06/04/2026
MANIFESTO DE RESGATE NACIONAL: O SACRIFÍCIO E O SANGUE DE VIGÁRIO BALANTA SERÁ A NOSSA FORÇA.
O sangue de Vigário Luís Balanta ainda está quente sobre o solo da nossa pátria, e o seu eco não será abafado pelo medo. O Movimento Revolucionário Pó de Terra vem a público declarar que o assassinato do nosso Secretário-Geral foi o último ato de uma tirania que se esqueceu de que o povo é o único dono do poder. Vigário não foi vítima de um crime comum; ele foi alvo de uma execução política planeada e executada por milícias ao serviço deste regime que sequestrou a Guiné-Bissau. Ele morreu porque a sua voz era mais alta que o barulho das armas e porque a sua integridade era um insulto aos que vendem o país por moedas de sangue.
Enganam-se os que pensam que o Movimento parou. Enquanto os assassinos celebram nas sombras, nós estamos a trabalhar. O Movimento Revolucionário Pó de Terra está, neste exato momento, a reunir cada detalhe, cada indício e possíveis provas sobre este crime bárbaro. Sabemos quem deu a ordem, sabemos quem vigiou e sabemos quem torturou e quem puxou o gatilho. O regime pode controlar os tribunais hoje, mas não controlará a verdade para sempre. Estamos a reestruturar a nossa casa: informamos com toda a clareza que o novo Secretário-Geral Interino já foi escolhido e já assumiu as suas funções trabalhando para que o Movimento continue em pé e redefinindo novas estratégias de luta junto com a Direção. Por uma questão de inteligência e segurança estratégica, a sua identidade será revelada apenas quando a nossa nova estratégia estiver madura e assim que for necessário. Não estamos em luto passivo; estamos em restauração ativa, delineando estratégias.
Esta luta, porém, não pertence apenas ao Movimento Revolucionário Pó de Terra e outros Movimentos. Para derrubar um gigante de pés de barro que sobrevive do terror, precisamos de cada guineense. O sequestro do nosso país só termina quando todas as camadas sociais entenderem o seu papel nesta libertação.
Chamamos os Jovens, que são a alma deste país. Esta luta é vossa porque vos roubaram o futuro. Vocês são a força que o regime mais teme, pois não têm medo de sonhar. Se vocês cruzarem os braços hoje, o destino que deram ao Vigário será o destino de toda uma geração que apenas queria trabalhar e viver com dignidade. Chamamos as Mulheres, o pilar da nossa sobrevivência. A luta é vossa porque são vocês que choram os filhos assassinados e que carregam o peso de uma economia destruída. Sem a vossa coragem de mães e de líderes, a resistência não tem coração.
Chamamos os Intelectuais e Académicos. A vossa luta é essencial porque o regime odeia o pensamento livre. É vosso dever usar a vossa voz e o vosso conhecimento para desmascarar as mentiras oficiais e mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau não é um curral de ditadores, mas uma nação de gente pensante. Chamamos os Trabalhadores e Camponeses, que sustentam esta terra com o suor do rosto. A luta envolve-vos porque o fruto do vosso trabalho está a ser roubado para alimentar o luxo de generais e políticos que nada produzem a não ser miséria.
Chamamos os Militares Patriotas e as Forças de Segurança. Sabemos que nem todos concordam com o que está a acontecer. A vossa luta é recordar o juramento que fizeram de proteger o povo, e não de servir de jagunços para um ditador. Um soldado que mata o seu próprio irmão por ordem de um tirano não é um herói, é um escravo. Chamamos a Diáspora Guineense, espalhada pelo mundo. Vocês são os nossos embaixadores da liberdade. A vossa luta é pressionar a comunidade internacional, fechar as portas diplomáticas a este regime e garantir que os recursos que enviam para casa sirvam para a libertação, e não para financiar quem nos oprime.
Lançamos um apelo direto e urgente à comunidade internacional: é hora de assumirem as vossas responsabilidades perante o que se passa na Guiné-Bissau. Não podem continuar a ser espectadores passivos enquanto um regime sanguinário, alimentado pelo crime organizado, aniquila a oposição e silencia o povo. O vosso silêncio é, na prática, uma forma de cumplicidade. Alertamos que a paciência do povo guineense tem limites e a situação está prestes a escapar definitivamente de qualquer controlo. É necessário agir agora, com sanções claras e pressão diplomática real, antes que a instabilidade se transforme num incêndio que ninguém conseguirá apagar. A Guiné-Bissau não pede esmolas, pede justiça e o respeito pelos direitos humanos que vocês dizem defender perante o mundo.
É um facto conhecido por todos os guineenses atentos: a nossa pátria não está apenas sob uma tirania política, mas sequestrada por uma rede nacional e internacional ligada ao submundo do crime e aos negócios ilícitos. O nosso solo sagrado foi transformado em entreposto para interesses escuros que nada têm a ver com o bem-estar do povo. Por isso, esta luta não é uma simples disputa de poder; é a nossa segunda independência. O resgate da Guiné-Bissau das mãos destas máfias exige, mais do que nunca, o envolvimento total de cada camada social. Só uma nação unida e consciente pode expulsar o crime organizado que se instalou no coração do Estado e devolver a dignidade a cada cidadão.
Exigimos uma justiça que seja rápida, mas sabemos que a imparcialidade é quase impossível num país onde o sistema judicial foi amordaçado. Por isso, o nosso clamor não é apenas por tribunais de papel, mas pela justiça das ruas e da consciência nacional. O sequestro da Guiné-Bissau tem de acabar. Vigário Luís Balanta tornou-se uma semente que agora germina no peito de cada cidadão revoltado. O regime pode ter as armas, mas nós temos a razão e temos o povo.
Aos guineenses de todas as regiões, de todas as etnias e de todas as crenças: este é o momento de resgatar a nossa casa. A tirania só sobrevive enquanto os bons se calam. O Movimento Pó de Terra está de pé, mais forte, mais organizado e mais decidido do que nunca. Não vamos recuar perante as ameaças, não vamos aceitar migalhas de paz falsa e não descansaremos até que a bandeira da verdadeira liberdade volte a flutuar sem manchas de sangue inocente.
Reforçamos que o Movimento Revolucionário Pó de Terra manterá um posicionamento estratégico e rigoroso sobre cada passo dado por este regime, sem nunca baixar a guarda. Estamos em vigilância total e permanente sobre a situação atual do país, analisando cada movimentação dos opressores e das instituições sequestradas. Não seremos meros observadores da nossa própria destruição; o Movimento agirá com inteligência e prontidão sempre que for necessário para defender o povo guineense. A nossa presença será sentida em cada decisão, em cada denúncia e em cada ato de resistência, pois os nossos olhos estão postos no presente para garantir que o futuro não nos seja roubado.
Justiça para o Secretário-Geral Vigário Luís Balanta! Pelo resgate da nossa dignidade! Pelo fim da tirania!
Que fique claro para quem nos oprime e para quem nos apoia: esta luta não vai parar. Ela apenas começou.
MRPT
06/04/2026
A Direção do Movimento Revolucionário Pó de Terra