Cristiano Conduto - Deputado Municipal da Amadora

Cristiano Conduto - Deputado Municipal da Amadora Deputado Assembleia Municipal Amadora

03/04/2026
Cinquenta anos depois, assistimos ao espetáculo grotesco das comemorações da Constituição. André Ventura sobe à tribuna ...
03/04/2026

Cinquenta anos depois, assistimos ao espetáculo grotesco das comemorações da Constituição. André Ventura sobe à tribuna e é vaiado por dizer verdades que os constituintes de 1975 preferiam enterrar. A ironia é cruel: em 1975, o COPCON prendia sem mandato judicial; em 2026, o "arco da governação" — PS, PSD e etc — aplaude-se mutuamente enquanto expulsa quem ousa lembrar que a Constituição nasceu manchada.

E manchada nasceu.

Não pelas "contradições" que académicos suavizam, mas pela continuidade estrutural do autoritarismo. O documento de 1975 mostra-o com clareza brutal: o mesmo formalismo jurídico — "com observância das formalidades legais" — que legitimava detenção arbitrária no pós-25 de Abril, continua hoje a legitimar governação por decreto-lei, submissão do parlamento às "recomendações" europeias, impunidade dos poderosos.

Trocaram-se uniformes militares pelos fatos da troika, mas a lógica permanece: a lei serve ao poder, nunca o contrário.

O regime atual não é democracia defeituosa. É democracia de fachada, construída sobre cinzas de revolução nunca consumada. Em 1975, o COPCON prendia "insubordinados"; em 2026, o sistema prende nas redes de burocracia, precariedade e endividamento. O prisioneiro de 1975 ia para Caxias com ordem de captura em duplicado; o cidadão de 2026 é preso em contrato a prazo, renda que consome metade do salário, "reforma" que nunca chega. A prisão física deu lugar à prisão económica, mas a cela permanece.

O parlamento que ovacionou Ventura é herdeiro da classe política que transformou a democracia em proteção mútua. O documento de 1975 tem anotação manuscrita: "Entregue PABR LEMES". Detalhe aparentemente insignif**ante, mas revelador: até nas estruturas mais autoritárias, há sempre quem execute ordens, carimbe papéis, faça circular burocracia da repressão. Hoje, essa função é dos partidos do "arco da governação", que se revezam no poder como quem cumpre turnos numa fábrica de legitimidade política.

Ventura foi ovacionado não por mentir, mas por dizer demasiado alto o que todos sabem em voz baixa. A Constituição de 1976 não é texto sagrado — é tratado de paz entre facções da revolução que se repartiram o Estado. E esse Estado, 50 anos depois, continua a operar com mesma lógica do COPCON: identif**ar o "insubordinado", preencher formulário, carimbar "DUPLICADO", arquivar queixa do cidadão na gaveta da história oficial.

O documento que temos é, afinal, espelho. Nele vemos não o passado, mas o presente: mesma indiferença burocrática face à liberdade, mesmo formalismo jurídico a encobrir arbitrariedade, mesmo sistema onde "liberdade provisória" é inadmissível para quem desafia a ordem. Em 1975, a ordem vinha de comandante militar; em 2026, vem de Bruxelas, do Banco Central Europeu, das "autoridades independentes" que ninguém elege e todos obedecem.

A revolução dos cravos podia ter sido ruptura. Tornou-se, nas palavras de quem a viveu, farsa institucionalizada. E este papel amarelado, com carimbo vermelho e menção ao Estabelecimento Prisional de Caxias, é único testemunho honesto de cinquenta anos de democracia portuguesa: uma ordem de captura, duplicada, datada, assinada — e nunca revogada.

08/02/2026

🚨 Mais uma denuncia que nos Chega 🤦 depois não se podem queixar que os amigos Governam em qualidade e bem em prol das pe...
21/01/2026

🚨 Mais uma denuncia que nos Chega 🤦 depois não se podem queixar que os amigos Governam em qualidade e bem em prol das pessoas 🚨

O Município de Mêda voltou a falhar naquilo que é a sua missão essencial: defender os seus cidadãos.

Numa reunião dedicada à saúde no concelho, o executivo municipal fez-se representar pelo chefe de gabinete do Presidente — enfermeiro de profissão — num momento em que se exigia liderança, firmeza e exigência política. Perante o encerramento recorrente do Serviço de Apoio Complementar (SAC), a posição assumida foi de silêncio complacente, elogios institucionais e total submissão.

A POPULAÇÃO DE MÊDA esperava pressão, reivindicação e soluções concretas. Receberam o oposto.

Enquanto os munícipes encontram portas fechadas e são forçados a sair do concelho para aceder a cuidados de saúde básicos, o executivo municipal opta por agradar às hierarquias em vez de lutar pelos direitos da população que representa.

Convém recordar: o Município não existe para fazer propaganda, nem para bater palmas ao poder central.

Existe para defender Mêda e os Medenses

A saúde não é um favor, nem uma concessão administrativa.

É um direito constitucional.

Até quando continuará o executivo municipal a aceitar o encerramento do SAC como se fosse inevitável?

Quando é que terá a coragem política de dizer CHEGA?

E, afinal, quem está verdadeiramente a defender os Medenses?

Mais uma denuncia 🤦🚨 VERGONHA NO POÇO DO CANTO - MEDA 🚨Estas fotos são do Poço do Canto, freguesia do Concelho da Meda.U...
19/01/2026

Mais uma denuncia 🤦

🚨 VERGONHA NO POÇO DO CANTO - MEDA 🚨

Estas fotos são do Poço do Canto, freguesia do Concelho da Meda.

Uma autêntica vergonha abandono, perigo, etc.

