Bancada do MpD - Assembleia Municipal da Praia

Bancada do MpD - Assembleia Municipal da Praia Comprometidos com o desenvolvimento da Praia

𝐀 𝐁𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐩𝐃 𝐧𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐨𝐮, 𝐧𝐚 𝐭𝐚𝐫𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐡𝐨𝐣𝐞, 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔, 𝐝𝐞𝐧𝐮́𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚...
20/03/2026

𝐀 𝐁𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐩𝐃 𝐧𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐨𝐮, 𝐧𝐚 𝐭𝐚𝐫𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐡𝐨𝐣𝐞, 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔, 𝐝𝐞𝐧𝐮́𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐚̀ 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟔/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔, 𝐝𝐞 𝟏𝟗 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨 – 𝐑𝐞𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐚 𝐄𝐦𝐩𝐫𝐞́𝐬𝐭𝐢𝐦𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐞́𝐝𝐢𝐨 𝐏𝐫𝐚𝐳𝐨, 𝐚𝐨 𝐓𝐫𝐢𝐛𝐮𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐚𝐬

Esta tomada de posição surge na sequência da V Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal da Praia, realizada a 17 de março, e decorre de um imperativo de responsabilidade política, institucional e legal perante os munícipes da Cidade da Praia.

Com efeito, os elementos constantes da deliberação em apreço suscitam sérias reservas quanto à sua conformidade com os princípios da legalidade, da transparência e da boa gestão financeira pública. Verificam-se indícios consistentes de desconformidade legal e procedimental, nomeadamente no que respeita ao cumprimento dos requisitos previstos no regime financeiro das autarquias locais e das normas e instruções emanadas pelo Tribunal de Contas.

Importa sublinhar que, ao longo de todo o processo, a Bancada solicitou, por diversas vias institucionais, informações essenciais sobre a situação da dívida municipal, sem que tais elementos tenham sido disponibilizados. Esta omissão comprometeu seriamente a possibilidade de uma apreciação rigorosa, transparente e tecnicamente fundamentada de uma decisão que envolve um montante avultado de recursos públicos, cerca de 500 milhões de escudos.

Mais grave ainda, a deliberação apresenta contradições quanto à finalidade do empréstimo, ausência de demonstração de desequilíbrio financeiro grave, falta de estudo técnico-financeiro e inexistência de elementos obrigatórios como o plano de amortização, a capacidade de reembolso e o mapa atualizado da dívida municipal. Trata-se de falhas que colocam em causa a legalidade do próprio ato deliberativo.

Perante este quadro, a Bancada do Movimento para a Democracia (MpD) sentiu-se na obrigação de agir, submetendo a presente denúncia ao Tribunal de Contas, com vista ao apuramento rigoroso dos factos e à salvaguarda do interesse público.

Nestes termos, confiamos na atuação diligente e independente daquele Venerando Tribunal, na defesa da legalidade financeira e na proteção dos interesses dos munícipes da Praia.

A transparência não é opcional. A responsabilidade não é negociável.

𝐕 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐄𝐱𝐭𝐫𝐚𝐨𝐫𝐝𝐢𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 – 𝐌𝐚𝐧𝐝𝐚𝐭𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟖Realizou-se ontem, dia 17 de março, na Sal...
18/03/2026

𝐕 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐄𝐱𝐭𝐫𝐚𝐨𝐫𝐝𝐢𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 – 𝐌𝐚𝐧𝐝𝐚𝐭𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟖

Realizou-se ontem, dia 17 de março, na Sala do Munícipe dos Paços do Concelho, a V Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal da Praia, convocada ao abrigo dos artigos 119.º e 120.º do Estatuto dos Municípios, aprovado pela Lei n.º 48/X/2025, de 25 de abril.

