06/01/2022
ESPLÊNDIDOS FRUTOS DE UMA BANDEIRA VENTUROSA _ MINAS NOVAS EM ESCORÇO HISTÓRICO -
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Eis aqui um livro, escrito pelo minasnovemse DEMÓSTENES CÉSAR JÚNIOR (que na sua terra natal era conhecido como NENÊM CÉSAR), engenheiro, jornalista, escritor e poeta, que foi fundador e membro da ACADEMIA MUNICIPALISTA DE LETRAS e colunista cultural dos principais jornais de BH nas décadas de 1940 a 1970, obra primorosa, em que o nosso conterrâneo ele - de forma brilhante - deixou os mais importantes registros de fatos relacionados a história de seu município, como um legado de indiscutível valor para os estudiosos que precisam de beber água pura e cristalina, colhida diretamente de uma fonte perene e dadivosa de abundante sabedoria, enlevo e de rica poesia.
Nesta mesma obra está contida, também, a louvável e gratificante parte, em seus capítulos finais -- de onde se emerge a participação de WALDEMAR CÉSAR SANTOS, um memorialista prodigioso -- cujos registros foram escritos como pinceladas seguras de um pintor consciente do vigor de suas tintas e fazendo com elas uma aquarela mostrando a beleza e a nostalgia de um verdadeiro e completo passeio pelas ruas antigas de Minas Novas, descrevendo - como se fossem traços animados e coloridos - o casario enfileirado em cada rua, na sequência exata de sua localizacão no cenário urbano e se referindo, com sua verve de incrível observação pessoal, o perfil de cada morador em cada casa.
Essa maravilhosa publicação, pelo conteúdo de um tesouro literário e memorial, precisa ser urgentemente resgatada dos sebos - nos quais restam poucos exemplares disponíveis aos garimpeiros de raridades - para se concretizar na publicação de uma nova edição, para que tanta beleza seja agora conhecida por uma juventude carente de informações sobre nosso passado histórico e que se mostram ansiosos por oportunidades de enriquecerem seus currículos de estudantes dessa matéria.
DA PRODUÇÃO LITERÁRIA DE NENÊM CÉSAR - que em algumas publicações utilizou de seu codinome GOUVEIA FANADINO, torna-se importante a realização de muitas pesquisas sobre sua obra, de vez que o autor - quase um misantropo -- pouca ou nenhuma vaidade lhe movia no sentido de se organizar no segmento editorial, mesmo que contribuindo de forma considerável com a imprensa da sua época e, de forma muito especial, dedicando-se à vida acadêmica como pesquisador e bibliotecário.
(Texto: Geraldo Magela Mota Coelho)