Princesa: História e Voto

Princesa: História e Voto "A busca pela imparcialidade deve ter sido pra ele – político que é – a meta mais difícil. Mas posso dizer que foi, satisfatoriamente, cumprida"

Lançamento na Livraria do Luiz. João Pessoa. Paraíba
31/03/2019

Lançamento na Livraria do Luiz. João Pessoa. Paraíba

PRÓXIMO SÁBADO NA LIVRARIA DO LUIZ!!!
25/03/2019

PRÓXIMO SÁBADO NA LIVRARIA DO LUIZ!!!

Referente às eleições de 2000:      “(...) Sabedor da notícia - através de nota veiculada pelo jornal da capital do Esta...
20/02/2019

Referente às eleições de 2000:
“(...) Sabedor da notícia - através de nota veiculada pelo jornal da capital do Estado -, de que Pereira desejava ser candidato a prefeito, o então prefeito Assis Maria ficou furioso, chegando a tecer comentários desairosos com relação ao “chefe”. Em retaliação ao furor do prefeito, Aloysio, já em janeiro de 1999 mandou proibir anúncios da prefeitura na emissora de rádio de sua “propriedade”. Chegou Aloysio Pereira, a fazer, já no final do ano de 1999 - através do tradicional programa radiofônico “Microfone Aberto” -, um forte e duríssimo pronunciamento contra Assis Maria. Disse, nessa ocasião, que Assis não reunia mais condições de dirigir os destinos de Princesa. Chamou o ex-prefeito de desorganizado, desleal e egoísta, acrescentando que: “Assis Maria é tão desmantelado, que desmantelou Princesa!”. Alegou até o fato de ter cedido a casa, de sua propriedade, onde anteriormente funcionara a “Rádio Princesa”, para Assis morar afirmando que este, mal-agradecido, o “traíra” na eleição anterior quando não apoiou os candidatos indicados pelo grupo “Pereira”. Falou de relógios e camisas que havia comprado para Assis, dentre outros favores alegados, até ajudas pessoais, acrescentando que Assis não tinha palavra e que, para tratar com o então prefeito, teria de ser por escrito, pois, o mesmo não cumpria com o prometido. Aloysio não perdoava o fato de Maria ter apoiado a candidatura de Armando Abílio para deputado federal - em 1998 -, em detrimento da do candidato Marcondes Gadelha, por ele indicado. Com o pronunciamento de Pereira, o tempo fechou naquele grupo político, se exacerbando aí um afastamento que já se fazia tácito desde o início de 1998 e que culminaria com a derrocada eleitoral do grupo “Pereira” nessas eleições de 2000. Nem Gonzaga Bento – que, mesmo também magoado com o prefeito, insistira com o cunhado para não ir ao rádio lavar, publicamente, a roupa suja do partido -, conseguiu demover Aloysio do rompimento com Assis Maria. É tanto que, Gonzaga, contrário a essa determinação do cunhado, sequer o acompanhou à emissora de rádio (o que fazia sempre), ficando em casa a escutar o demolidor pronunciamento de Aloysio, balançando a cabeça em constante desaprovação àquela “loucura”, afirmando: “prá que falar de Assis agora e votar nele no ano que vem?”. Gonzaga sabia das coisas. (...)”.

Referente às eleições de 1990:     “(...) A “briga” de Aloysio Pereira com Gonzaga Bento pelo direito de disputar a depu...
19/02/2019