Mas há mais: munícipes que têm a coragem de criticar esta situação publicamente relatam contactos intimidatórios da Junta de Freguesia.

Criticar o que está mal é um DIREITO, não um crime!

A democracia exige transparência.

É hora de denunciar e exigir mudança!

10/01/2026

O Natal é um momento simbólico de união, reflexão e compromisso coletivo. Num tempo em que as exigências sociais são cad...
24/12/2025

O Natal é um momento simbólico de união, reflexão e compromisso coletivo. Num tempo em que as exigências sociais são cada vez maiores e os desafios se tornam mais complexos, esta quadra recorda-nos a importância de valores fundamentais como a coesão social, a solidariedade, a justiça e a responsabilidade pública.

É também uma oportunidade para reafirmar que a ação política deve estar sempre ao serviço das pessoas, em especial das mais vulneráveis, promovendo igualdade de oportunidades, dignidade e segurança para todos. Governar, representar e decidir exige não apenas visão estratégica, mas também sensibilidade humana e respeito pelo bem comum.

Que este Natal seja vivido com serenidade e esperança, reforçando a confiança nas instituições e na capacidade coletiva de construir um futuro mais justo, mais seguro e mais próspero. Que o novo ano traga determinação para enfrentar os desafios com coragem, rigor e sentido de missão.

Desejo a todos um Santo Natal e um Ano Novo com saúde, estabilidade e renovada confiança no futuro.

Interrogo-me, com legítima perplexidade, se ainda subsiste algum resquício de vergonha institucional quando alguém conti...
23/12/2025

Interrogo-me, com legítima perplexidade, se ainda subsiste algum resquício de vergonha institucional quando alguém continua a exercer funções públicas após a perda do respectivo mandato. Mais grave ainda é assistir à posterior encenação pública, nas redes sociais, onde se anuncia solenemente que, em caso de vitória eleitoral, se abdicaria do cargo até que a situação estivesse devidamente esclarecida.

A verdade, porém, é simples e incómoda: a situação não foi esclarecida. Ainda assim, quem tomou posse? A mesma pessoa — hoje investida no cargo de Vereadora, como se nada tivesse acontecido.

Este comportamento revela uma preocupante banalização da ética política e do respeito pelas instituições democráticas. Vale tudo: promessas sem consequência, palavras sem compromisso, cargos assumidos sem escrutínio moral. O que deveria ser exceção transforma-se em regra, sustentada por uma cultura de impunidade política.

Mais inquietante, contudo, é a passividade coletiva. O povo de Mêda parece permitir este estado de coisas sem questionar, sem exigir explicações, sem exercer o mínimo de vigilância cívica. Não se pergunta, não se confronta, não se reage — e, assim, legitima-se tacitamente que determinados agentes políticos tratem a coisa pública como um jogo pessoal, zombando da inteligência e da confiança dos cidadãos.

Quando a política deixa de ser serviço e passa a ser encenação, quando a responsabilidade é substituída pelo cálculo e pela conveniência, não é apenas a credibilidade de uma pessoa que está em causa — é a dignidade do exercício democrático no seu todo.

23/12/2025

Chegou ao conhecimento a existência de uma contratação ocorrida na Santa Casa da Misericórdia da Mêda que suscita fundadas dúvidas quanto à sua legalidade, necessidade e transparência.

Em causa estará a admissão de um técnico superior, filho de um candidato do Partido Socialista à Junta de Freguesia da Mêda, que não foi eleito, tendo a referida contratação sido, ao que tudo indica, previamente prometida com vários meses de antecedência, no contexto de compromissos de natureza política.

Apesar de formalmente integrado na instituição, é do conhecimento generalizado entre trabalhadores e população que o referido técnico não exerce funções visíveis ou efetivas na Santa Casa, não sendo visto no local de trabalho, desconhecendo-se inclusivamente, segundo informação interna, qual a sua afetação concreta, situação que nem a própria direção aparenta esclarecer de forma transparente.

Simultaneamente, a Provedora da instituição e o trabalhador em causa mantêm uma postura de ocultação relativamente a esta situação, evitando esclarecimentos públicos ou internos.

Acresce que a Santa Casa da Misericórdia da Mêda dispõe já de técnicos superiores em número considerado suficiente, sendo notória a carência, isso sim, de pessoal auxiliar para assegurar o funcionamento diário da instituição, o que torna esta contratação ainda mais questionável do ponto de vista do interesse institucional e da boa gestão de recursos.

Circula de forma reiterada na comunidade local a percepção de que o trabalhador em causa aufere remuneração sem prestar trabalho.

Esta situação tem gerado forte indignação e revolta na população da Mêda, que entende estar perante um esquema de favorecimento pessoal e político, com eventual prejuízo para a instituição e para o interesse público.

Bem querem enganar as pessoas, mas as pessoas já não se deixam enganar pelas comentadeiras do sistema.
06/12/2025

Bem querem enganar as pessoas, mas as pessoas já não se deixam enganar pelas comentadeiras do sistema.

No Município da  , onde o Partido Socialista   passa a vida a proclamar que vivemos numa “cidade maravilhosa”, a realida...
28/11/2025

No Município da , onde o Partido Socialista passa a vida a proclamar que vivemos numa “cidade maravilhosa”, a realidade insiste em desmentir a narrativa.

A cada dia que passa, f**a mais evidente que a retórica do “está tudo bem” ruiu por completo.
Os problemas acumulam-se, a gestão falha e a incompetência começa a ter um custo visível — para todos nós que aqui vivemos.

A cidade merece muito mais do que slogans.
Merece verdade, seriedade e resultados.

Endereço

Candidato Câmara Municipal De Mêda
Amadora

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