31/10/2025
COMUNICADO Bloco de Esquerda e LIVRE seguem de forma autónoma o seu trabalho autárquico em Almada
A coligação Almada em Comum representou algo único em Almada: unir as forças da esquerda progressista.
O Bloco de Esquerda e o LIVRE fizeram da comunidade o seu mote para construir um projeto que respondesse pela habitação, pela economia local e pela ecologia e mobilidade: construímos comunidade.
Esta convergência à esquerda afirmou-se como alternativa construtiva aos oito anos de governação PS e PSD, apresentou um programa orientado para as necessidades dos e das almadenses e procurou abrir um caminho de esperança e elevação contra a agenda de ódio da extrema-direita.
Foi com esta ambição que a coligação Almada em Comum se apresentou às eleições autárquicas de 12 de outubro. Agradecemos a todas as pessoas que confiaram neste projeto de futuro com o seu voto
Almada confirmou a tendência nacional da viragem à direita. O Partido Socialista venceu as eleições e elegeu Inês de Medeiros como Presidente da Câmara pelo seu 3º e último mandato, mas perdeu votação e mandatos em todos os órgãos locais.
A esquerda saiu enfraquecida e a direita reforçou-se, com a extrema-direita a eleger vereadores pela primeira vez na nossa história democrática.
Este novo cenário prevê a radicalização do discurso e a ameaça a direitos fundamentais e à população trabalhadora.
A coligação Almada em Comum consegue 7 eleitos entre Assembleia Municipal e uniões de freguesias, falhando, no entanto, no objetivo de eleição de vereador e na assembleia de freguesia da Costa da Caparica. Assim, o campo da esquerda progressista não consegue perfazer os seus resultados em 2021 e ser um elemento central na governação municipal.
Destaca-se, contudo, esta coligação entre Bloco de Esquerda e LIVRE em Almada como uma das mais bem sucedidas de todo o país, demonstrando o impacto do histórico de implementação local e da campanha positiva no nosso concelho. Alguns eleitos desta coligação poderão ser peça essencial para maiorias nas juntas de freguesia, onde a fragmentação de partidos acentuou-se e onde há processos de negociação em curso.
Na sequência de várias reflexões pós-eleitorais conjuntas e internas de cada partido, o LIVRE decidiu terminar a coligação e desenvolver o seu trabalho autárquico e mandatos de forma autónoma nos demais órgãos locais onde a mesma elegeu.
Deste modo, na Assembleia Municipal o Bloco de Esquerda e o LIVRE estarão representados em bancadas separadas e cada eleito nas freguesias assume o seu mandato pelo respetivo partido. Ainda assim, reforça-se o compromisso de cooperação, de diálogo e de partilha nas causas, nas propostas e nos valores em comum.
O Bloco de Esquerda e o LIVRE reafirmam o seu compromisso com os cidadãos e cidadãs de Almada, com a defesa dos direitos sociais, da justiça ambiental e da democracia participativa, e continuarão a trabalhar, em esferas próprias, mas de acordo com o programa com que se apresentaram aos e às almadenses, para que Almada tenha uma política progressista, transparente e próxima das pessoas.
A coligação Almada em Comum agradece a todas as pessoas que contribuíram para esta luta — militantes, 60 independentes, candidatos, simpatizantes, ativistas e eleitores — pela confiança e pelo sonho em construir um concelho mais justo, sustentável e solidário.
31 de outubro de 2025,
A Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de Almada,
o Grupo de Coordenação Local do Núcleo Municipal de Almada do LIVRE,
Pela cessante coligação Almada em Comum