Da Ordem do Dia constaram as seguintes propostas:

• 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟒/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔 – Criação da Comissão Eventual de Revisão do Regimento da Assembleia Municipal da Praia (𝑎𝑝𝑟𝑜𝑣𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑢𝑛𝑎𝑛𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒);

• 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟓/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔 – Autorização para a cessão de posição contratual de constituição de direito de superfície para instalação e exploração de uma esplanada na frente marítima de Quebra Canela (𝑎𝑝𝑟𝑜𝑣𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑢𝑛𝑎𝑛𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒);

• 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟔/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔 – Autorização para o recurso a um empréstimo de médio prazo destinado ao saneamento financeiro (𝑟𝑒𝑗𝑒𝑖𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑀𝑝𝐷);

• 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟕/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔 – Resolução do contrato de constituição do direito de superfície e reversão do “Lote da Praia da Gamboa” a favor do Município da Praia (𝑟𝑒𝑗𝑒𝑖𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑀𝑝𝐷);

• 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟖/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔 – Aprovação da cedência de terreno, em regime de doação, a uma fundação para implementação de um projeto de cariz social em Cova Minhoto, Cidadela (𝑟𝑒𝑗𝑒𝑖𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑀𝑝𝐷).

O ponto mais marcante da sessão foi, contudo, a 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟏𝟔/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔, que visava autorizar um empréstimo de 𝟓𝟎𝟎 𝐦𝐢𝐥𝐡𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐮𝐝𝐨𝐬 para alegado saneamento financeiro, proposta que mereceu o voto contra da Bancada do MpD.

A Bancada do MpD votou contra porque, em menos de seis anos de mandato, esta já é a quinta operação de endividamento apresentada pela Câmara Municipal, o que revela uma preocupante dependência do crédito e ausência de uma estratégia financeira consistente. Acresce que existe uma clara contradição entre o Orçamento Municipal de 2026, que prevê o recurso ao crédito para investimento, e esta proposta, que aponta para pagamento de dívidas e saneamento financeiro, levantando dúvidas quanto à sua real finalidade.

Por outro lado, a proposta foi apresentada sem informações essenciais, como a situação atual da dívida, o plano de amortização, os encargos anuais, as taxas de juro ou a capacidade de reembolso do município, impedindo uma decisão consciente e responsável. Para além disso, não foi demonstrado qualquer cenário de desequilíbrio financeiro grave, como exige a lei, nem foram apresentados os documentos obrigatórios que sustentem legalmente este tipo de operação.
Importa ainda referir que o próprio Orçamento de 2026 prevê cerca de 𝟕𝟐𝟎 𝐦𝐢𝐥𝐡𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐮𝐝𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐧𝐚̃𝐨 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐧𝐜𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬, o que levanta uma questão legítima: por que razão recorrer ao endividamento antes de mobilizar os recursos próprios do município?

Perante a falta de transparência, de rigor técnico e de clareza estratégica, o MpD considera que esta proposta não salvaguarda os interesses financeiros da Praia.

👉 O voto contra é, por isso, um voto em defesa da transparência, da boa gestão dos recursos públicos e do futuro financeiro sustentável do município.

Caros Munícipes da cidade da PraiaOntem, no final da Sessão Extraordinária, convocada para a discussão e votação de algu...
18/03/2026

Caros Munícipes da cidade da Praia

Ontem, no final da Sessão Extraordinária, convocada para a discussão e votação de algumas deliberações levadas pela Câmara, a bancada do MpD, já no final, teve que abandonar a sala pois que a mesma foi transformada num ato de pura propaganda política de Francisco Carvalho, que despindo as vestes de Presidente da Câmara, vestiu as de Presidente do Paicv, usando a transmissão em direto para desferir o seu já acostumado ataque ao governo e ao MpD!

Da parte da Assembleia Municipal, através da Presidente Clara Marques, o que se assistiu foi a uma atitude de total subserviência e imparcialidade que, em abono da verdade, tem sido o seu timbre em todas as sessões, infelizmente.

A Bancada do MpD continuará firme na defesa dos interesses e do bem estar dos munícipes, mas para isso conta com o vosso apoio no sentido de estarem atentos ao que se passa durante as sessões, às deliberações que são levadas para discussão e ao sentido de cada votação. Façam parte das decisões.

Juntos poderemos fazer um caminho muito melhor!

