Direitos da Humanidade E Direitos Humanos

Direitos da Humanidade E Direitos Humanos Os direitos humanos, hoje valores universais, não são um produto da natureza, mas uma construção histórica e social. Protestantes e judeus ganharam direitos.

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Deve-se proteger a dignidade sexual dos adolescentes entre 14 e 18 anos, como vulneráveis, sob impedimentos de expressar comportamentos sexuais mercantilistas de forma livre e irrestrita. A literatura é a “mãe” dos direitos humanos

Lynn Hunt, em “A Invenção dos Direitos Humanos — Uma História”, mostra que os direitos humanos, hoje va

lores universais, não são um produto da natureza, mas uma construção histórica e social

Renato Dias
Especial para o Jornal Opção

Hábitos simples, como assoar o nariz com um lenço, escutar mú­sica, ler um romance, encomendar um retrato, além da abolição da tortura e da moderação do castigo cruel foram indispensáveis para criar as noções de individualidade e o conceito de direitos humanos. É o que aponta a professora de História Moderna da Europa na U­niversidade da Califórnia (EUA) Lynn Hunt, em “A Invenção dos Direitos Humanos — Uma História”, Companhia das Letras, 285 páginas, tradução de Rosaura Eichenberg). A sua produção ocorreu após longo processo histórico. A autora revela que três documentos foram fundamentais para “a invenção” do conceito de direitos humanos: a Declaração da Independência dos Estados Unidos, em 1776; a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, da França, em 1789; e a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em 1948. Segundo Lynn Hunt, a igualdade, a universalidade e o caráter natural dos direitos ganharam uma expressão po­lítica direta pela primeira vez na Declaração da In­de­pen­dência dos EUA, e na De­claração dos Direitos do Ho­mem e do Cidadão. O termo “direitos do homem” apareceu em fran­cês pe­­la primeira vez em 1762, em “O Contrato So­cial”, de Jean-Jacques Rous­seau. Antes, Montesquieu, em “Espírito da Leis” (1748), havia atacado a tortura. A leitura de romances teria contribuído sobremaneira para a mudança das “mentalidades” em relação às noções de liberdade, individualidade, ao apresentar a ideia de que as pessoas são semelhantes. Lynn Hunt informa que a leitura de romances criava o que define como “senso de igualdade e empatia por meio do envolvimento apaixonado com a narrativa”. Ao ler, os leitores sentiriam empatia além das fronteiras sociais tradicionais entre nobres e plebeus, senhores e criados, homens e mulheres, adultos e crianças. “Em consequência, passavam a ver os outros como seus semelhantes.” Um gênero que disseminou-se à época era o romance epistolar, que cresceu entre as décadas de 1760 e 1780. Entre eles, “Júlia”, de Rousseau, e “Pâ­mela , de Ri­chardson. A autora analisa que os romances apresentavam pessoas comuns como personagens centrais, enfrentando os problemas cotidianos do amor e do casamento e construindo a sua carreira no mundo. “O meu interesse é pelo seus efeitos psicológicos e pelo modo com o ele se liga ao surgimento dos direitos humanos.” O romance de cartas podia produzir efeitos psicológicos, já que sua narrativa desnudava o “eu interior”. O feitiço mágico lançado pelo romance mostrou ter efeitos de longo alcance. Richardson e Rousseau estavam efetivamente atraindo os leitores para a vida cotidiana como uma espécie de experiência religiosa substituta. Os leitores aprendiam a apreciar a intensidade emocional do comum e a capacidade de pessoas como eles de criar por sua própria conta um mundo moral. Os direitos humanos cresceram no canteiro semeado por esses sentimentos. Lynn Hunt afirma que os direitos humanos só puderam florescer quando as pessoas aprenderam a pensar nos ou­tros como seus iguais, como seus semelhantes. “Aprenderam essa igualdade, ao menos em parte, experimentando a identificação com personagens comuns que pareciam dramaticamente presentes e familiares, mesmo que em última instância fictícios.” Os romances refletiam um preocupação cultural com a autonomia.