Referente às eleições de 1990:
“(...) A “briga” de Aloysio Pereira com Gonzaga Bento pelo direito de disputar a deputação estadual foi emblemática, pois, Aloysio que se sentia o chefe absoluto do partido, considerando Gonzaga Bento como estrela de segunda grandeza, achava que podia por e dispor sobre tudo na hora e da forma que quisesse. Ao afirmar que não seria mais candidato a deputado, Aloysio botou Gonzaga a por o pé na estrada atrás dos apoios necessários para sua eleição para ocupar uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa. Foi Gonzaga a Tavares pleitear o apoio do ex-prefeito daquele município, Terto Morais e de sua mulher Terezinha Nóbrega de Morais; visitou o correligionário Luiz de Matuto no grande povoado de São José; contatou com alguns amigos dos municípios de Água Branca, Juru e Manaíra, enfim, se preparava antecipadamente para viabilizar sua candidatura e consequente vitória eleitoral. Depois de tudo isso, veio Aloysio visitar Princesa e, passando por Tavares, foi em visita à casa de Tertuliano Nunes de Morais. Lá chegando foi informado pelo próprio Terto de que Gonzaga lá estivera pleiteando apoio para sua candidatura a deputado estadual e, alegre, informou ao chefe do clã pereirista que já estaria comprometido com o apoio ao ex-prefeito de Princesa nesse desiderato. Isso causou forte ciumeira em Aloysio Pereira que, chegando a Princesa, disse ao cunhado e ex-prefeito, que iria sim, disputar a eleição para deputado naquele ano, ao que argumentou Gonzaga:
“Mas, Aloysio, você me disse que não seria mais candidato e agora vem com essa história de concorrer novamente. Logo agora, que eu já fiz vários contatos e já consegui muitos apoios a sufragarem o meu nome? Além de ser esse um sonho que acalento há muito!“ ao que Pereira respondeu: “Não, Gonzaga, o candidato serei eu novamente. Aliás, fique sabendo que, na família, você tem o perfil de prefeito e eu, o de deputado, portanto, conforme-se!”. (...)”.

Referente às eleições de 1982;     “(...) Registradas as candidaturas, partiram os candidatos para a luta eleitoral. Foi...
16/02/2019

Referente às eleições de 1982;
“(...) Registradas as candidaturas, partiram os candidatos para a luta eleitoral. Foi uma campanha animada e muito disputada. O grupo “Pereira”, como vimos, estava muito forte politicamente e a ala nominandista, detentora do poder municipal, tinha ainda condições de competir de igual para igual. Aloysio Pereira não mediu esforços para viabilizar a candidatura do cunhado. Dinheiro não era problema, pois, os bois da fazenda Abóboras resolviam a parada. Do outro lado, segundo me informaram alguns familiares de Nominando, o problema era justamente a falta de dinheiro e do necessário apoio da Prefeitura. Além do mais, o ex-prefeito Chico Sobreira, que era o tesoureiro da administração de Batinho, bandeou-se claramente para as hostes pereiristas, emprestando apoio total ao seu amigo e compadre Gonzaga Bento e incentivando Batinho a fechar os cofres municipais às necessidades eleitorais do candidato nominandista. Segundo o próprio Totonho, este acreditou, inicialmente, que o pleito lhe seria favorável, porém, no decorrer da campanha, tudo se lhes apresentou desfavorável. Já no último mês anterior à realização do pleito, doutor Antônio e seu filho, receberam a visita dos empresários e correligionários Bosco e Bezinho Fernandes, proprietários de um dos dois postos de gasolina existentes em Princesa (o outro era de propriedade do senhor José Virgulino Leandro, mais conhecido como “Zé de Horácio”, que fornecia combustível à campanha de Gonzaga Bento). Estes informaram que não poderiam mais fornecer combustível à campanha nominandista, pois, estavam com seis meses de atraso nos pagamentos e que continuariam fornecendo caso o prefeito fizesse o pagamento de pelo menos da metade do débito. Diante desse inesperado problema, doutor Antônio convidou o então prefeito Batinho para conversar sobre o assunto e solicitou que o mesmo efetuasse o pagamento de pelo menos três meses aos empresários citados que os mesmos voltariam a fornecer combustível para a campanha de seu filho. Batinho, que havia comparecido à conversa acompanhado de sua esposa, dona Eli Correia e do tesoureiro da prefeitura, Chico Sobreira, afirmou que a prefeitura não tinha condições de atender essa demanda, sendo acrescentado por Chico de que o erário municipal estava falido e não poderia efetuar nenhum pagamento, ocasião em que sugeriu ao pai de Totonho, que fizesse um empréstimo para atender a essa urgente necessidade eleitoral. Diante da negativa em efetuar algum pagamento e da sugestão de empréstimo, doutor Antônio, na presença do filho candidato e dos demais, respondeu: “Essa é uma boa receita para derrotar meu filho”. (...)”.