𝐏𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐦𝐮𝐧𝐢́𝐜𝐢𝐩𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚Realiza-se no próximo dia 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨, 𝐭𝐞𝐫𝐜̧𝐚-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚, pelas 𝟎𝟗𝐡𝟎𝟎, a 𝐕 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 ...
11/03/2026

𝐏𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐦𝐮𝐧𝐢́𝐜𝐢𝐩𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚

Realiza-se no próximo dia 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨, 𝐭𝐞𝐫𝐜̧𝐚-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚, pelas 𝟎𝟗𝐡𝟎𝟎, a 𝐕 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐄𝐱𝐭𝐫𝐚𝐨𝐫𝐝𝐢𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚, com a seguinte proposta de 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐝𝐨 𝐃𝐢𝐚:

11/03/2026

É difícil acreditar no que se ouve. É inadmissível. É uma afronta à dignidade de quem serve a cidade.

Perante um apelo legítimo dos Bombeiros Municipais, profissionais que diariamente arriscam a própria vida para proteger pessoas e bens, a resposta do Presidente da Câmara Municipal da Praia foi simplesmente: “𝐍𝐔 𝐃𝐄𝐗𝐀 𝐋𝐀”… “𝐍𝐔 𝐋𝐀𝐑𝐆𝐀 𝐋𝐀”.

Sim, foi esta a reação de quem tem a responsabilidade de governar a maior autarquia do país.

Os Bombeiros não estavam a pedir privilégios. Estavam a exigir algo básico e justo: 𝐚 𝐫𝐞𝐠𝐮𝐥𝐚𝐫𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐥𝐚𝐛𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐞 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐦𝐚𝐭𝐞𝐫𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚.

Mas, em vez de diálogo, respeito ou sentido de responsabilidade institucional, aquilo que receberam foi uma atitude de arrogância e desprezo.

Que liderança é esta que trata servidores públicos, chefes de família, profissionais dedicados, homens e mulheres que estão na linha da frente nas emergências, com tamanha leviandade?

Esta postura expõe uma forma de governar marcada pela propaganda, mas vazia de soluções concretas para os trabalhadores da Câmara Municipal da Praia. Enquanto se multiplicam discursos e aparições públicas, os problemas reais dos funcionários municipais continuam por resolver.

Os Bombeiros merecem respeito. Merecem condições. Merecem respostas.

E a cidade da Praia merece uma liderança que saiba ouvir, dialogar e resolver, não uma liderança que responde com “𝐍𝐔 𝐃𝐄𝐗𝐀 𝐋𝐀”… “𝐍𝐔 𝐋𝐀𝐑𝐆𝐀 𝐋𝐀”.

Governar não é desvalorizar quem serve o município.
Governar é assumir responsabilidades.

(𝑽𝒆𝒋𝒂𝒎 𝒐 𝒗𝒊́𝒅𝒆𝒐 𝒂𝒕𝒆́ 𝒂𝒐 𝒇𝒊𝒎.)

04/03/2026
𝐈𝐕 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐄𝐱𝐭𝐫𝐚𝐨𝐫𝐝𝐢𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 – 𝐌𝐚𝐧𝐝𝐚𝐭𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟖Realizou-se, no passado dia 20 de feverei...
24/02/2026

𝐈𝐕 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐄𝐱𝐭𝐫𝐚𝐨𝐫𝐝𝐢𝐧𝐚́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 – 𝐌𝐚𝐧𝐝𝐚𝐭𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟖

Realizou-se, no passado dia 20 de fevereiro, na Sala do Munícipe dos Paços do Concelho, a IV Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal da Praia, convocada ao abrigo dos artigos 119.º e 120.º do Estatuto dos Municípios, aprovado pela Lei n.º 48/X/2025, de 25 de abril.

Da Ordem do Dia constavam várias propostas, das quais destacamos:

• A apreciação de propostas relativas à retificação e republicação de deliberações anteriormente publicadas no Boletim Oficial, visando assegurar rigor jurídico e transparência administrativa;

• A autorização para a elaboração de projetos de loteamento em diferentes zonas do Município;

• A autorização para a formalização de uma parceria público-privada tripartida entre a Câmara Municipal da Praia, o Banco BAI Cabo Verde, S.A. e a K&R Investments, S.A. — uma proposta que a Bancada do MpD considera gravemente lesiva do interesse público municipal.

