11/04/2018
CPII: paralisação de 24h vai exigir 30h para todos os TAEs e isonomia na carga horária docente
Paralisação nesta quinta (12) terá ato na Reitoria do Colégio Pedro II às 9h, seguido de assembleia às 10h no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão
IMPRENSA SINDSCOPE
A assembleia dos servidores do Colégio Pedro II aprovou a realização de uma paralisação por 24 horas para esta quinta-feira (12) em todos os campi da instituição. O protesto tem como objetivos centrais exigir a jornada semanal de 30 horas para todos os técnicos administrativos (TAEs) e tratamento isonômico na carga horária dos professores. Haverá, no mesmo dia, pela manhã, ato público em frente à Reitoria, a partir das 9 horas, seguido de assembleia geral às 10 horas, no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão.
Os servidores decidiram confirmar o indicativo de paralisação, que já havia sido apontado na assembleia anterior, por considerarem o momento gravíssimo na queda das condições de trabalho e na precarização da educação.
Pouco antes da assembleia, na aula magna que marcou a abertura do ano letivo, ocorrida também no Teatro Mário Lago, os servidores distribuíram e leram uma carta da categoria direcionada ao conjunto da comunidade escolar e ao reitor Oscar Halac. O documento faz um apelo ao diálogo e à transparência no Colégio Pedro II.
Os problemas nas cargas horárias de técnicos e professores foram decorrentes de medidas tomadas pela administração central do colégio, o que é assinalado na carta entregue à comunidade escolar durante a aula magna. “As decisões, da forma como foram tomadas, na base de portarias, denotam a pouca disposição do reitor para o diálogo com os técnicos administrativos e sua representação sindical, e, mais grave, demonstram a fragilidade do embasamento técnico de tais medidas: pareceres do TCU que analisaram a flexibilização em alguns institutos federais”, diz trecho do documento, que logo em seguida faz referência à portaria que interfere na jornada docente:
“Exigimos a revogação da portaria 4010 – mais uma publicada sem amplo debate com o corpo docente e sem a participação das chefias dos departamentos pedagógicos – que modifica e normatiza a distribuição de carga horária no Colégio Pedro II. Na prática, a medida acaba gerando uma distorção ainda maior na distribuição equânime da carga horária entre docentes, pois permite que docentes da mesma carreira possam ter cargas horárias distintas, e, mais grave, determinam que apenas parte desses docentes dedique suas horas de trabalho à pesquisa e extensão. Como exemplo, há departamentos que cumprem uma carga de 20h/aula ou 15h/relógio, diferente do que foi acordado em colegiados e até mesmo no Conep”.