Referente às eleições de 1976:“(...) No comando do processo para a escolha do candidato, estava dona Maria Aurora Diniz,...
14/02/2019

Referente às eleições de 1976:

“(...) No comando do processo para a escolha do candidato, estava dona Maria Aurora Diniz, pois, Antônio Nominando, que se encontrava no desempenho do mandato de deputado estadual, vivia mais em João Pessoa, ficando a política provinciana aos cuidados de sua irmã “Tita”. Esta, que era defensora intransigente do nome do vereador Sebastião Feliciano dos Santos (Batinho) para ser o candidato a prefeito, não aceitava qualquer questionamento sobre o motivo de sua escolha pessoal. Era Batinho seu candidato preferido e ponto; nem Genésio Lima se insurgiu contra a escolha da cunhada. Mesmo diante da ponderação de seu irmão Antônio, para que a negociação fosse conduzida de maneira cuidadosa para não ferir suscetibilidades nem gerar traumas no partido, Maria Aurora não transigia, dizendo sempre que a bandeira deixada por seu pai Nominando Diniz deveria ser, por ela, desfraldada sem medo e que, naquele momento o melhor nome para representar o partido era o de Batinho. Diante da insistência de Antônio para que ela enveredasse pelo caminho da ponderação e do consenso partidário, “Tita” deu um murro na mesa e disse: ”O candidato a prefeito, da minha e da nossa preferência, é Batinho e acabou a história!”
Diante dessa determinação, alguns insatisfeitos com a imposição da “chefa”, alegaram que seu preferido não passava de um “moleque de recados”, pobre, sem origem familiar e que não reunia as condições necessárias para ser o candidato, além de não dispor de meios para financiar uma campanha eleitoral, pois, na condição de “pé rapado”, sequer teria como se fazer representar junto à sociedade. Diante desses argumentos eivados de preconceitos, Tita deu outro murro na mesa e afirmou: “Se preciso for, vendo o derradeiro boi da fazenda de papai, mas elejo Batinho!”.(...)”.

Referente às eleições de 1968 – Comício realizado na Rua da lapa (cabaré):     “(...) Para esse comício, acorreu a fina ...
12/02/2019

Referente às eleições de 1968 – Comício realizado na Rua da lapa (cabaré):

“(...) Para esse comício, acorreu a fina flor da sociedade princesense. Foi nesse evento que teve Princesa, a primeira participação de uma mulher discursando em palanque eleitoral. A oradora foi dona Maria do Socorro Pereira Maia, mais conhecida como “Socorro de Miron”. A futura “Segunda Dama” discursou pedindo aos presentes o apoio e o voto aos candidatos da chapa arenista, um deles seu marido. Em seguida, falou o candidato Antônio Nominando, que prometeu, quando eleito, defender também os interesses das prostitutas, garantindo dar-lhes melhor assistência à saúde. Em sua fala, o candidato da ARENA fez apologia às mulheres de “vida livre” que habitavam o cabaré, dizendo o seguinte:

“Chamam-nas de mulheres de vida fácil. Porém, quão difícil é entender onde está a facilidade de uma vida, quando se é obrigado a corromper o santuário do corpo para adquirir o sustento para a sobrevivência. São, portanto, mulheres de vida difícil, dificílima, que sofrem o preconceito das elites para, de forma imoral, proporcionar a moralidade. São mulheres que dormem tarde, como guardas noturnos, velando pela segurança das famílias de bem.”.

Quando o candidato referiu-se à “segurança das famílias de bem”, quis dizer com isso, doutor Antônio que, quando os rapazes das “boas” famílias saíam das casas das namoradas, iam matar suas vontades com as mulheres de “vida livre”, evitando-se assim que desonrassem os lares das elites. Encerrou sua oração pontuando que a sociedade princesense tinha uma dívida com essas mulheres e prometeu que, quando prefeito, instalaria ali um posto de profilaxia para preveni-las das doenças inerentes à profissão. Embevecida com o discurso, a multidão aplaudia enquanto as raparigas, que escutavam o comício afastadas e sentadas nas calçadas, choravam copiosamente. Muitos acorreram à concentração para ouvir as falas dos oradores. Porém, alguns espectadores, principalmente as mulheres ditas de bem da sociedade, ali se fizeram presentes com o intuito de matarem a curiosidade de saber como era um cabaré; como era o local onde seus maridos se divertiam e como se comportavam as mulheres de “vida livre”. Nada encontraram de diferente. (...)”.