Mais uma vez, e como infelizmente tem sido prática recorrente, sempre que a discussão aprofundada de uma deliberação não convém ao Executivo Municipal, o Senhor Presidente da Câmara orienta politicamente a bancada do PAICV para a apresentação de um requerimento à Mesa com vista à passagem imediata à votação, silenciando o debate político e impedindo os munícipes de conhecerem os contornos reais das decisões que os afetam.

A Bancada do MpD votou contra a Proposta de Deliberação n.º 14/AMP/2026, que autoriza a referida parceria público-privada, por razões de fundo, sérias, responsáveis e devidamente fundamentadas.

Nesta deliberação, não esteve em causa apenas a aprovação de um memorando. Esteve em causa o futuro da cidade da Praia, a responsabilidade na gestão do dinheiro público e a opção política entre governar para o interesse coletivo ou favorecer interesses privados.

À primeira vista, a proposta é apresentada como um projeto de desenvolvimento urbano. Contudo, uma análise rigorosa e responsável revela uma realidade profundamente preocupante:

• Os terrenos são propriedade da K&R Investments, S.A.;

• Esses mesmos terrenos encontram-se com reserva de propriedade a favor do Banco BAI Cabo Verde, S.A.;

• O financiamento para a execução das infraestruturas é integralmente assumido pela Câmara Municipal da Praia.

Em termos claros e inequívocos:

• O terreno é privado;

• A garantia permanece com o banco;

• A dívida é pública.

Estamos, assim, perante um modelo de parceria em que o risco é totalmente público, enquanto o benefício é essencialmente privado.

A Câmara Municipal da Praia compromete-se a contrair uma dívida no montante de
𝟐𝟐𝟒.𝟒𝟓𝟓.𝟒𝟔𝟒$𝟎𝟎 (duzentos e vinte e quatro milhões, quatrocentos e cinquenta e cinco mil e quatrocentos e sessenta e quatro escudos), para valorizar terrenos que não lhe pertencem, utilizando recursos dos contribuintes para aumentar o património de uma empresa privada.

Mais grave ainda, o Banco mantém a reserva de propriedade até ao pagamento integral da dívida, cujo montante global ascende a 𝟑𝟐𝟒.𝟗𝟐𝟔.𝟗𝟎𝟐$𝟎𝟎 (trezentos e vinte e quatro milhões, novecentos e vinte e seis mil e novecentos e dois escudos).

Perante este quadro, impõe-se uma questão central e incontornável: onde está a salvaguarda do interesse público municipal?

Uma verdadeira parceria público-privada exige:

• Partilha equilibrada de riscos;

• Benefícios coletivos claros e mensuráveis;

• Transparência absoluta;

• Garantias patrimoniais efetivas para o Município.

Nenhum destes princípios se encontra devidamente assegurado nesta proposta. O que se verifica é a socialização do risco e a privatização do ganho, com o Município a assumir encargos financeiros significativos para valorizar um ativo que não controla, não possui e relativamente ao qual não dispõe de garantias de reversão.

O MpD defende o desenvolvimento urbano, o crescimento económico e a modernização da cidade da Praia. Contudo, defende, acima de tudo, um desenvolvimento responsável, transparente e financeiramente sustentável.

Por estas razões, e em defesa do interesse público, da boa governação e da sustentabilidade financeira do Município da Praia, a Bancada do MpD votou contra esta deliberação e defendeu:

• A suspensão do processo;

• A apresentação de um estudo financeiro detalhado e independente;

• A realização de uma avaliação jurídica externa;

• O esclarecimento inequívoco das garantias patrimoniais do Município;

• A garantia de que o risco não recai de forma desproporcional sobre a Câmara Municipal da Praia.

A deliberação foi aprovada com 14 votos a favor do PAICV e 7 votos contra do MpD.

Hoje, 20 de fevereiro do corrente ano, a Câmara Municipal da Praia alegou uma suposta avaria dos equipamentos, aparentem...
20/02/2026

Hoje, 20 de fevereiro do corrente ano, a Câmara Municipal da Praia alegou uma suposta avaria dos equipamentos, aparentemente como pretexto para impedir a transmissão em direto da IV Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal da Praia.

Tal situação levanta sérias dúvidas quanto à transparência institucional e parece visar impedir que os munícipes da Praia tomem conhecimento de um negócio imobiliário, sob a forma de Parceria Público-Privada, que poderá configurar um dos mais lesivos de sempre para os interesses da autarquia e da população.