“Quando falavam de liberdade, queriam dizer autonomia individual, quer fosse a liberdade de expressar opiniões ou de praticar a religião escolhida.” A professora insiste que “ter pensamentos e decisões próprios requeria mudanças psicológicas, políticas e filosóficas”. Os revolucionários franceses (1789-1794) fizeram tudo para expandir as fronteiras da autonomia pessoal. Em 1762, no mesmo ano em que Rousseau usou o conceito direitos do homem, Voltaire lançou o “Tratado Sobre a Tol­erância por Ocasião da Morte de Jean Calas”. Ele usou, também pela primeira vez, a expressão direito humano.

“Em 1789, o governo revolucionário francês renunciou a todas as formas de tortura judicial, e em 1792 introduziu a guilhotina, que tinha a intenção de tornar a execução da pena de morte uniforme e tão indolor quanto possível. No final do século 18, a opinião pública parecia exigir o fim da tortura judicial e de muitas indignidades infligidas aos corpos dos condenados”, registra a autora. O corpo se torna sagrado por si próprio.

“A tortura terminou porque a estrutura tradicional da dor e da pessoa se desmantelou e foi substituída pouco a pouco por uma nova estrutura, na qual os indivíduos eram donos dos seus corpos, tinham direitos relativos à individualidade e à inviolabilidade desses corpos.”

O calvinista holandês Hugo Grotius propôs uma noção de direitos que se aplicava a toda humanidade. Ele igualou os direitos naturais à vida, ao corpo, à liberdade, à honra. Já John Locke, filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, definia os direitos naturais como “vida, liberdade e propriedade”. Em um contexto revolucionário de resistência à autoridade britânica, os Estados Unidos declararam a independência e anunciaram a era dos direitos. Inventor da expressão “direitos do homem”, Rousseau morreu em 1778 e não viu o “impacto pleno” da Independência americana. A historiadora relata que, entre 1776 e 1783, nove diferentes traduções francesas da Declaração da Independência teriam propiciado aplicações específicas de doutrinas de direitos e ajudaram a cristalizar a noção de que o governo francês também poderia ser estabelecido sobre novos fundamentos. Com a revolução e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), as proteções legais dos direitos individuais e um novo fundamento para a legitimidade do governo são condensados, na França. A tortura foi abolida, a lei devia ser a mesma para todos e o acusado devia ser considerado inocente até ser julgado culpado. Os princípios da humanidade agora modelariam o código penal. Os novos castigos desonrosos não eram extensivos à família. Carrascos e atores, a quem eram negados direitos políticos, tiveram acesso a eles. Primeiro, negros livres, depois os escravos. “O ato de declarar direitos revelou-se apenas o primeiro passo num processo extremamente tenso que continua até os nossos dias”, afirma Lynn Hunt. Para se ter noção, os EUA só aboliram a escravidão em 1865, com a ratificação da 13ª emenda da Constituição. A noção de vários tipos de direitos garantidos pela Constituição — os direitos políticos dos trabalhadores, das minorias religiosas e das mulheres — continuou a ganhar terreno nos séculos 19 e 20. O na­cionalismo entrou em cena. O imperialismo idem. Os direitos humanos passaram a depender da autodeterminação nacional. O antissemitismo ampliou seu espaço. Um novo tipo de opositor aos direitos humanos foi produzido. O socialismo e o comunismo se formaram em uma reação explícita às limitações dos direitos individuais. Os vermelhos queriam que as classes baixas, o proletariado, tivessem igualdade social e econômica. Não apenas direitos políticos iguais. Mas, para Karl Marx, a verdadeira emancipação humana requeria a destruição da sociedade capitalista e da propriedade privada. A primeira revolução socialista ocorreu na atrasada Rússia, em outubro de 1917. Com um saldo de 14 milhões de mortos, a Primeira Guerra Mundial, uma guerra imperialista, acabou em 1918 e no ano seguinte foi criada a Liga das Nações. Ela não conseguiu impedir o surgimento do fascismo e do nazismo. A Segunda Guerra Mundial deixou um saldo de 60 milhões de mortos. Em 1945, surgiu, em São Francisco, a ONU. Ela pôs os direitos humanos na agenda. Em 10 de dezembro de 1948 foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos cristalizou 150 anos de lutas pelos direitos. Para Lynn Hunt, ela é mais o início do processo do que o seu apogeu. Isso significa que os direitos humanos ainda precisam ser resgatados. Já que a cascata de direitos ainda continua, “embora sempre com um grande conflito sobre como ela deve fluir”. Renato Dias é escritor, jornalista e sociólogo. Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/posts/opcao-cultural/a-literatura-e-a-mae-dos-direitos-humanos

