Conselho Municipal de Política Cultural de Caçapava do Sul - CMPC

Conselho Municipal de Política Cultural de Caçapava do Sul - CMPC O CMPC é o orgão de controle social que tem como objetivo formular, avaliar e monitorar as políticas públicas para a cultura de Caçapava do Sul

O "CHÁ DE PERNA", O RIACHO E O OLHO DO SOGRO: COMO SE NAMORAVA HÁ 100 ANOS! 👟💧👀  Continuando com os causos saborosos da ...
20/08/2026

O "CHÁ DE PERNA", O RIACHO E O OLHO DO SOGRO: COMO SE NAMORAVA HÁ 100 ANOS! 👟💧👀 Continuando com os causos saborosos da história do casal Luís e Romana Cecchin (resgatados da reportagem de 1981), hoje a gente dá uma espiada em como eram as regras do namoro no início do século passado.

Esqueça o celular, as redes sociais ou as facilidades de hoje: na época dos nossos avós e bisavós, conquistar o amor da vida exigia muita disposição, respeito e, acima de tudo, pernas afiadas!

AS "PROVAÇÕES" DO NAMORO ANTIGO:

• O Ritual do Riacho: Para visitar a namorada Romana, o jovem Seu Luís encarava uma verdadeira maratona a pé pelas estradas de poeira e barro. Mas antes de pisar na casa da noiva, havia uma parada obrigatória: ele parava num riacho perto da propriedade para lavar os pés e os chinelos! Chegar sujinho de poeira nem pensar.

• A Sentinela no Sala: Assim que entrava na casa, começava o segundo desafio: o sogro, Seu Eugênio Camillotto. Ele não tirava os olhos do casal um segundo sequer, ficando sentado na sala em estado de alerta para garantir que os jovens mantivessem a devida distância.

• Respeito em Primeiro Lugar: Nada de proximidade física ou conversas a sós. O namoro acontecia sob o olhar atento da família, à base de olhares tímidos e muito respeito aos costumes do interior.

Mesmo com toda essa rigidez e com o olhar vigilante do sogro, aquele amor florou, venceu as décadas e virou uma linda união de mais de 60 anos!

É fascinante olhar para trás e ver como os rituais de conquista mudaram — mas o afeto verdadeiro continuou sendo o mesmo.

📸 Registro do jornal de 13 de fevereiro de 1981, preservado no acervo da Casa de Cultura Juarez Teixeira.

👇 E VOCÊ? O teu pai ou avô também já te contou as artes e as táticas que precisava fazer para encarar o sogro e conseguir namorar antigamente? Deixe o teu causo nos comentários! 📜❤️

DE CAÇAPAVA PARA A ITÁLIA: A HISTÓRIA DO PRACINHA QUE FOI PARA A GUERRA E VOLTOU NOIVO! ❤️  Em meio ao cenário sombrio d...
20/08/2026

DE CAÇAPAVA PARA A ITÁLIA: A HISTÓRIA DO PRACINHA QUE FOI PARA A GUERRA E VOLTOU NOIVO! ❤️ Em meio ao cenário sombrio da Segunda Guerra Mundial, a vida tratou de escrever uma história de amor digna de filme com um filho da nossa terra estrelando!

O caçapavano João Pedro Paz, nascido na Canhada Funda ("logo ali na curva grande"), embarcou com a Força Expedicionária Brasileira para combater em solo italiano. Mas o destino reservava algo extraordinário além dos campos de batalha.

Na Itália, o jovem soldado conheceu uma moça italiana de apenas 17 anos chamada Iole Tredici. O encanto foi imediato. A guerra acabou, o amor venceu, eles se casaram e o João trouxe Iole para construir uma vida no Brasil!

Como diz a chamada da época: "João foi guerrear e voltou noivo de Iole". Um acervo de memórias e de afeto que marca a história da nossa gente.

👇 E VOCÊ? Chegou a conhecer ou conviver com João Pedro Paz e a Iole aqui em Caçapava? Deixe o seu carinho nos comentários!

🔍 MISTÉRIO RESOLVIDO! DE ONDE VEIO O APELIDO DO FALADO "MOCHECO"? 🪖📰   Se você acompanhou as nossas postagens lembra da ...
20/08/2026

🔍 MISTÉRIO RESOLVIDO! DE ONDE VEIO O APELIDO DO FALADO "MOCHECO"? 🪖📰 Se você acompanhou as nossas postagens lembra da dúvida: uns chamavam o nosso icônico carregador de malas de Mocheco, outros de Mocheca... e os livros antigos de causos registravam Timochenko.