𝐈𝐈𝐈 𝐒𝐄𝐒𝐒𝐀̃𝐎 𝐄𝐗𝐓𝐑𝐀𝐎𝐑𝐃𝐈𝐍𝐀́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐀 𝐀𝐒𝐒𝐄𝐌𝐁𝐋𝐄𝐈𝐀 𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐈𝐏𝐀𝐋 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐀𝐈𝐀 – 𝐌𝐀𝐍𝐃𝐀𝐓𝐎 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟖No dia 14 de janeiro de 2026 realizou-se...
15/01/2026

𝐈𝐈𝐈 𝐒𝐄𝐒𝐒𝐀̃𝐎 𝐄𝐗𝐓𝐑𝐀𝐎𝐑𝐃𝐈𝐍𝐀́𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐀 𝐀𝐒𝐒𝐄𝐌𝐁𝐋𝐄𝐈𝐀 𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐈𝐏𝐀𝐋 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐀𝐈𝐀 – 𝐌𝐀𝐍𝐃𝐀𝐓𝐎 𝟐𝟎𝟐𝟒/𝟐𝟎𝟐𝟖

No dia 14 de janeiro de 2026 realizou-se a III Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal da Praia, no âmbito do mandato 2024–2028, em conformidade com o Estatuto dos Municípios.

A Ordem do Dia contemplou os seguintes pontos:

1.Apreciação e fixação das atas da II Sessão Extraordinária e da III Sessão Ordinária da Assembleia Municipal da Praia, realizadas no dia 22 de maio e nos dias 30 de setembro e 01 de outubro de 2025, respetivamente;
2.Proposta de Deliberação nº 01/AMP/2026– Retificação da Deliberação Nº12/AMP/2025 publicado no Boletim Oficial n.º 105, II Série de 9 de junho de 2025, referente à suspensão parcial do Plano Diretor Municipal da Praia no âmbito do projeto Pedreira Achada Laranjo, e a sua republicação na íntegra;
3.Proposta de Deliberação nº 02/AMP/2026 – Retificação da Deliberação Nº13/AMP/2025, publicado no Boletim Oficial n.º 105, II Série de 9 de junho de 2025, que determina as Medidas Preventivas Subsequentes à Suspensão Parcial do Plano Diretor Municipal da Praia, no âmbito do projeto Pedreira Achada Laranjo e a sua republicação na íntegra;
4.Proposta de Deliberação nº 03/AMP/2026 – Reabertura e Continuidade do Procedimento Concursal Externo para Recrutamento de 53 (Cinquenta e Três) Vagas para Ingresso na Categoria de Agentes de 2ª Classe da Polícia Municipal;
5.Proposta de Deliberação nº 04/AMP/2026 – Que autoriza a elaboração do Plano Detalhado Vila Esperança III – Ponta da Lapa;
6.Proposta de Deliberação nº 05/AMP/2026 – Que autoriza a Cessão de Posição Contratual de constituição de direito de superfície de um lote de terreno para a instalação de equipamento desportivo em Palmarejo Baixo.

A Bancada do MpD assumiu, ao longo de toda a sessão, uma postura responsável, coerente e firme, votando sempre em defesa da legalidade, da transparência e do interesse público municipal.

No que respeita à 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟎𝟏/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔, 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐚̀ 𝐫𝐞𝐭𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐝𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐮𝐬𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐜𝐢𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐨 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐃𝐢𝐫𝐞𝐭𝐨𝐫 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐏𝐫𝐚𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐚̂𝐦𝐛𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐜𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐋𝐚𝐫𝐚𝐧𝐣𝐨, 𝐚 𝐁𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐩𝐃 𝐯𝐨𝐭𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚.

Trata-se da terceira vez que esta deliberação é submetida a uma sessão extraordinária, num processo marcado por ilegalidades reiteradas. Na primeira ocasião, a proposta foi apresentada diretamente à Assembleia Municipal, sem a devida passagem pela Câmara Municipal, situação considerada ilegal e que deu origem a uma inspeção conduzida pelo Inspetor Renato Fernandes, processo que ainda corre termos no Tribunal. Numa segunda tentativa, a deliberação foi reapresentada com o objetivo de sanar a ilegalidade anterior, tendo o MpD igualmente votado contra. Nesta terceira apreciação, a Bancada do MpD manteve o seu voto contra, quer pela ilegalidade do procedimento, quer pelo conteúdo da própria deliberação.

