08/03/2026
Depois de cinco meses de restauro, o gradil e os portões de ferro e madeira da entrada principal do Museu da República, na Rua do Catete, voltaram a exibir as características originais. A intervenção faz parte da segunda etapa do projeto RevivaRio Museu da República, que já tinha restaurado dois chafarizes e dois portões laterais em 2024. O projeto é resultado de uma parceria entre a Equinor e o Instituto Carioca Cidade Criativa (ICCC), viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. A Equinor atua no Brasil há mais de 20 anos. A peça central do trabalho foi o portão de ferro da entrada principal, encomendado a uma fundição na Alemanha por Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo, durante a construção do palácio. Ele morou ali com a família até 1889. O conjunto traz ornamentos que remetem à origem das riquezas do barão, como mineração e comércio do café.
Entre os detalhes, aparecem figuras associadas a deuses greco-romanos, como Netuno e Mercúrio, além de figuras femininas em relevo, em nichos, cercadas por aves, flores e arabescos. Um dos pontos preservados chama atenção na fechadura: a inscrição com o ano de 1864. O palácio que abriga o museu foi construído entre 1858 e 1867 para ser a residência do Barão de Nova Friburgo. Após a Proclamação da República, em 1897, o imóvel foi adquirido pelo governo e passou a sediar o governo federal. Em 1938, o edifício e o jardim foram tombados pelo órgão responsável, hoje o Iphan. Com a mudança da capital para Brasília, em 1960, o conjunto passou a abrigar o Museu da República, que completou 65 anos em 2025.