Pois hoje a história deu um salto e nós descobrimos a origem exata desse apelido! E ela vem direto das páginas dos jornais da Segunda Guerra Mundial!

Em 1942, no auge da Batalha de Stalingrado, o mundo inteiro acompanhava pelos jornais as investidas do lendário comandante soviético, o Marechal Semion Timoshenko. As manchetes dos jornais brasileiros estampavam em letras garrafais: "Cercados os nazistas pelo Marechal Timochenko!".

E qual era a marca registrada do famoso Marechal? A cabeça completamente careca, a feição marcante e o porte físico robusto!

Quando o nosso conhecido caçapavano — também careca, forte e focado no serviço pesado de carregar malas pelo centro — cruzava as ruas da cidade, alguém que lia os jornais não teve dúvidas: batizou o nosso conterrâneo com o nome do general que não saía das manchetes!

Com o passar dos anos, a pronúncia russa se adaptou ao sotaque da nossa terra: Timochenko virou Timocheco e, na boca do povo, virou o nosso eterno Mocheco!

📜 A HISTÓRIA VIVA DA NOSSA TERRA

É fascinante ver como a história do mundo se cruzava com o cotidiano das nossas calçadas. Um apelido nascido nas manchetes de 1942 atravessou décadas e ficou guardado na memória afetiva de Caçapava do Sul!

👇 E você? Imaginava que o apelido do Mocheco vinha de um Marechal da Segunda Guerra Mundial?

Siga-me: (Projeto Memória Caçapavana — Resgate histórico coletivo)

📸 UM RETRATO DO PASSADO: QUEM LEMBRA DA "A PROGRESSISTA"? E ONDE ANDAM AS HISTÓRIAS DO MOCHECA E DO APINHA?Olhem a preci...
19/07/2026

📸 UM RETRATO DO PASSADO: QUEM LEMBRA DA "A PROGRESSISTA"? E ONDE ANDAM AS HISTÓRIAS DO MOCHECA E DO APINHA?
Olhem a preciosidade que resgatei para nós hoje! Uma imagem que transborda nostalgia: a antiga casa "A Progressista", do Sr. José Acácio Vargas. Reparem na bomba de combustível antiga bem na esquina, o pessoal de chapéu na calçada, o cavalo atado na frente... Uma Caçapava do Sul que deixou saudades!
Essa foto antiga me fez pensar: a nossa história não é feita apenas de grandes prédios e comércios, mas principalmente das pessoas que caminhavam por essas ruas de pedra.

Neste domingo chuvoso conversamos sobre o querido Pedrinho (uma correnteza de comentários no meu face), e vocês trouxeram de volta alguns nomes que andavam adormecidos pelo tempo. Nomes de figuras populares que são a cara da nossa identidade caçapavana, como o Mocheca, o Apinha, a Nikita, o Severiano e tantos outros.

O problema é que a história deles não está nos livros e nem no Google. Ela está viva na sua memória. E nós não podemos deixar o tempo apagar essas lembranças!

🕵️‍♂️ QUERO CONVOCAR VOCÊ PARA ESSA MISSÃO:

Se você viveu aquela época de ouro ou ouviu os causos dos seus pais e avós, me conte aqui nos comentários:

• 🌾 Sobre o Apinha: Alguma informação, comportamento, atitude, jeito de ser? Qual era o nome dele? Chegava nas lojas? Qual era sua família?
• 🎭 Sobre o Mocheca: Quem conheceu essa figura? Por onde ele andava no centro? Tinha alguma mania ou frase marcante? Como se comportava?

• 📂 Você tem fotos? Se você tiver qualquer registro antigo — seja dessas figuras populares, de outros comércios antigos ou da nossa gente de antigamente —, me mande por mensagem privada! Prometo pesquisar e caprichar em uma homenagem linda aqui na página.

💬 A nossa história é guardada por nós!

Deixe seu relato aqui embaixo, marque aquele amigo ou parente que tem uma memória de elefante para os causos de antigamente e vamos juntos manter viva a alma de Caçapava do Sul como muitos de vocês me pediram nos comentários! 👇

Rosa Ruschel

🎙️ **O REPÓRTER DA IMAGINAÇÃO: A POESIA E AS LEMBRANÇAS DO NOSSO ETERNO LUIZINHO**Há pessoas que passam pela vida com os...
19/07/2026

🎙️ **O REPÓRTER DA IMAGINAÇÃO: A POESIA E AS LEMBRANÇAS DO NOSSO ETERNO LUIZINHO**

Há pessoas que passam pela vida com os pés cravados no chão, e há aquelas que preferem caminhar com a alma sintonizada em ondas de rádio. Assim era Luiz Carlos Torres. Embora muitos na cidade o conhecessem por um apelido que ele próprio não apreciava, para os amigos mais próximos e para a história afetuosa de Caçapava do Sul e São Sepé, ele será para sempre o nosso querido **Luizinho**.