Não está em causa um mero ajuste administrativo, mas sim uma decisão que suspende parcialmente o principal instrumento de planeamento territorial do município para permitir a instalação de uma nova pedreira dentro do setor urbano da Cidade da Praia, numa zona habitada. O Plano Diretor Municipal resulta de um processo técnico, participativo e democraticamente legitimado e a sua suspensão, ainda que parcial, fragiliza o ordenamento do território, cria precedentes perigosos e inverte a lógica do planeamento, ao adaptar o território a projetos concretos em vez de exigir que os projetos respeitem as regras em vigor. Acresce que não foi demonstrada a existência de um interesse público excecional que justifique tal suspensão, conforme exige a lei.

O projeto levanta sérias preocupações ambientais, sociais e de saúde pública, sendo de realçar que o estudo de impacto ambiental foi desfavorável, os dois pareceres existentes foram contra a iniciativa e, neste momento, não existe qualquer parecer ambiental válido que sustente a proposta. A isto soma-se a ausência de consulta às populações de Laranjo e de Achada de São Filipe, num contexto em que a Cidade da Praia já enfrenta elevados níveis de poeiras no ar, com impactos diretos na saúde dos munícipes.

Relativamente à 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟎𝟑/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔, 𝐫𝐞𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚̀ 𝐫𝐞𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐮𝐫𝐬𝐚𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐫𝐮𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝟓𝟑 𝐚𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝟐.ª 𝐜𝐥𝐚𝐬𝐬𝐞 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐥𝐢́𝐜𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥, 𝐚 𝐁𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐩𝐃 𝐯𝐨𝐭𝐨𝐮 𝐚 𝐟𝐚𝐯𝐨𝐫, não por confiar na capacidade de gestão da Câmara Municipal da Praia.

Estamos perante um procedimento marcado por desorganização, incompetência administrativa e atrasos inaceitáveis, com quase um ano e meio de prejuízos para os candidatos e impactos negativos na fiscalização da cidade. A Câmara Municipal não implementou o PCCS, não regularizou os trabalhadores precários, não cumpre com as suas obrigações contributivas junto do INPS e, ainda assim, avança para a contratação de mais 53 agentes sem qualquer referência clara aos custos, constando o valor zero escudos na rubrica orçamental correspondente.

Este é um retrato fiel da irresponsabilidade financeira e da má governação municipal. Ainda assim, o MpD votou favoravelmente por sentido de responsabilidade institucional e pela necessidade urgente de reforçar a fiscalização municipal, em defesa da ordem, da segurança e da autoridade na Cidade da Praia. O voto do MpD foi a favor da cidade e dos munícipes, e não um aval à gestão caótica da Câmara Municipal.

Por fim, no que diz respeito à 𝐏𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧.º 𝟎𝟓/𝐀𝐌𝐏/𝟐𝟎𝟐𝟔, 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚 𝐚 𝐜𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐭𝐮𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐟𝐢́𝐜𝐢𝐞 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐥𝐨𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐞𝐧𝐨 𝐞𝐦 𝐏𝐚𝐥𝐦𝐚𝐫𝐞𝐣𝐨 𝐁𝐚𝐢𝐱𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐚𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐨, 𝐚 𝐁𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐩𝐃 𝐯𝐨𝐭𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚, por considerar que a proposta enferma de graves fragilidades legais e de transparência.

A Deliberação n.º 15/AMP/2023 estabelecia um prazo máximo de um ano para o início e conclusão da obra, sob pena de resolução do contrato. Decorridos mais de dois anos e quatro meses, não existe qualquer equipamento construído. Em vez de fazer cumprir a deliberação e apurar responsabilidades pelo incumprimento, a Câmara Municipal opta por contornar a situação através de uma cessão de posição contratual, sem esclarecer se o contrato inicial ainda é válido ou se já deveria ter sido resolvido.

