25/06/2026
Mobilização dos concursados da Fundação Saúde garante avanço nas negociações salariais no RJ
🏛️ Em mobilização, o SASERJ, junto à Intersindical e ao Movimento dos Trabalhadores Concursados da Fundação Saúde (MTCFSERJ), conquistou audiência direta com o Executivo em 24/06/2026, com apoio do deputado Flávio Serafini. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, recebeu lideranças para debater a crise remuneratória dos celetistas da Fundação Saúde, admitidos pelos concursos de 2011 e 2014. A diretora Aline Salles participou das conversas.
💼 Foram apresentadas três pautas centrais: gratificações emergenciais, recomposição salarial das perdas inflacionárias e implementação do PCCS. Dados mostram que entre 2012 e 2026 houve perda real de 40,7% no poder de compra. Servidores de nível superior e médicos também sofrem defasagens graves, com necessidade de reajustes entre 49% e 81%.
📉 O movimento entregou contracheques reais, revelando ausência de gratificações ou benefícios. O diretor-presidente da Fundação Saúde reconheceu ilegalidade de vencimentos abaixo do mínimo. Estima-se cerca de 2.000 profissionais ativos impactados.
📩 A Fundação apresentou contraproposta restrita ao Programa de Valorização por Formação e Qualificação (PVFQ), com adicionais de 10% a 20% por titulação acadêmica. Sindicatos exigiram inclusão do Programa de Capacitação para Aperfeiçoamento (PCA), benefício universal já existente para estatutários, com parcelas de R$ 480,00 (nível superior) e R$ 270,00 (nível médio/técnico).
📈 O impacto anual do PCA seria de R$ 9,7 milhões; o PVFQ, até R$ 7,1 milhões. A soma é considerada viável pelo orçamento estadual. O movimento aceitou o PVFQ desde que combinado ao PCA, garantindo cobertura a todos.
🕊️ O governador reconheceu a urgência e ligou ao secretário de Planejamento durante a audiência, autorizando avanço técnico. Sindicatos mantêm pressão para publicação em Diário Oficial antes do prazo eleitoral.
🏥 A luta estrutural segue: implementação integral do PCCS e recomposição das perdas históricas na LOA de 2027, assegurando dignidade aos profissionais que sustentam a rede pública de saúde fluminense.