Luizinho trazia a sensibilidade no sangue. Era filho do Dr. João Carlos Osório Torres — que foi prefeito de São Sepé e um poeta talentoso, daqueles que eternizavam em versos a antiga lagoa que ficava perto do ginásio, no Campinho do Ilo — e de dona Judith Leão Torres. Criado no seio de uma família tradicional e numerosa, Luizinho era pura doçura e alegria. Quando estava em Caçapava, adotou o Hotel Casarão como seu lar, sendo acolhido como um verdadeiro irmão de criação.

Sua grande paixão era o jornalismo. Caminhando faceiro pela Rua XV, ele era uma estampa: o cabelo milimetricamente alinhado com laquê, fones de ouvido imponentes e, nas mãos, gravadores modernos que eram verdadeiras relíquias para a época. Luizinho não via a realidade com os olhos comuns; ele a transformava em notícia, vivendo na frequência da mais pura inspiração. Tinha tanto respeito pelo ofício que usava com orgulho um crachá da Rádio Guaíba — e fazia as entrevistas com tanta dedicação que muitas meninas da cidade guardavam a certeza de terem falado com um repórter oficial da capital.

A sua "emissora do coração" operava 24 horas por dia, e os seus furos de reportagem eram antológicos:

* 📞 **O Show da Clara Nunes:** Numa noite quente de verão, durante o *Você Faz o Programa*, o telefone preto da rádio tocou. Era o Luizinho, direto de Capão da Canoa, com a certeza de estar falando com o lendário Armindo Antônio Ranzolin: *"— Ranzolin, estou aqui na praia cobrindo o show da Clara Nunes. Me coloca no ar!"* Entrando na magia daquele momento, anunciei sua entrada com voz impostada. Do outro lado da linha, com exclusividade para o meu ouvido, ele narrou a multidão e o canto de Clara com a vibração de um autêntico correspondente internacional. Desligou realizado, com a alma lavada.

* 🎭 **O Carnaval do Clube União:** O amigo Roque Filipini lembra com carinho de quando encontrou Luizinho no banheiro do clube, transmitindo o Carnaval caçapavano com tanta seriedade que quem ouvia de fora ficava minutos prestando atenção, crente de que era uma transmissão oficial!

* 🪖 **O Som dos Coturnos:** Aclisio Teixeira resgatou a memória de Luizinho em plena atividade durante um desfile militar em Caçapava, abaixado com seu gravador para capturar, em áudio inédito, o som cadenciado dos coturnos de uma unidade de Cachoeira do Sul.

Luizinho era uma figura notável que preenchia os dias da nossa comunidade. Fosse ajudando no Grande Rodeio da Sentinela, batendo um papo demorado na Ótica Líder, visitando o comércio local ou dando uma passada na Prefeitura para encantar a todos com sua presença pura.

Ele não precisava de antenas de alta potência para transmitir; sua sensibilidade alcançava o coração de todos nós. Lembrar do Luizinho e de sua coleção de gravadores é trazer de volta uma Caçapava onde o afeto e o respeito caminhavam de mãos dadas pelas calçadas.

💬 **A NOSSA HISTÓRIA É FEITA POR ESSES MOMENTOS!**
E você, também guarda no coração alguma lembrança do Luizinho, com seus fones e sua alegria pelas ruas da nossa região? Deixe seu comentário e vamos manter viva essa linda memória!👇

🛑 MEMÓRIA CAÇAPAVANA: VOCÊ SE LEMBRA DO "PEDRINHO"?  A HISTÓRIA DO PERSONAGEM QUE VIROU PATRIMÔNIO AFETIVO DA NOSSA CIDA...
19/07/2026

🛑 MEMÓRIA CAÇAPAVANA: VOCÊ SE LEMBRA DO "PEDRINHO"? A HISTÓRIA DO PERSONAGEM QUE VIROU PATRIMÔNIO AFETIVO DA NOSSA CIDADE! 🛑

Quem viveu na Caçapava do Sul de antigamente com certeza vai parar um minuto para se emocionar com essa relíquia de fotografia. Este registro maravilhoso, cheio de carinho, me foi enviado pela Adriana Leal Dias. Na imagem, vemos o nosso eterno Pedrinho sentado bem ao meio, ladeado pela própria Adriana e por seu pai, o extraordinário e saudoso gaiteiro Luiz Carlos Dias.