Mais grave ainda, a Assembleia Municipal foi chamada a deliberar sem acesso ao Memorando de Entendimento, ao contrato de direito de superfície e ao projeto do equipamento desportivo, documentos essenciais para aferir a legalidade, a finalidade e os interesses em causa. Não se trata de transparência, mas de um pedido de cheque em branco aos eleitos municipais.

Acresce que não ficou provado documentalmente que o Senhor Pedro Miguel da Silva Mousinho seja, efetivamente, titular do direito de superfície, uma vez que o seu nome não consta do Boletim Oficial, inexistindo qualquer publicação que comprove, de forma inequívoca, a titularidade desse direito. Esta omissão levanta uma questão de legalidade ainda mais grave, pois, sem prova pública e oficial, não é possível aferir se o terreno em causa lhe pertence ou se o direito de superfície foi validamente constituído, podendo o mesmo, em abstrato, ser reivindicado por qualquer outro sujeito.

A Bancada do MpD rejeita igualmente a narrativa de que operadores imobiliários constroem equipamentos desportivos por mera benevolência, sublinhando que a ausência de explicações claras sobre o modelo económico do projeto levanta sérias dúvidas quanto à real salvaguarda do interesse público. É ainda politicamente inquietante a dualidade de critérios da Câmara Municipal, marcada por rigidez extrema nuns processos e complacência noutros, quando estão em causa terrenos municipais de elevado valor.

A Bancada do MpD continuará a exercer uma oposição firme, responsável e vigilante, não compactuando com ilegalidades, opacidade, improvisos ou favoritismos. O nosso compromisso é claro e inequívoco: defender a legalidade, a transparência e o interesse público municipal, sempre ao lado dos munícipes da Cidade da Praia.

𝐏𝐎𝐒𝐈𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐃𝐀 𝐁𝐀𝐍𝐂𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐩𝐃 𝐍𝐀 𝐀𝐒𝐒𝐄𝐌𝐁𝐋𝐄𝐈𝐀 𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐈𝐏𝐀𝐋 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐀𝐈𝐀 𝐒𝐎𝐁𝐑𝐄 𝐀 𝐕𝐈𝐎𝐋𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐅𝐄𝐑𝐈𝐀𝐃𝐎 𝟏𝟑 𝐃𝐄 𝐉𝐀𝐍𝐄𝐈𝐑𝐎 𝐏𝐄𝐋𝐀 𝐂𝐀̂𝐌𝐀...
12/01/2026

𝐏𝐎𝐒𝐈𝐂𝐈𝐎𝐍𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐃𝐀 𝐁𝐀𝐍𝐂𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐎 𝐌𝐩𝐃 𝐍𝐀 𝐀𝐒𝐒𝐄𝐌𝐁𝐋𝐄𝐈𝐀 𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐈𝐏𝐀𝐋 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐀𝐈𝐀 𝐒𝐎𝐁𝐑𝐄 𝐀 𝐕𝐈𝐎𝐋𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐅𝐄𝐑𝐈𝐀𝐃𝐎 𝟏𝟑 𝐃𝐄 𝐉𝐀𝐍𝐄𝐈𝐑𝐎 𝐏𝐄𝐋𝐀 𝐂𝐀̂𝐌𝐀𝐑𝐀 𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐈𝐏𝐀𝐋 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐀𝐈𝐀

Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Caros Jornalistas,
Caros Munícipes da Cidade da Praia,
Cabo-verdianos, no País e na nossa vasta diáspora,

A Bancada Municipal do MpD na Assembleia da Praia foi obrigada a, uma vez mais, convocar uma CI para mostrar a sua discordância e apelar ao cumprimento das regras do jogo democrático por parte da CMP.

Viver em democracia exige sempre o esforço de ouvir o outro, de respeitar o outro, de criar pontes e consensos e, muitas vezes, a obrigação de fazer coisas que não gostaríamos de fazer, mas que nos são impostas pelo bem comum.

Não se está no poder para se fazer tudo o que se quer, mas para fazer aquilo que as leis e a democracia permitem fazer.