Referente às eleições de 1963:     “(...) O grupo “Pereira”, ainda sentindo os efeitos da derrota eleitoral para prefeit...
10/02/2019

Referente às eleições de 1963:
“(...) O grupo “Pereira”, ainda sentindo os efeitos da derrota eleitoral para prefeito em 1959, porém confortado com o sucesso eleitoral (no município) nos pleitos de 1960 e 1962, quando seus candidatos superaram, em votos, os candidatos de Nominando, se reorganizou, e foi buscar em Tavares, como vimos Gonzaga Bento, para enfrentar, nas urnas princesenses, o velho cacique do grupo “Diniz”. Contava também com um componente importante, que era o companheiro de chapa, candidato a vice-prefeito, Zacarias Sitônio. Este já havia sido prefeito de Princesa (1951), candidato a deputado estadual (1954) e candidato derrotado nas últimas eleições municipais (1959), quando perdeu a contenda eleitoral por ínfima margem de votos, numa eleição questionável, com fortes suspeitas de fraude eleitoral, o que o colocava, agora, na condição de vítima de uma injustiça que poderia desta feita, ser pelos eleitores, reparada. Não fora isso, o trunfo principal, no pensamento dos do grupo “Pereira”, era também o contraste entre os candidatos que se apresentavam, no quesito tempo. Nominando, aos 73 anos, representava o passado, a tradição. Gonzaga, aos 34 anos, poderia representar para os mais jovens, uma esperança de mudanças e de renovação.
A Campanha toda transcorreu muito animada, principalmente porque foi este, o prélio mais embalado por composições musicais. Foram, em minha opinião, as melhores cantigas já produzidas nas disputas eleitorais de Princesa. Numa demonstração do excessivo otimismo das hostes pessedistas, o que patenteava confiança cega na vitória certa, os partidários de Gonzaga, já no comício de encerramento da campanha, cantavam a vitória quando foi apresentada a composição musicada, de autoria de “Dudú” de Né Caipora, que ficou na lembrança do povo princesense - apesar de referir-se pejorativamente ao candidato adversário -, como o hino de campanha mais famoso já produzido por ocasião de eleições em nosso município. Dizia a composição:

AI NOMINANDO,
ESTÁS PERDIDO NESTA ELEIÇÃO.
FIQUES SABENDO,
QUE DESTA FEITA TU NÃO GANHAS NÃO.

CADÊ A TUA CORAGEM,
COM ESSA TUA TREMEDEIRA,
CADÊ A TUA VOTAÇÃO, NOMINANDO!
CADÊ O PESSOAL DA CACHOEIRA?! (...)”.

Referente às eleições de 1960 – carta de Pedro Gondim rompendo com o senador Ruy Carneiro:“(...) Opôs-se, Gondim forteme...
08/02/2019

Referente às eleições de 1960 – carta de Pedro Gondim rompendo com o senador Ruy Carneiro:
“(...) Opôs-se, Gondim fortemente à indicação do nome do então deputado federal José Janduhy Carneiro -, irmão do senador Ruy Carneiro -, para concorrer ao cargo maior do Estado. Rompeu relações políticas com Ruy e articulou-se com o Partido Libertador para conseguir seu desiderato. O rompimento causou o maior rebuliço. O senador Ruy acusou Pedro Gondim de traidor, desleal e oportunista e determinou sua expulsão do PSD. Gondim, por sua vez, antecipou-se à expulsão deixando o partido e filiando-se ao PL, quando cunhou a antológica frase, contida no início da carta que transcrevemos abaixo, enviada a Ruy Carneiro, oficiando seu afastamento da agremiação pessedista:
“João Pessoa, 30 – Senhor Senador Ruy Carneiro – ‘Prefiro ser expulso por rebeldia a ser condecorado por subserviência’. Só não poderão devolver é o meu grande trabalho já incorporado ao patrimônio do Partido e à vitória de V. Excia. Sou expulso porque não aceitei a candidatura do seu irmão. E qual a sentença que se imporá ao povo paraibano por derrotá-lo nas urnas em 3 de outubro? – Pedro Gondim”. (...)”.

