04/08/2026
Nascido em 4 de agosto de 1918 em Malhada dos Bois (Sergipe), Oswaldo Pacheco da Silva tornou-se estivador nos anos 30, iniciando ali a sua vida política. Passa a integrar diversas lutas a partir de 1937, como a campanha contra o fascismo espanhol quando, após a vitória de Francisco Franco na Guerra Civil (1936-1939), os estivadores realizaram vários boicotes, recusando-se a descarregar os navios vindos da Espanha.
Em 1945 é eleito presidente do sindicato de sua categoria e, no mesmo ano, ingressa no Partido Comunista Brasileiro (PCB) a convite de Antônio Bernardino dos Santos, conhecido como Salim. Pacheco era um dirigente sindical com uma importante base social consolidada em um ponto estratégico da economia brasileira e, logo após filiar-se ao Partidão, é convidado a candidatar-se a deputado federal e comenta: "(...) levei o convite para a diretoria (do Sindicato dos Estivadores) e condicionei minha aceitação tanto ao apoio da diretoria como da Estiva e dos demais sindicatos de Santos. Obtivemos este apoio unânime. (...) Esta união, consciência e luta nos deu uma votação das bases, (...) fomos dos mais votados no Estado." Assumiu o cargo em fevereiro de 1946, compondo a histórica bancada comunista de 14 deputados e 1 senador na Constituinte daquele ano, e teve sua atuação parlamentar voltada, entre outras questões, à moradia popular e assistência social. No entanto, após a suspensão do registro do PCB pelo TSE, em janeiro de 1948 Pacheco e os demais camaradas tiveram seus mandatos cassados. Devido à perseguição do governador Ademar de Barros, ele foi para outros estados, atuando na construção do Partido, como em Pernambuco.
De volta a Santos em 1957, o sindicalista retornou às assembleias da sua categoria, além de participar de lutas históricas dos anos 50, como a campanha "O Petróleo é Nosso!". No III Congresso Sindical Nacional dos Trabalhadores em 1958, Pacheco defendeu a criação de uma única central, e em 1960 foi eleito presidente da Federação Nacional dos Estivadores. No ano seguinte, após reunião com representantes de diversas categorias de outras federações, participou da criação do PUA (Pacto de Unidade e Ação), o qual foi dirigente junto ao ferroviário Rafael Martinelli, outro quadro histórico do PCB no campo sindical. Como relembra Pacheco: “Procuramos sempre trabalhar a base. As assembleias eram o ponto mais importante para as decisões e as formas de luta. No período do Pacto de Unidade e Ação, com vitórias maiores ou menores, íamos acumulando forças na unidade de ação. (...) Após várias lutas e vitórias a nível nacional, com todas as categorias dos portos, ferroviários, marítimos, aeroviários e aeronautas, e apoiávamos também lutas de outras categorias até que chegamos ao Comando Geral dos Trabalhadores (CGT)”.
Em 1962, participa da criação do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), organização destinada a dirigir a luta sindical e política dos trabalhadores e que ajudou a criar o comício da Central do Brasil em 1964, tendo sido eleito seu secretário-geral. Devido à grande influência da CGT na classe trabalhadora e a seu apoio às reformas de base de João Goulart, Oswaldo Pacheco tem seus direitos políticos cassados após o golpe empresarial-militar de 1º de abril de 1964. Exilou-se em diversos países e retorna clandestinamente ao Brasil em 1967, retomando nos anos seguintes as tarefas sindicais pelo PCB em São Paulo. Foi preso em 1975 e duramente torturado durante 3 meses e meio. Pacheco relembra: “Tentaram me tirar deste presídio e todos os presos que estavam lá se mobilizaram no corredor da saída e declararam para a direção: ‘Só tiram Pacheco daqui se matarem todos nós!’”
OSWALDO PACHECO, PRESENTE!
FORÇA E AÇÃO, AQUI É O PARTIDÃO!
UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!