Essa foto é a prova viva de como o Pedrinho, mesmo não tendo eira nem beira, foi adotado pelo coração e pela sensibilidade da nossa comunidade.

Ele andava descalço pelas nossas ruas de chão batido e calçamento, sempre vestindo roupas muito menores que o seu tamanho — calças curtas nas canelas e casacos apertados. Na mão, sua inseparável latinha de metal, que os comerciantes e moradores faziam questão de encher com café quente ou um prato de comida generoso.

Pedrinho vivia em um mundo só dele, mas dividia a sua poesia diária com todos nós através de duas marcas registradas:

• 🦴 O "Gadinho de Osso": Ele caminhava faceiro puxando uma corda amarrada a ossos de animais. Na sua imaginação pura, ali ia a sua estância, o seu rebanho invisível cruzando o centro da cidade.

• 👩‍🦱 A Busca por Maria: Quem passava por ele, muitas vezes ouvia a sua única e persistente pergunta: "— Você viu uma Maria por aí?". Um mistério e uma saudade que ele levou consigo e que ninguém nunca conseguiu decifrar.

Sua última estância foi a Estação Rodoviária, onde costumava dormir. Numa noite de inverno rigoroso, o frio do pampa judiou de sua saúde. Ele nos deixou, mas a comoção foi tão grande que a própria comunidade se uniu para eternizar sua imagem em um quadro, mantendo viva a memória de quem, mesmo na sua loucura, transbordava pureza.

💬 E VOCÊ? CHEGOU A CRUZAR COM O PEDRINHO PELAS RUAS?

Deixe seu comentário aqui embaixo! Vamos juntos reviver essas histórias e não deixar que o tempo apague o passado da nossa querida Caçapava do Sul. Compartilhe com os amigos daquela época!
Rosa Ruschel Pedro Vanolin Macedo Lar Do Idoso Rosinha Borges

🏛️ A NOSSA HISTÓRIA GRAVADA NA PEDRA: A TUA IGREJA MATRIZ PRECISA DE TI!Tu já paraste para olhar com atenção as paredes ...
12/07/2026

🏛️ A NOSSA HISTÓRIA GRAVADA NA PEDRA: A TUA IGREJA MATRIZ PRECISA DE TI!

Tu já paraste para olhar com atenção as paredes da nossa Igreja Matriz? Esta placa, eternizada no Ano Santo de 1950, não é apenas uma lista de nomes. Ela é o testemunho vivo da união dos caçapavanos que, muito antes de nós, entenderam a importância de proteger e manter o nosso maior patrimônio histórico, cultural e espiritual.

A nossa Matriz carrega em suas paredes a própria alma de Caçapava do Sul:

15/08/1815: Há mais de dois séculos, era lançada a sua pedra fundamental, dando início a esse sonho coletivo.

20/09/1935: Em um emblemático 20 de setembro, mesmo ainda sem estar totalmente pronta, ela foi inaugurada e entregue à comunidade.

12/06/2011: Após uma restauração e pintura a cal, ela foi reaberta ao público, voltando a iluminar o centro da nossa terra.

⚠️ O NOSSO DESAFIO EM 2026
O tempo passa e a lida para conservar um monumento dessa magnitude é constante. Hoje, o coração da nossa cidade precisa urgentemente de uma nova pintura. O desgaste do tempo e do clima já cobrou o seu preço, e a nossa Matriz clama pelo olhar generoso de cada um de nós.

Olhar para essa placa de 1950 é lembrar que a Igreja não se mantém de pé sozinha. No passado, clubes tradicionais como o Caçapava F.C. e o Aimoré E.C., colégios, famílias e benfeitores se uniram pelo mesmo objetivo. Agora, em 2026, a missão de cuidar desse legado é nossa!

Não podemos deixar a nossa história perder o brilho. Se tu tens orgulho de ser caçapavano e valorizas as nossas raízes, ajuda a espalhar essa mensagem. F**a atento, pois logo traremos novidades de como tu podes fazer a tua parte e colaborar com a pintura da nossa Igreja! 🙏✨

🏛️ CAÇAPAVA DO SUL 99 ANOS ATRÁSEsta rara fotografia aérea de Caçapava do Sul, registrada em 1927, revela uma cidade mui...
10/07/2026

🏛️ CAÇAPAVA DO SUL 99 ANOS ATRÁS

Esta rara fotografia aérea de Caçapava do Sul, registrada em 1927, revela uma cidade muito diferente da que conhecemos hoje, mas repleta de referências que ainda fazem parte da nossa identidade.