Referente às eleições de 1959:     “(...) Os dois candidatos nessa eleição, tiveram também problemas de ordem doméstica....
06/02/2019

Referente às eleições de 1959:
“(...) Os dois candidatos nessa eleição, tiveram também problemas de ordem doméstica. Se não graves, mas de alguma relevância para o desenrolar do pleito. Antônio Maia se viu às voltas para apaziguar comportamentos excessivos de um de seus filhos que, agitado com o calor das emoções vividas naquele momento, excedeu-se em algumas ações que foram contidas pelo pai e demais familiares. Zacarias, mesmo antes de começar a luta eleitoral, teve de conviver com a determinada resistência de sua esposa Hermosa Pereira Sitônio com relação à sua candidatura a prefeito. Não aceitava, a mulher do candidato pessedista, por hipótese alguma que o marido voltasse a disputar o cargo de prefeito de Princesa. Porém, mesmo diante da desaprovação da esposa fez Zacarias, ouvidos moucos e insistiu em concorrer, mantendo a candidatura mesmo à revelia da vontade da companheira. Vendo que o marido não se apartava da ideia de ser prefeito de novo e de permanecer na política, Hermosa, ainda em fevereiro daquele ano de 1959, logo após o carnaval botou as três filhas no dente e partiu para a capital do Estado no ônibus de Parajara Duarte. O esposo Zacarias havia vendido uma propriedade - localizada no sítio Jacu do município de Princesa -, talvez para, com o dinheiro apurado, financiar a campanha eleitoral que se avizinhava. A mulher, consciente das necessidades que teria em João Pessoa, levou a metade desse dinheiro que estava guardado no cofre do marido e, chegando ao seu destino, acompanhada das filhas, telegrafou a Zacarias comunicando o “furto” com a justificativa plausível e nobre de que aquele dinheiro serviria para financiar a compra ou a construção de uma casa para que pudesse ela, morar com as filhas e promover a educação das mesmas o que, para tanto, matriculou-as no colégio das Lurdinas onde iniciaram seus estudos naquela capital de João Pessoa. Não se tratava de uma briga ou separação, mas sim, de uma decisão lúcida e corajosa que selou o destino das filhas do ex-prefeito que, mesmo participando da exaustiva campanha eleitoral sempre as visitava na capital do Estado. Esse fato me foi relatado pela própria dona Hermosa que, aos 105 anos vive ainda, residindo em João Pessoa. E, há um fato interessante contado por uma de suas filhas - relativo à viagem de Princesa a João Pessoa –, quando disse que o percurso foi muito divertido e quase imperceptível, pois, parecia que estavam ainda em casa, uma vez o ônibus encontrar-se completamente mobiliado: com guarda-roupas, mesas, cadeiras, armários, camas, etc. Se esse exemplo tivesse sido seguido por outras pessoas, inclusive eu, não estariam muitas delas passando pelas agruras impostas pelas consequências da política praticada no interior. (...)”.

Referente às eleições de 1958:     “(...) As eleições para deputado estadual foram surpreendentes. Nominando Diniz, que ...
05/02/2019

