25/08/2026
Sempre o povo de "Deus, pátria e família". Não salva 1!
Verginia Locatelli, de 45 anos, foi presa no âmbito de uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso sobre exploração e abuso sexual de crianças em Sorriso (MT). Ela é esposa de Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos, preso desde 15 de julho na Operação Puer Defensus e investigado por estupro de vulnerável, além de produção, divulgação e armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Verginia foi indiciada por crimes relacionados à produção, transmissão, disponibilização e armazenamento desse tipo de material. A prisão ocorreu depois que a investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Sorriso, reuniu novos elementos contra ela.
Segundo a delegada Layssa Crisóstomo, celulares, pendrives e outros dispositivos apreendidos durante a investigação continham material envolvendo crianças e permitiram aprofundar a apuração sobre a participação de Verginia. A polícia afirma ainda que algumas mensagens haviam sido apagadas, mas conseguiu recuperar elementos considerados suficientes para pedir sua prisão preventiva.
O caso também ganhou repercussão política porque Verginia é filha de Catarina Zanini Locatelli, descrita pela imprensa de Mato Grosso como ativista bolsonarista e ligada ao PL Mulher de Sorriso. A investigação começou em junho e já levou três pessoas à prisão: além do casal, Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, apontada pela polícia como responsável por aliciar crianças e atuar como “braço operacional” do esquema.
O caso funcionava a partir do acesso de Tafnes a crianças que ficavam sob seus cuidados. Segundo a apuração, a jovem atuava como uma espécie de “braço operacional”: teria aliciado vítimas, registrado abusos e produzido arquivos que eram enviados e comercializados pela internet. A prisão de Tafnes foi o ponto de partida para a descoberta da dimensão do caso. A análise de seu celular revelou conversas, arquivos e comprovantes de pagamentos e levou os investigadores até o empresário Fábio Serafim de Oliveira. Pelo menos 33 possíveis vítimas já haviam sido identificadas nessa etapa da investigação.
Fábio, dono de um posto de combustíveis em Sorriso, é apontado pela investigação não apenas como destinatário dos conteúdos. Segundo a polícia, ele fazia pagamentos frequentes a Tafnes para receber os arquivos e também teria participado diretamente de abusos. Em um dos vídeos recuperados do celular da jovem, de acordo com a investigação, o empresário aparece cometendo estupro contra uma criança de 4 anos.