação básica sofreu, além da implantação, em diversas regiões do Brasil, do ensino cívico-militar que exige uma disciplina irresponsável e inconsciente dos estudantes, uma reforma que só fez com que estudantes do ensino médio tenham limitações tanto de conteúdo como de aprendizado.

É fato que 2022 traz para nós, estudantes organizados em movimentos estudantis e sociais, uma oportunidade de reorganizar a base e apresentar saídas que a educação capitalista jamais será capaz de apresentar. Iniciamos o ano com a tarefa de acolher e acompanhar os e as estudantes que retornam às atividades presenciais nas escolas e universidades, além daqueles que entram pela primeira vez na universidade. O que fará diferença nessa reorganização dentro do movimento estudantil é a nossa postura enquanto militante organizado. Devemos, portanto, nos atentar aos dois pontos seguintes:

1. Ao acolher, precisamos ser sinceros com nossas organizações e com o conjunto dos estudantes. Nos aproximamos de cada estudante não para inflar nossas organizações de gente, nem para termos um número grande de seguidores, tampouco para termos uma plateia que bata palma para discursos que só animam, mas que não apresentam saídas reais para os problemas dos estudantes. Nossa intenção ao acolher um(a) estudante precisa ser uma intenção que vá além de lutar pelos direitos estudantis, precisa ser, principalmente, uma intenção de transformar esse estudante em um ser coletivo capaz de se entender como dono do seu destino e do mundo, com capacidade de pensar uma transformação real para a educação e para o povo brasileiro, uma educação coletiva para solução de problemas reais do povo, só possível através do caminho socialista.

2. No acompanhamento, precisamos apresentar aos estudantes um caminho seguro de ser de fato um revolucionário, não para que os e as militantes cheguem à universidade ou às escolas uniformizados com blusas do Che Guevara, embora as referências sejam importantes, mas para apresentar métodos capazes de romper com o individualismo colocado para cada estudante pela educação capitalista diariamente. Devemos, apresentar com criatividade a universidade e a escola como partes de sua prática social, pois o que acontece ali é também reflexo do que acontece “fora dos muros”, ainda que sejam partes complementares de sua realidade. O estudante não pode se perder e nem f**ar alheio ou alienado com o que acontece tanto fora como dentro da universidade ou da escola.

O comandante PC Veríssimo apresenta em seu livro “A nova Postura” os cinco princípios da nova postura de um militante de novo tipo, que são: ler, investigar, formular, atuar e educar. Acredito que esses princípios são essenciais para garantirmos a reorganização da nossa base e para que nossas organizações sejam capazes de responder aos desafios apresentados na conjuntura. A educação é fundamental para a libertação dos povos, para a construção da independência, do espírito criador e da consciência de cada indivíduo. Não há mais tempo para brincar de ser revolucionário, é hora de fazermos grandes laboratórios organizacionais para construirmos um movimento estudantil verdadeiramente socialista e revolucionário.

Conheçam o Camarada Professor da EFOPE-Sul de Minas, João Vitor!Natural de São Paulo, mudou-se ainda criança para São Go...
18/02/2022

Conheçam o Camarada Professor da EFOPE-Sul de Minas, João Vitor!

