25/08/2025
TODA SOLIDARIEDADE AO DIAS! 🔥
O modus operandi das polícias de São Paulo expressa a função repressiva que essas instituições exercem no cotidiano da classe trabalhadora e da juventude periférica. O caso ocorrido na CPTM, com morador de Santo André que foi brutalmente agredido até sangrar por policiais após voltar de uma batalha de rima, revela mais uma vez como a violência é usada como mecanismo de controle social. A justificativa de que ele não teria pago a passagem — forçando-o inclusive a pagar duas vezes — não passa de uma cortina de fumaça para legitimar a truculência.
Essa prática não é isolada, mas parte de uma lógica de criminalização da pobreza, da cultura popular e das formas de resistência da juventude trabalhadora. A batalha de rima, que é espaço de arte e consciência, é constantemente alvo de preconceito e perseguição. A violência policial não busca “garantir a ordem”, mas sim reforçar a desigualdade social, atuando como instrumento do Estado contra aqueles que vivem do trabalho e lutam para afirmar sua dignidade diante da exploração e da exclusão.
É preciso transformar essa indignação em organização coletiva e luta popular. Casos como esse demonstram que a violência das polícias não é exceção, mas regra que serve para proteger os interesses dos de cima às custas do sangue dos de baixo. A resposta está em fortalecer a unidade da juventude, dos trabalhadores e dos movimentos sociais contra a repressão e por uma vida onde o transporte, a cultura e a dignidade não sejam mercadorias, mas direitos de todos.