20/08/2026
🚨𝙈𝙪𝙣𝙞𝙘í𝙥𝙞𝙤 𝙙𝙚 𝘼𝙡𝙟𝙚𝙯𝙪𝙧 𝙨𝙚𝙢 𝙣𝙤çã𝙤 𝙙𝙚 𝙍𝙀𝙎𝙋𝙊𝙉𝙎𝘼𝘽𝙄𝙇𝙄𝘿𝘼𝘿𝙀 𝙙𝙖 𝘾𝙋𝘾𝙅 𝙙𝙚 𝘼𝙡𝙟𝙚𝙯𝙪𝙧!
📅 Há apenas três meses, o Executivo Municipal propôs a 𝘾𝙝𝙚𝙛𝙚 𝙙𝙚 𝙂𝙖𝙗𝙞𝙣𝙚𝙩𝙚 𝙙𝙤 𝙋𝙧𝙚𝙨𝙞𝙙𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙙𝙖 𝘾â𝙢𝙖𝙧𝙖 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙧𝙚𝙥𝙧𝙚𝙨𝙚𝙣𝙩𝙖𝙧 𝙤 𝙈𝙪𝙣𝙞𝙘í𝙥𝙞𝙤 𝙣𝙖 𝘾𝙤𝙢𝙞𝙨𝙨ã𝙤 𝙙𝙚 𝙋𝙧𝙤𝙩𝙚çã𝙤 𝙙𝙚 𝘾𝙧𝙞𝙖𝙣ç𝙖𝙨 𝙚 𝙅𝙤𝙫𝙚𝙣𝙨 (𝘾𝙋𝘾𝙅) 𝙙𝙚 𝘼𝙡𝙟𝙚𝙯𝙪𝙧.
Agora, apenas três meses depois, a própria representante pede para sair, invocando que as funções na CPCJ exigem um tempo e uma disponibilidade incompatíveis com as restantes funções que desempenha.
❓ Mas então impõe-se uma pergunta muito simples:
𝙎𝙚 𝙟á 𝙨𝙚 𝙨𝙖𝙗𝙞𝙖 𝙦𝙪𝙚 𝙖 𝘾𝙋𝘾𝙅 𝙚𝙭𝙞𝙜𝙚 𝙩𝙚𝙢𝙥𝙤, 𝙙𝙞𝙨𝙥𝙤𝙣𝙞𝙗𝙞𝙡𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙚 𝙥𝙧𝙞𝙤𝙧𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚, 𝙥𝙤𝙧𝙦𝙪𝙚 é 𝙦𝙪𝙚 𝙞𝙨𝙨𝙤 𝙣ã𝙤 𝙛𝙤𝙞 𝙩𝙞𝙙𝙤 𝙚𝙢 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙞𝙙𝙚𝙧𝙖çã𝙤 𝙦𝙪𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙤 𝙀𝙭𝙚𝙘𝙪𝙩𝙞𝙫𝙤 𝙙𝙚𝙘𝙞𝙙𝙞𝙪 𝙛𝙖𝙯𝙚𝙧 𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙣𝙤𝙢𝙚𝙖çã𝙤?
⚠️𝘼 𝙦𝙪𝙚𝙨𝙩ã𝙤 𝙣ã𝙤 é 𝙖 𝙥𝙚𝙨𝙨𝙤𝙖. 𝘼 𝙦𝙪𝙚𝙨𝙩ã𝙤 é 𝙖 𝙙𝙚𝙘𝙞𝙨ã𝙤 𝙥𝙤𝙡í𝙩𝙞𝙘𝙖 𝙙𝙚 𝙦𝙪𝙚𝙢 𝙖 𝙣𝙤𝙢𝙚𝙤𝙪.
Ao escolher a sua própria Chefe de Gabinete para representar o Município, o Executivo tinha 𝙤𝙗𝙧𝙞𝙜𝙖çã𝙤 𝙙𝙚 𝙤𝙧𝙜𝙖𝙣𝙞𝙯𝙖𝙧 𝙖𝙨 𝙨𝙪𝙖𝙨 𝙛𝙪𝙣çõ𝙚𝙨 𝙙𝙚 𝙛𝙤𝙧𝙢𝙖 𝙖 𝙜𝙖𝙧𝙖𝙣𝙩𝙞𝙧 𝙖 𝙙𝙞𝙨𝙥𝙤𝙣𝙞𝙗𝙞𝙡𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙣𝙚𝙘𝙚𝙨𝙨á𝙧𝙞𝙖 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙪𝙢𝙖 𝙢𝙞𝙨𝙨ã𝙤 𝙩ã𝙤 𝙚𝙭𝙞𝙜𝙚𝙣𝙩𝙚.
Se agora se reconhece que não há tempo para conciliar as duas funções, então f**a evidente que, no momento da nomeação, 𝙖 𝙞𝙢𝙥𝙤𝙧𝙩â𝙣𝙘𝙞𝙖 𝙚 𝙖𝙨 𝙚𝙭𝙞𝙜ê𝙣𝙘𝙞𝙖𝙨 𝙙𝙖 𝘾𝙋𝘾𝙅 𝙣ã𝙤 𝙛𝙤𝙧𝙖𝙢 𝙙𝙚𝙫𝙞𝙙𝙖𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙥𝙤𝙣𝙙𝙚𝙧𝙖𝙙𝙖𝙨.
👤 E há ainda um elemento que torna esta situação particularmente relevante: a representante da Câmara foi entretanto eleita Presidente da CPCJ de Aljezur.
Quem assume a Presidência de uma Comissão com a missão de proteger crianças e jovens deve ser um exemplo de compromisso, disponibilidade e responsabilidade.