Com isto queremos dizer que, desde o ano passado, o PCMP não tem conseguido resistir à tentação de cancelar o 13 de Janeiro, através de medidas como obrigar os funcionários a trabalhar nos mercados e adiar a data da corrida da Liberdade. Este ano foi ainda mais longe, pois, para além de obrigar os funcionários a trabalhar num feriado nacional, acabou com a corrida da Liberdade no dia 13, substituindo-a por outra a que chamou de Heróis Nacionais, no dia 20.

Ou seja, a Lei da Assembleia Nacional que impõe o 13 de Janeiro como Feriado Nacional não entra nas contas do PCMP, pois a sua ideologia e a sua vontade estão acima das Leis e da própria Assembleia Nacional.

Infelizmente, o PCMP tem sido repetitivo no seu comportamento de confronto, de provocação, de conflito e desrespeito, querendo imprimir o estilo de quero, posso e mando.

Ultimamente, esse comportamento tem escalado a níveis nunca antes visto ou imaginado!

Basta recordar que se apropriou do dinheiro dos proprietários do Clube de Ténis, apossou-se de 29 moradias do Estado construídas no tempo do então Primeiro Ministro, comandante Pedro Pires, vendendo-as clandestinamente sem concurso, continua a vender os terrenos da IFH na zona de Gonçalo Afonso, apesar do Acórdão do Supremo, suspendendo o ato e, há poucos dias, impedindo o funcionamento da justiça, trancou pessoas, adultos e crianças, a cadeado, nos mercados do Platô e de Sucupira e as portas do edifício dos Paços do Concelho, colocando-se ostensiva e espalhafatosamente acima da Lei.

A verdade tem que ser dita e é fato e do conhecimento público que o Governo tem se sentado à mesa com todos os Presidentes de Câmaras do país para criar soluções para os Concelhos, firmando compromissos com todos para resolver os problemas das pessoas, mas é impossível fazer isso com o PCMP, pois que, desde o início do seu mandato a sua preocupação é transformar a CM num quartel de ataque ao Governo.

Ao MpD vota uma hostilidade permanente e feroz que lhe tira toda a lucidez necessária para planear ações e executar medidas que resolvam os muitos problemas concretos da cidade, de saneamento, ordenamento urbano, trânsito, gestão de infraestruturas de utilidade pública, zonas verdes, espaços de desporto e lazer, recuperação de equipamentos degradados, embelezamento da cidade, entre outros.

Gasta toda a sua energia inventando fatos que transforma em confronto e ataques permanentes que nada têm a ver com o interesse dos munícipes, em vez de devolver a cooperação e tranquilidade institucionais que o país precisa.

A Assembleia Nacional instituiu as datas do 5 de Julho como Dia Nacional da Independência e do 13 de Janeiro como Dia da Liberdade e da Democracia, ambos feriados Nacionais, por aquilo que representam para a nossa história política e, por isso, comemoradas com Sessões Solenes da Assembleia Nacional e presididas pelo senhor Presidente da República.

Ao impor aos funcionários o trabalho nos mercados no dia 13 de Janeiro e ao mandar encerrá-los no dia 20 de Janeiro, fez uma escolha que não tem direito e nem autoridade para fazer. Só mostrou o seu desprezo pelo 13 de Janeiro, que simboliza a conquista que ironicamente lhe permitiu ser PC.

A lei é para todos!

E agora dirijo-me diretamente aos funcionários do SEPAMP: FC está obrigado a cumprir a lei! Não pode obrigar os funcionários municipais a trabalhar no feriado nacional do dia 13 de janeiro.

É abusivo, prepotente e manifestamente ilegal. Os funcionários não são obrigados a obedecer a uma ordem manifestamente ilegal e ofensiva aos seus direitos.

Têm o direito de desobedecer!

E para salvaguardar os direitos dos funcionários, deixamos aqui saber que vários advogados já declararam a sua disponibilidade de defender gratuitamente os trabalhadores que se recusarem a submeter a esta arbitrariedade do ora PC.

Não tenham medo!

Foi precisamente para acabar com o medo que o povo cabo-verdiano se juntou e tornou possível estarmos hoje a comemorar, orgulhosamente, estas duas datas: 5 de julho e 13 de janeiro.

Viva a Democracia
Viva a Liberdade

Muito obrigado!

Praia, 12 de janeiro de 2026.

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C.P.11-A

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