09/01/2018
Meus pensamentos estão perturbados nesse momento. Eu não sei dizer se sou eu mesmo que estou escrevendo isso. Meus dedos deslizam por esse teclado enquanto a água desliza pelo meu corpo, enquanto eu tento encaixar cada palavra que ele me diz pra escrever, que ele força ser escrita. Mesmo que eu e ele saibamos que ninguém vai nos ouvir.
Wubba lubba dub dub.
Talvez um grito interno não seja para ser escutado mesmo, talvez nós mesmos que gritamos é quem tem que ouvir e se ajudar. Não dá para esperar menos do que falhas de outros seres humanos. Digo como se eu não fosse um, eu sei. Digo também, como se eu fosse um ser super evoluído e que está além da compreensão humana. Mas no fim, sou apenas um adolescente de 16 anos que apanhou um certo tanto da vida e ainda continua de pé, adolescente esse que se encontrasse com a vida de forma fisica, bateria nela como se não houvesse amanhã, talvez por vingança, talvez por diversão, mas com certeza para que ela sentisse na pele a dor que trazemos no peito. Que se f**a esse texto, eu nem sei porquê eu ainda faço isso. Talvez eu ainda acredite na ideia de que um dia isso deixará de se tornar uma piada para todos que me cercam e se torne algo grande como Bukowski, como Machado de Assis. Talvez um dia.