🤝 E esse compromisso não diz respeito apenas à pessoa que preside.
Os restantes representantes das instituições que integram a CPCJ também têm profissões, responsabilidades e vidas pessoais. Muitos deles abdicam do seu próprio tempo, por vezes até do seu tempo pessoal e familiar, para poderem cumprir a missão de proteção das crianças e jovens.
Por isso, uma saída justif**ada precisamente pela falta de tempo, apenas quatro meses depois da nomeação e tratando-se de uma pessoa diretamente ligada ao Executivo, 𝙣ã𝙤 é 𝙪𝙢 𝙗𝙤𝙢 𝙚𝙭𝙚𝙢𝙥𝙡𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙦𝙪𝙚𝙢, 𝙣𝙖𝙨 𝙧𝙚𝙨𝙩𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨 𝙞𝙣𝙨𝙩𝙞𝙩𝙪𝙞çõ𝙚𝙨, 𝙖𝙨𝙨𝙪𝙢𝙚 𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙧𝙚𝙨𝙥𝙤𝙣𝙨𝙖𝙗𝙞𝙡𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚 𝙚 𝙚𝙣𝙘𝙤𝙣𝙩𝙧𝙖 𝙩𝙚𝙢𝙥𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙘𝙪𝙢𝙥𝙧𝙞𝙧 𝙖 𝙢𝙞𝙨𝙨ã𝙤 𝙙𝙖 𝘾𝙋𝘾𝙅.
🛡️ A CPCJ exige compromisso.
⏳ Exige disponibilidade.
🎯 Exige prioridade.
🤝 E exige respeito pelo esforço de todos os seus representantes.
⚠️ A proteção das crianças não pode ser uma responsabilidade para “quando houver tempo”.
Há ainda uma segunda questão: com a nova proposta, 𝙖 𝘾â𝙢𝙖𝙧𝙖 𝙙𝙚𝙞𝙭𝙖 𝙙𝙚 𝙖𝙨𝙨𝙚𝙜𝙪𝙧𝙖𝙧 𝙖 𝙨𝙪𝙖 𝙧𝙚𝙥𝙧𝙚𝙨𝙚𝙣𝙩𝙖çã𝙤 𝙖𝙩𝙧𝙖𝙫é𝙨 𝙙𝙚 𝙖𝙡𝙜𝙪é𝙢 𝙙𝙤𝙨 𝙨𝙚𝙪𝙨 𝙥𝙧ó𝙥𝙧𝙞𝙤𝙨 𝙦𝙪𝙖𝙙𝙧𝙤𝙨 𝙤𝙪 𝙙𝙤 𝙀𝙭𝙚𝙘𝙪𝙩𝙞𝙫𝙤, sendo proposta mais uma profissional da área da saúde, numa área que já se encontra representada.
Ou seja, 𝙙𝙚𝙥𝙤𝙞𝙨 𝙙𝙚 𝙪𝙢𝙖 𝙣𝙤𝙢𝙚𝙖çã𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙙𝙪𝙧𝙤𝙪 𝙖𝙥𝙚𝙣𝙖𝙨 𝙦𝙪𝙖𝙩𝙧𝙤 𝙢𝙚𝙨𝙚𝙨, 𝙖 𝙨𝙤𝙡𝙪çã𝙤 𝙖𝙥𝙧𝙚𝙨𝙚𝙣𝙩𝙖𝙙𝙖 𝙖𝙘𝙖𝙗𝙖 𝙥𝙤𝙧 𝙛𝙧𝙖𝙜𝙞𝙡𝙞𝙯𝙖𝙧 𝙖 𝙧𝙚𝙥𝙧𝙚𝙨𝙚𝙣𝙩𝙖çã𝙤 𝙙𝙞𝙧𝙚𝙩𝙖 𝙙𝙤 𝙈𝙪𝙣𝙞𝙘í𝙥𝙞𝙤 na CPCJ.
❗ Não estamos a questionar pessoas.
Estamos a questionar opções políticas, prioridades e a seriedade com que o Município assume a sua responsabilidade perante a CPCJ e, sobretudo, perante as crianças e jovens do concelho.
𝙋𝙤𝙧𝙦𝙪𝙚 𝙪𝙢𝙖 𝘾𝙤𝙢𝙞𝙨𝙨ã𝙤 𝙙𝙚 𝙋𝙧𝙤𝙩𝙚çã𝙤 𝙙𝙚 𝘾𝙧𝙞𝙖𝙣ç𝙖𝙨 𝙚 𝙅𝙤𝙫𝙚𝙣𝙨 𝙢𝙚𝙧𝙚𝙘𝙚 𝙘𝙤𝙢𝙥𝙧𝙤𝙢𝙞𝙨𝙨𝙤 — 𝙚 𝙤 𝙚𝙭𝙚𝙢𝙥𝙡𝙤 𝙙𝙚𝙫𝙚 𝙘𝙤𝙢𝙚ç𝙖𝙧 𝙥𝙤𝙧 𝙦𝙪𝙚𝙢 𝙖 𝙧𝙚𝙥𝙧𝙚𝙨𝙚𝙣𝙩𝙖 𝙚 𝙥𝙤𝙧 𝙦𝙪𝙚𝙢 𝙖 𝙙𝙞𝙧𝙞𝙜𝙚.
📄 Em anexo, deixamos a nossa Declaração de Voto, onde fundamentamos detalhadamente a nossa posição: https://tinyurl.com/4eyfxsm2
Os Vereadores do Partido Socialista,
José Gonçalves
José Amarelinho