Natural de São Paulo, mudou-se ainda criança para São Gonçalo do Sapucaí, onde morou brevemente, mudando-se em seguida para Santa Rita do Sapucaí com sua mãe e irmã, passando lá grande parte de sua adolescência. Com o gosto pelo esporte de rua, João se aproxima dos skatistas de rua de esquerda de Santa Rita, que lhe despertam o gosto pela política. Aprovado no curso de História da Unifal-MG, passa a morar em Alfenas e se depara com a dinâmica do movimento estudantil. Participa de uma chapa que disputa o DCE e sai vitoriosa no pleito. Devido às questões trazidas pela pandemia da COVID-19, a grande maioria da chapa se forma ou abandona a gestão do DCE e o camarada João assume para si a responsabilidade de não permitir que a entidade morra durante tão duro período para os e as estudantes. Torna-se então Coordenador Geral do DCE-Unifal e, em suas atividades, representou os estudantes no Conselho Superior Universitário e no Comitê de prevenção de infecção pelo novo corona vírus da Universidade. Com participação ativa no debate da gestão universitária, constrói também o Centro Acadêmico do curso de História da Unifal. Ao perceber a necessidade de estar em uma organização séria, se filia ao Partido dos Trabalhadores e logo se aproxima do Laboratório Maoísta do Sul de Minas. Nesse cenário auxilia a esquerda alfenense na construção da frente que organizava os atos Fora Bolsonaro na cidade. Com posição combativa, o camarada João inicia um processo de desconstrução de desvios e se torna membro ativo da Metodologia de Domínio dos Setoriais do PT, desenvolvida pela camarada Marilia Lira. Seu foco de estudo são as contradições dos historiadores com o Marxismo Leninismo, a Teoria da Organização Popular e as relações entre o marxismo e a intelectualidade.

Viva o Camarada João Vitor!
Viva as Revoluções Socialistas de todo o Mundo!
Viva a Ciência Marxista Leninista!

Saudações Petistas!

A concepção e a postura comunista frente à pornografiaTexto:  LiraA indústria pornográf**a é extremamente nociva e deve ...
18/02/2022