Em primeiro plano está a antiga Praça da Matriz, cercada pelas ruas Barão de Caçapava, Ulhôa Cintra e 7 de Setembro. Ao fundo aparecem o Forte Dom Pedro II e o vale do Santa Bárbara. Também se destaca o histórico prédio conhecido como Império, onde, segundo a tradição histórica local, Dom Pedro II instalou a sede do Governo Imperial durante sua permanência em Caçapava, durante a Guerra do Paraguai.

Mais do que um registro fotográfico, esta imagem preserva a memória urbana, arquitetônica e cultural de nossa cidade, convidando todos a conhecer, valorizar e preservar o patrimônio histórico de Caçapava do Sul.

Que lembranças ou curiosidades esta fotografia desperta em ti? Compartilha nos comentários!

Obrigado Patricia Antoniazzi Saldanha

📜 DOCUMENTOS HISTÓRICOS COMENTADOS – Nº 1Um dos primeiros depósitosHoje inicio uma nova série de publicações: Documentos...
09/07/2026

📜 DOCUMENTOS HISTÓRICOS COMENTADOS – Nº 1
Um dos primeiros depósitos
Hoje inicio uma nova série de publicações: Documentos Históricos Comentados. Nela, pretendo compartilhar documentos originais que ajudam a contar a história de Caçapava do Sul.

O documento de hoje é um comprovante de depósito inicial da agência do Banco do Brasil de nossa cidade.

Ele foi preenchido em 26 de julho de 1968, três dias antes da inauguração oficial da agência, que ocorreu em 29 de julho de 1968.

O depósito, no valor de NCr$ 1.000,00, foi realizado pela Cooperativa Centro-Sul de Produtores de Lãs Ltda., uma das mais importantes instituições da economia caçapavana daquela época.

Observem detalhes que hoje fazem parte da história: a moeda em circulação era o Cruzeiro Novo (NCr$), o formulário era totalmente preenchido à máquina de escrever e o documento recebeu a autenticação mecânica do Banco do Brasil no início de suas atividades em Caçapava do Sul.

Este documento integra um conjunto de papéis originais da abertura da agência, preservados ao longo de quase seis décadas.

Tu ou alguém da tua família lembras da inauguração da agência do Banco do Brasil? Conheceste a Cooperativa Centro-Sul de Produtores de Lãs? Compartilha tua lembrança nos comentários.

A ALMA DE CAÇAPAVA MORA NAS NOSSAS ESQUINASMudar a paisagem urbana é inevitável. O progresso chega, o concreto armado su...
04/07/2026

A ALMA DE CAÇAPAVA MORA NAS NOSSAS ESQUINAS

Mudar a paisagem urbana é inevitável. O progresso chega, o concreto armado substitui o tijolo, as agências bancárias modernas ocupam o lugar dos velhos casarões e os carros do ano assumem o espaço que um dia foi dos Fuscas, Kombis e Corcéis. Mas o que essas fotografias de 1971 da esquina da Rua Sete de Setembro com a Benjamin Constant provam é que a verdadeira história de Caçapava do Sul não é feita de tijolos, mas de gente.

O desenvolvimento econômico que trouxe a imponente agência do Banco do Brasil em 1974 pode ter alterado a arquitetura, mas a identidade da cidade permanece guardada na memória afetiva de quem pisou naqueles paralelepípedos.

O Quintal das Memórias e o Muro dos Sustos

Olhar para o grande muro branco com a clássica propaganda pintada da "Miranda Relógios" é, para muitos, sorrir de volta para a infância. Era dali, daquele terreno que misturava horta, árvores e a calmaria de um quintal de interior, que um menino espreitava o movimento para assustar os passantes desavisados. Aquela calçada não era apenas um caminho; era um palco de travessuras cotidianas, o trajeto rumo às salas de aula do Santas Chagas (SS. Nome de Jesus) ou do Dinarte Ribeiro.

O Ritmo Desacelerado da Sete de Setembro

A imagem que estende o olhar pela Sete de Setembro em 1971 evoca um tempo onde o relógio corria mais devagar. Um carro com o porta-malas aberto, a tranquilidade de uma rua onde as crianças podiam brincar sem medo e o horizonte aberto mostram uma Caçapava acolhedora.

Era por aqui que cruzava o icônico ônibus "guarda-louças" do Professor Carlinhos Almeida, transportando estudantes rumo ao CRES (Colégio Agrícola) — jovens que dividiam o banco do veículo, os sonhos de futuro e, às vezes, uma parada para um autêntico café de cambona na região da Pedra do Segredo.

Endereço

Caçapava Do Sul, RS

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