18/07/2026
POSICIONAMENTO SOBRE O INVESTIMENTO ESTRANGEIRO EM ANGOLA.
A Plataforma Internacional para Transição de Angola (PITA), enquanto Oposição Extraparlamentar e Governo Sombra da Diáspora, considera o investimento direto estrangeiro um instrumento essencial para a diversificação da economia, a industrialização, a criação de emprego qualificado, a transferência de tecnologia e o aumento da competitividade nacional.
Portugal é, historicamente, um dos principais parceiros comerciais de Angola e figura entre os maiores investidores estrangeiros no país.
Contudo, na avaliação da Plataforma Internacional para Transição de Angola, importa distinguir o volume das relações comerciais do impacto efetivo do investimento produtivo.
A Plataforma entende que uma parte significativa do capital associado a empresas portuguesas tem estado concentrada em atividades de comércio, serviços, distribuição e prestação de serviços, com um impacto relativamente limitado na transformação estrutural da economia angolana.
Na perspetiva da Oposição Extraparlamentar Angola necessita de um modelo de investimento estrangeiro orientado para a produção, a industrialização, a inovação tecnológica, a formação de quadros nacionais e a criação de cadeias de valor capazes de reduzir a dependência das importações e aumentar as exportações.
Neste contexto, a Plataforma considera que, em rigor, Angola raramente recebeu um número significativo de grandes grupos empresariais portugueses com elevada capacidade de mobilização de capital próprio para financiar projetos estruturantes de grande dimensão.
Em muitos casos, os investimentos dependeram de financiamento bancário, de linhas de crédito internacionais ou de parcerias empresariais, sendo predominantes empresas vocacionadas para os setores do comércio, distribuição e serviços.
Por essa razão, a PITA defende que Angola deve privilegiar investidores que demonstrem capacidade financeira, tecnológica e industrial para desenvolver projetos de elevado impacto económico, independentemente da sua nacionalidade como por exemplo Aliko Dangote e Elon Mask.
A visão estratégica da Plataforma Internacional para Transição de Angola assenta no princípio de que os principais investidores da economia angolana devem ser, em primeiro lugar, os próprios empresários angolanos, através do fortalecimento do setor privado nacional, da promoção do empreendedorismo e da criação de condições favoráveis ao investimento interno.
Paralelamente, um eventual Governo liderado pela Plataforma Internacional procurará atrair investimento direto estrangeiro de economias altamente industrializadas e tecnologicamente avançadas, privilegiando parceiros capazes de contribuir para a modernização da base produtiva nacional.
Entre esses parceiros, a Alemanha é identificada como um dos mercados prioritários, tendo em conta a reconhecida qualidade da sua indústria, a sua capacidade tecnológica, a cultura de inovação, a formação técnica especializada e a reputação internacional das suas empresas em matéria de engenharia, indústria transformadora, energias renováveis, infraestruturas e produção de equipamentos.
A PITA reafirma que a política de investimento estrangeiro de Angola deve deixar de privilegiar apenas a entrada de capitais e passar a exigir contrapartidas concretas, como a criação de emprego para cidadãos angolanos, a transferência de conhecimento, a incorporação de conteúdo local, a formação profissional, o desenvolvimento industrial e o aumento da capacidade produtiva nacional, garantindo que o investimento estrangeiro contribua efetivamente para o desenvolvimento sustentável e para a prosperidade do povo angolano.
Gabinete de Comunicação e Imagem da Plataforma Internacional para Transição de Angola.
Lausanne.