01/05/2026
🙏🏼 POSSO OUVIR UM AMÉM? A rejeição de Jorge Messias, pelo Senado deve abrir caminho para que o próximo presidente da República possa indicar quatro nomes para compor o STF, mudando a correlação de forças que hoje existe no tribunal. Esse cenário é traçado após interlocutores do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicarem que ele só deve analisar um novo nome após as eleições. Assim, há a possibilidade de que a vaga na Corte seja preenchida apenas no ano que vem, pelo candidato eleito em outubro.
Além da cadeira atualmente vaga, três integrantes do STF terão de deixar a Corte por atingirem a idade máxima nos próximos anos: Luiz F*x, em abril de 2028, Cármen Lúcia, em abril de 2029, e o decano da Corte, Gilmar Mendes, em dezembro de 2030. A aposentadoria é obrigatória para ministros que completam 75 anos.
O cenário acirra a disputa política em torno do futuro do Supremo e passa a ser visto como peça central na corrida presidencial. Integrantes da oposição avaliam que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, nome do bolsonarismo na disputa deste ano, haveria a possibilidade de consolidar uma maioria de nomes indicados pela família na Corte, com seis dos 11 integrantes. Hoje, dois ministros do STF, Nunes Marques e André Mendonça, foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A tentativa de aumentar a influência no Judiciário é um dos temas considerados como estratégico por Bolsonaro e seus aliados na campanha eleitoral deste ano. O ex-presidente já afirmou que uma de suas prioridades é conquistar uma bancada robusta no Senado, com a perspectiva de ter maioria para aprovar o impeachment de ministros da Corte.
Na quarta-feira, ao comentar a rejeição do nome de Jorge Messias, Flávio Bolsonaro creditou a derrota como um recado ao Poder Judiciário.
“É uma resposta também aos excessos que o Supremo vem praticando há pelo menos quatro anos sem que fosse feito absolutamente nada para conter os arroubos de alguns de seus integrantes” afirmou o senador.
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