A concepção e a postura comunista frente à pornografia

Texto: Lira

A indústria pornográf**a é extremamente nociva e deve ser combatida por todo aquele
que se considera comunista, ou minimamente de esquerda. A precarização do trabalho
na pornografia é de conhecimento geral: práticas que ferem os direitos humanos, baixa
expectativa de vida das trabalhadoras, etc., são produtos dessa forma de
“entretenimento”, que, além da profunda exploração do trabalho, explora sexualmente
sua força de trabalho. Esses elementos, no entanto, são frutos e fortif**ações do modo
de produção capitalista.
O patriarcado, como uma dessas formas de fortif**ação, é pilar da superestrutura
capitalista. A superestrutura é o conjunto de ideias e instituições de determinado
sistema que reforçam os interesses da classe dominante de manter as mesmas
relações de produção (a infraestrutura), interferindo na dinâmica da vida sócio-política
da classe explorada para que esta não se revolte. Por ser de interesse da burguesia
que o machismo não acabe, o patriarcado regula o modo como se darão as relações de
produção no interior dessa indústria, por exemplo, as suas formas jurídicas e políticas.
O patriarcado é o sistema de hierarquia baseado em gênero que estrutura as
desigualdades entre homens e mulheres. O patriarcado não é o que faz com que a
Maria ou a Joana sejam subjugadas por serem mulheres, é o que faz todas as mulheres
serem subjugadas por serem mulheres. Portanto, a luta antipatriarcal não é a luta por
liberdades individuais, mas coletivas, e, por isso, precisa ser anticapitalista - da mesma
forma que a luta anticapitalista precisa ser antipatriarcal.
O exemplo da perspectiva do feminismo liberal, que não só vislumbra uma libertação
individual como também considera um direito individual a “escolha” de ser ou não uma
atriz pornô, de assistir ou não pornografia, representa bem a reprodução da
superestrutura capitalista, uma vez que a dita “escolha” ignora as causas e
consequências concretas que levam à existência e ao desenvolvimento desse tipo de
trabalho e de consumo. Além disso, a produção pornográf**a na era digital intensif**a o
poder patriarcal nas relações interpessoais, provando que, mesmo que houvesse
“escolha”, ela seria de antemão contaminada pelas doenças que o capitalismo sustenta.
Não podemos, portanto, ignorar os impactos da indústria pornográf**a na
superestrutura, ela não só reflete o pensamento patriarcal como também o reforça e
aprofunda. Outro dos desdobramentos da indústria pornográf**a é a mercantilização dos
corpos bem como do ato sexual, o que influencia na idealização do corpo da mulher, do
corpo do homem e da própria sexualidade, minguando a liberdade sexual, ao contrário
da ideia difundida de uma espécie de liberdade e de “empoderamento sexual do pornô”.
E isso se torna ainda mais danoso uma vez que o acesso digital aos produtos dessa
indústria é facilitado, gratuito e discreto, tornando cada vez mais comum a exposição
precoce ao conteúdo pornográfico, além de fazer com que o ideal sexual de nossos
jovens seja moldado pela pornografia. Outro fator danoso refere-se ao conceito
veiculado de s**o, que diz respeito, na maioria das vezes, à desigualdade entrehomens e mulheres na relação sexual, impondo traços de agressividade e depreciação
das mulheres.
A Covenant Eyes, programa que ajuda a acabar com o consumo de pornografia, em
seu relatório Po*******hy Statistics: Annual Report 2015, analisou os 304 filmes
pornográficos mais vendidos, constatou que 88% deles continham cenas de
agressão física e 49%, agressões verbais às mulheres. A indústria pornográf**a é,
portanto, um importante pilar da cultura do estupro, distorcendo as noções saudáveis da
vida sexual e as substituindo pela depreciação e humilhação das mulheres.
Um comunista que vive no sistema capitalista não necessariamente precisa se abster
do consumo pela perspectiva simplista dos danos da produção de determinado produto.
A indústria alimentícia, por exemplo, tem em sua escala produtiva diversas contradições
advindas do modo de produção capitalista, como a precarização do trabalho e a
exploração irracional do meio ambiente, mas por mais que essa indústria cause danos
severos infraestruturais e induza ao consumo de forma danosa, até mesmo para nossa
saúde, ela não influencia diretamente a superestrutura, não molda nossa moral, nosso
pensamento de forma direta. Comer ou não comer determinado alimento, dentro de
uma mesma possibilidade econômica, é uma escolha individual, mas o dano da
indústria alimentícia só pode ser de fato anulado com o fim do capitalismo e com a
construção de uma nova moral e de novas relações de produção.
Mas quem acredita que derrotar o capitalismo é necessário e decide dedicar sua vida a
tal tarefa tem de ter uma postura e uma moral comunista. Não é fácil ter uma postura
comunista com a influência diária da superestrutura capitalista, é preciso muito estudo,
muita prática, uma organização e muito esforço dia após dia. Os camaradas que se
propõem a tal exercício não podem se abster da vida na sociedade capitalista, mas
precisam se atentar para as influências danosas da superestrutura de tal sistema, saber
separar o que é nosso do que é deles. Nesse sentido, o consumo de pornografia não
faz parte da postura comunista, a influência direta e profunda que a pornografia exerce
na forma de se perceber a sexualidade e a relação entre os gêneros turva a capacidade
de percepção das relações interpessoais. Não assistir pornografia não é um ato de
manifestação individual sobre a indústria, mas uma forma de não se contaminar com
pensamentos patriarcais. As organizações que se propõem a transformação de fato do
nosso país devem se atentar a isso. A questão de gênero não é menor e jamais deve
ser tratada como tal. É uma questão intrínseca às questões de classe. Portanto as
organizações devem combater o consumo de pornografia, orientar seus militantes
comunistas a uma retif**ação de sua postura e de sua moral sexual no que tange às
relações de gênero, além de proporcionar ações efetivas para a reeducação das
massas, para uma verdadeira liberdade sentimental, sexual e sócio-política. Não é
possível ser um comunista com uma postura machista e patriarcal. É nosso dever
construir uma sociedade de novo tipo, livre das manipulações destrutivas da burguesia.

Endereço

Rua Mauricio Leite Da Silva, 228
Alfenas, MG

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando EFOPE Sul de Minas posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para EFOPE Sul de Minas:

Compartilhar