10/01/2021
Leiam! Nossa análise. Bom domingo a Todos!
FAZER O CABO FELIZ: DESAFIO, NÃO OPÇÃO!*
Sexta-feira, 8 de janeiro de 2021. Nos corredores do Palácio Joaquim Nabuco, aquela hora, 14:30, ainda se via alguns servidores terminando de cumprir suas jornadas. Na entrada do CAM 1, como é conhecido popularmente a sede do governo, um guarda municipal de plantão orientava quem chegava e quem saia do prédio, sempre gentil e com um sorriso no rosto.
Perguntamos, na nossa chegada para participar de um encontro no Auditório do primeiro andar se, o prefeito ainda estava e, de pronto, o guarda nos informou que sim. O prefeito estava com o vice no gabinete em reunião. Mais tarde, soubemos que, ele participava de uma reunião com uma equipe, de engenharia de trânsito, com larga expertise, que estava apresentando ao gestor municipal sugestões para amenizar um dos engarrafamentos que mais tira a paciência dos motoristas do Cabo, o da entrada da Estrada de Curcurana, na antiga BR 101 sul, em Pontezinha.
Nesse dia, a agenda do novo Chefe do Executivo do Cabo iniciou-se as sete da manhã e, só viria a terminar as 21 horas, da noite do mesmo dia. Um expediente puxado, de cerca de 14 horas de trabalho, de quem já sabia, desde depois das eleições, o que lhe aguardava. E, assim foi os primeiros cinco dias úteis do novo prefeito do Cabo, Keko do Armazém. Muito trabalho!
Com o quarto maior orçamento do Estado, o Cabo tem problemas pra dar e vender. Demandas reprimidas por conta de gestões irresponsáveis, colocaram setores vitais da cidade na UTI. Com mais de 210 mil habitantes, a cidade deixou passar ao largo, um dos seus melhores momentos econômicos, se não o melhor e, não implementou ações necessárias para alavancar a sua economia, saúde, educação e segurança. Viu, nos últimos 15 anos, os índices sociais piorar. A favelização do seu entorno quadruplicar. A violência aumentar e, o seu povo empobrecer ao ponto de um jargão virar "meme" no meio popular: "O Cabo é tão rico, que só tem dinheiro", fazendo alusão a arrecadação bilionária da cidade em contraste com a pobreza do seu povo e a falta de políticas públicas para reverter esse quadro.
Ao ser empossado no primeiro dia desse mês, o prefeito Keko do Armazém sabe da sua imensa responsabilidade em tornar real e palpável para o povo a promessa de incorporar a "felicidade" no cardápio da maior parte dos seus conterrâneos. Keko, herdeiro de problemas colossais, tem certeza que cumprir a promessa de fazer o Cabo Feliz (slogan da campanha vitoriosa) não será tarefa fácil.
Os cinco primeiros dias úteis de janeiro já serviu pra mostrar que o prefeito não terá dias de glória. Educação sucateada, com problemas que vão desde a baixa remuneração de professores contratados até a falta de infra estrutura nas escolas da rede municipal. Auditórios destruídos, equipamentos de cultura, arrasados e artistas desvalorizados são a tônica. Na economia, haverá muito o que fazer para gerar oportunidades pra nossa gente. A gestão tem o compromisso de resgatar a posição de destaque do Cabo, como a grande locomotiva propulsora do desenvolvimento na região de Suape. O Cabo precisa virar a página do livro no qual fez papel de coadjuvante na geração de emprego em Pernambuco, até o final de 2020. Hoje, conforme mostrou números do último CAGED, a cidade perde para municípios do mesmo porte, como Caruaru e Petrolina e, f**a atrás de Jaboatão na região metropolitana.
Nesse quesito, o prefeito Keko do Armazém nesses primeiros cinco dias tem demonstrado, junto com o seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cajueiro, muita disposição!
Já anunciou alguns investimentos de grande porte que poderão gerar mais de cinco centenas de emprego, ainda no primeiro semestre desse ano.
Nessa próxima terça, dia 12, sétimo dia útil de janeiro, o Secretário Eduardo Cajueiro, sob orientação do prefeito, estará recebendo em seu gabinete, dois empresários pernambucanos que também querem investir no Cabo, com promessa de mais 200 empregos diretos e outra centena de indiretos. Boa pegada, para o início de uma gestão que, ao que tudo indica, diferentemente da que lhe antecedeu, f**ará marcada pela geração de emprego, não pela burocracia camuflada de "pedágio" que afugentava investidores e empreendedores.
A tarefa, não é fácil. Há problemas gigantes também em outras áreas, como no transporte coletivo. É inadmissível, uma cidade do porte do Cabo, ainda conviver com um monopólio na linha que liga o nosso centro urbano ao centro da capital pernambucana. Saneamento e, principalmente Habitação precisam também ser prioridade nas discussões. O Pacto Metropolitano tem que ter o Cabo como o grande protagonista na mesa de discussão e negociação. As condições precárias da nossa rede municipal de depósito, distribuição e abastecimento de carnes e hortifrutigranjeiros também não pode f**ar de fora. Chegamos ao limite do absurdo, nesse problema. O Mercadão do Cabo precisa de um olhar atencioso da prefeitura para ontem!
Keko do Armazém, além de ter todo esse "Cavalo de T***a" pela frente, terá também a política no seu radar. Vai precisar de muita sabedoria e ter muita habilidade para manter em sua órbita a coalização responsável por sua chegada ao poder. Os interesses são diversos e, política, como dizia um velho amigo meu é "a arte do cão"!
Agora, passado os embates da campanha e com palanque desarmado, o que se vislumbra para o novo prefeito é colocar a mão na massa, adicionar o "fermento" e, suar pra ver render os resultados! Ele próprio diz que, nunca teve vida fácil! De menino pobre da periferia de Ponte dos Carvalhos a balconista de armazém até chegar a prefeitura, Keko nunca esquece de dizer que sua vida foi de desafios. "Eles me motivam", costuma confidenciar aos mais chegados. Então, mãos a obra, prefeito. O Cabo tem pressa em ser feliz! Não é opção, tem que ser feito!
*Eli Costa (Lio da Sulanca)