Está pagina tem como objetivo registrar a história da Comunidade da Costa do Catalão e as ações sociais e culturais realizadas pelos comunitários no "Novo Catalão" e pelos "filhos do Catalão". PROJETO NOSSA HISTÓRIA /COSTA DO CATALÃO
A criação e alimentação da Pagina tem como objetivo registrar a história da Comunidade da Costa do Catalão e as ações sociais e culturais realizadas pelos comunitá
rios no "Novo Catalão" e pelos "Filhos do Catalão. Com o passar do tempo o Catalão, área de várzea do rio Solimões, próxima ao encontro das águas com o rio Negro, foi sendo atingida pelo fenômeno erosivo das “terras caídas”. Um pouco de história
A comunidade da Costa do Catalão é limitada ao norte com igapós e ao sul com o rio Solimões, localizada no Município do Iranduba. No inicio de sua habitação ela era uma grande área de várzea com uma vegetação de floresta intensa. Um dos seus moradores mais antigos, ao ser indagado, se recordava como era o local quando ele foi morar lá, deu a sua resposta valorizando a beleza da região:
(...) Olha eu adorava demais, tudo era mata virgem nas margens, a coisa mais linda do mundo. A. S. 85 anos)
As primeiras famílias que vieram morar na Costa do Catalão eram nordestinas, principalmente cearenses e pernambucanos, antes residentes no município do Careiro da Várzea. Esses primeiros habitantes não tinham mais como sobreviverem nesse município, pois eles viviam da extração da borracha e esta havia se esgotado. Assim tiveram que encontrar outra forma de sobrevivência, resolveram se mudar para aquela terra desabitada e praticar o sistema de agricultura, já iniciada no Careiro da Várzea. As pessoas que iam chegando tinham que arrendar as terras, pois já havia mais ou menos umas dez famílias no local. Depois começaram a chegar mais pessoas de diversas partes do Baixo Solimões. Assim com o passar dos anos a comunidade foi se organizando através dos núcleos familiares existentes, As propriedades foram se distribuindo em agrupamentos de 40 famílias. A comunidade começou a se organizar, e as famílias viram a necessidade de construir escolas, igrejas e um local para as atividades de lazer. Depois de alguns anos os moradores reuniram-se para construir uma casa onde seria a sede da primeira escola, conseguiram uma professora , pois na comunidade a maioria dos moradores não sabiam ler. Quando esses ribeirinhos começaram a estudar, muitos já não eram mais crianças. Ajudavam seus pais na criação de animais, caça, pesca, plantação. Em um período iam para a escola e no outro trabalhavam. A costa do catalão pertencia a primeira Zona Distrital de Manaus, pertenceu muito tempo a essa zona, só depois de muitos anos é que mudou para a zona do município do Iranduba. No inicio da comunidade as famílias trabalhavam com o sistema de plantação de juta, com o tempo foram mudando para a produção de horta, por que a juta demorava mais tempo para produzir e ser levada ao mercado para a venda.
*Fonte: Trechos da pesquisa apresentada ao departamento de Ciências Sócias da UFAM realizada pela socióloga Nágila Lima. Os agricultores da comunidade se tornaram grandes produtores de hortaliças, colocando pra o mercado de Manaus grandes quantidades de verduras. Com o passar do tempo o Catalão, área de várzea do rio Solimões, próxima ao encontro das águas com o rio Negro, foi sendo atingida pelo fenômeno erosivo das “terras caídas”.
*Página Administrada pela Produtora audiovisual Deiny Sousa e Assistente social Reuly Sousa, filhas do Catalão. Em breve esta página projeto receberá a contribuição dos jovens da comunidade Novo Catalão.