04/04/2020
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Momentos de Crise, são momentos que os Governamentes apresentam suas Competências e capacidades, sejam excepcionais ou medíocres. Momentos de Crise são também momentos excepcionais, de suspensão da normalidade legalista, doa Estados de Emergência, que a depender das forças políticas no poder beneficiam diretamente alguns grupos e classes sociais, ou seja, são momentos de oportunismo políticos e econômicos.
Quem serão os maiores beneficiários e os maiores prejudicados nessa crise pandemica, em seus contornos econômicos e sociais?
Medidas como a do atual Governador do Amazonas são no mínimo questionáveis. Ora, na escalada no grau de gravidade da crise resolve liberar aos trancos e barrancos R$736 milhões do Erário - dá contribuição e riqueza da sociedade Amazonense - para honrar compromissos de gestões anteriores, aproveitando -se dá suspensão temporária das licitações e contratações legais para agilizar uma política que está longe de ser essencial para o momento. Não se trata de dar calote aos compromissos contraídos, mas de colocar-lhe em sua devido lugar é, dada a prioridade pública do momento. Que deixasse de pagar parte dessa dívida no momento, que negociasse, que colocase condições nessa liberação para que fortaleça de imediato a política efetivamente prioritária para garantir o principal capital que temos em uma sociedade : a vida, especialmente dos mais vulneráveis, já com precários recursos para suporta mais um dia.
A prioridade é clara, urgente e absoluta: Garantir as condições sanitárias para atravessarmos a crise pandemica com o mínimo de perdas e sofrimento humano, garantindo Condições de isolamento da população, coordenando a economia,tanto quanto o setor público e privado para fortalecer a rede pública de saúde e além disso, assegurando as condições e medidas mais urgentes para a população mais pobre e vulnerável se manter economicamente em casa, ou seja, livrar essa população da insegurança sócio-econômica que produz sofrimento, fome e violações de direitos dado o desespero em garantir o pão de cada dia de suas famílias
Governador, se não quiser ser lembrado como o Governador que privilegiou o conservadorismo fiscal no momento do colapso da rede Estadual de saúde necessitando urgentemente de recursos para se equipar com UTI'S, Epi's e pagar profissionais com meses de salários atrasados, vai precisar mudar radicalmente suas escolhas e prioridades. A cobrança tarda, mas não falha, quando se br**ca com o sofrimento humano, sobretudo em termos políticos.
Não foi inteligente, nem estratégico, qual a razão de pegar cerca de 60% de nossa riqueza e tão rápida e facilmente torrá-la sem considerar as Urgências e prioridades públicas do momento. Uma decisão conservadora, que beneficia em boa medida os já mais preparados para atravessarem a crise que enfrentamos. Sua decisão reflete a decisão em outra escala, a política de Guedes, de aproveitar a situação para liberar sem condicionalidades recursos públicos para a iniciativa privada, para a fração mais rica e capitalizada. Decisão Neoliberal, que favorece o aprofundamento de contradições e disparidades econômicas e sociais.
A UP Amazonas repudia tál decisão política, e tendo como horizonte político a construção de uma sociedade que tenha como base a Justiça Social, democracia econômica e a popularização do poder político, insistimos que toda e qualquer decisão política, especialmente em momentos de crise, deve priorizar a vida e a dignidade em comum, propondo políticas públicas que assegurem renda e proteção social para os mais pobres e vulneráveis em suas condições de vida.
As crises podem representar momentos de barbárie, com violenta concentração sequer de Riquezas Coletivas para o bolso de uma minoria. Mas podem representar também um passo a mais em termos de Socialização do capital, ampliação da solidariedade e diminuição das contradições e desigualdes imorais que o atual sistema social alimenta e trata com naturalidade.
Cada decisão política é uma decisão de miséria (concentração da riqueza) ou abundância social (Compartilhamento da Riqueza coletiva), a UP Amazonas optará sempre pela abundância, que é a pré-condição para garantia dos direitos sociais e o exercício da liberdade traduzido na cidadania plena,na vida digna para todos.
Esse valor daria para pagar quase 15 mil respiradores mecânicos a um preço de R$ 50 mil, cada. Na sexta-feira (3), o Estado recebeu 15 aparelhos enviados pelo Ministério da Saúde