Referente às eleições de 1958:
“(...) As eleições para deputado estadual foram surpreendentes. Nominando Diniz, que era o prefeito do Município e contava com o apoio do governo do Estado, lançou novamente a candidatura de seu filho Antônio Nominando Diniz, concorrendo pela CNL – Coligação Nacionalista Libertadora, para disputar a reeleição e continuar ocupando assento na Assembleia Legislativa do Estado. O grupo “Pereira”, por sua vez, lançou o filho do coronel José Pereira Lima e de dona Alexandrina Pereira Lima (mais conhecida como dona “Xandú”), o jovem médico, Aloysio Pereira Lima, nascido em Princesa em 23 de fevereiro de 1923 para, em sua primeira incursão na faina eleitoral, concorrer também a uma vaga de deputado estadual. Malgrado g***r, o grupo “Diniz”, de desmedido prestígio, tanto no âmbito estadual como na esfera municipal, viu derrotado seu dileto pretendente, tanto em Princesa quanto nas urnas do Estado. Foi, em sua terra, Antônio Nominando, superado em votos pelo conterrâneo e adversário político Aloysio Pereira, que obteve 2.983 votos (51,39%), sendo este, eleito deputado estadual pela primeira vez, assumindo uma cadeira na Assembleia Legislativa aos 35 anos de idade. Doutor Antônio foi sufragado em Princesa por 2.639 votos (45,46%). Nessas eleições, a onda pessedista que surpreendentemente reelegeu Ruy Carneiro, passou também por Princesa, provocando a completa derrota dos candidatos apoiados por Nominando. Antônio Nominando, que ficou na 2ª suplência, veio a assumir, mais tarde, uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa, sendo a primeira vez em que os dois adversários princesenses coabitaram, simultaneamente, a Assembleia Legislativa do Estado.
Nessa campanha, a disputa para os cargos de deputados estaduais em Princesa, caracterizou-se como se fosse uma eleição majoritária. Muitos comícios, passeatas e discursos inflamados. No meio de tudo isso, aconteceu um fato engraçado. Num comício do candidato Aloysio Pereira, realizado na “Rua Grande”, repleto de eleitores atentos às falas dos oradores, instalou-se de repente, uma confusão que mesmo sem ter nada a ver com a disputa eleitoral, tampouco com o ato cívico que acontecia, uma vez que envolvia dois desafetos que resolveram acertar as contas naquela noite, naquele lugar, causou grande tumulto quando um dos contendores sacou de um revólver e começou a atirar. Todos correram. Isso, mesmo no momento em que estava discursando Aloysio Pereira. Ao pé do palanque, postado de cara prá cima, ouvindo atentamente a fala do líder, estava um fiel eleitor que nunca perdia um comício. Notou doutor Aloysio que, em meio ao tiroteio, foi esse partidário o primeiro a correr. No outro dia, ao reencontrá-lo na rua, o deputado o inquiriu:
“Mas, Zé, eu confiava tanto em você, estando ali para me dar segurança e você foi o primeiro que correu...” ao que o eleitor respondeu: “Pois é dotô, o poblema é que os caba atira em Vossas Incelenças e a bala sempre pega em fulano de tá”. (...)”.

Eleições  de 1950: "(...) Foi nessa peleja eleitoral que, pela primeira vez, os dois grupos políticos  de Princesa, lide...
04/02/2019

Eleições de 1950: "(...) Foi nessa peleja eleitoral que, pela primeira vez, os dois grupos políticos de Princesa, liderados pelas famílias "Pereira" e "Diniz", se uniram para apoiar o mesmo candidato em uma eleição. A decisão de apoiarem, conjuntamente, a candidatura do ex-ministro José Américo de Almeida causou aos dois grupos, até então antagônicos, alguns transtornos de ordem doméstica, porém o interesse na manutenção do poder falou mais alto, denunciando, pela primeira vez, para o conhecimento do baixo clero eleitoral, que os interesses políticos se sobrepunham até aos sentimentos tidos como verdadeiros que foram incutidos nas mentes dos eleitores comuns. Com essa união, consolidou-se uma tendência que se repetiria mais vezes no futuro.
A despeito de ter sido a campanha eleitoral de 1950 a mais violenta já ocorrida no estádio da Paraíba, em Princesa, o pleito transcorreu tranquilamente. A paz reinou até onde não era usual acontecer, pois a união das duas forças políticas em torno do mesmo candidato promoveu uma conciliação inaudita quando, sem nenhum constrangimento ou escrúpulo, dois representantes das famílias "Diniz" e "Pereira", se postaram em cima do mesmo palanque para defenderem uma candidatura comum.
Essa esdrúxula união fez a paz reinar em Princesa, enquanto no resto da Paraíba a violência grassava. Os 'amarelos', partidários de Argemiro de Figueiredo, se engalfinhavam em lutas de rua, quase que diariamente, com os 'brancos, adeptos do senador Ze Américo (...)".

Endereço

Galeria Augusto Dos Anjos, Praça 1817, 88 - Centro
João Pessoa, PB
58013-010

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