Diante de Toda Esta Expressão da Verdade Constituída de Conhecimento e Sabedoria aceitem a Divina Mensagem de que: A Vid...
19/08/2026

Diante de Toda Esta Expressão da Verdade Constituída de Conhecimento e Sabedoria aceitem a Divina Mensagem de que: A Vida Continua após a Alma separar-se do Corpo Físico pelo que denomina-se Morte.

"Não tenho problema algum com minhas rugas. Meu rosto reflete a minha vida, a minha alma, o que amei, o que sofri… Eu me gosto assim."

Cada marca na pele carrega o testemunho de uma existência vivida com intensidade e verdade. Laura Cardoso imortalizou essa sabedoria ao declarar que não nutria problema algum com suas rugas, pois seu rosto refletia sua vida, sua alma, aquilo que amou e o que sofreu, afirmando que se gostava assim. Em um mundo que insiste em apagar o tempo, a postura da grande dama da dramaturgia surge como um ato de sublime resistência.

Ao olhar para a própria trajetória sem o receio do tempo, Laura nos ensina que a verdadeira beleza não reside na ausência de marcas, mas na riqueza das memórias que elas desenham. Cada linha de expressão em sua face contava a história das personagens antológicas a quem emprestou a alma e dos percalços superados ao longo de décadas de dedicação à arte. O tempo revelou-se o artesão da maturidade, moldando a expressão visceral de uma mulher que jamais teve medo de ser autêntica.

Aceitar a história gravada na própria pele é reivindicar o direito de ser protagonista da própria vida. A fala da atriz ecoa como um convite ao acolhimento da nossa própria jornada, lembrando-nos de que cada afeto e desafio transformam-se em sabedoria e nobreza. A rainha das telenovelas deixou o exemplo de uma beleza que não desbota, pois emana do orgulho inabalável de ter vivido plenamente.

Texto: Renato Drummond Tapioca Neto
Fotografia: Ludovic Pierre Carème

10/06/2026

ایرانی حکومت نے شہید سپریم لیڈر سید علی خامنہ ای رح کے ذاتی اثاثوں کی تفصیلات جاری کر دیں
ایرانی حکومت نے سید علی خامنہ ای رحکی دولت کی فہرست کا اعلان کر دیا۔
ان کی ملکیت میں موجود تمام چیزیں صرف ایک چھوٹے پک اپ ٹرک تک محدود ہیں۔
کوئی جائیداد نہیں، کوئی بینک اکاؤنٹ نہیں، کوئی محلات نہیں، کوئی کمپنیاں نہیں، اور کوئی پوشیدہ فنڈز نہیں۔
انہوں نے ایران میں ایک رہنما کے طور پر 47 سال گزارے، جن میں وزیر دفاع کے طور پر، صدر جمہوریہ کے طور پر اور ایران کے سپریم لیڈر کے طور پر تقریباً 40 سال شامل ہیں۔ ایران جو کہ تیل، گیس اور صنعتوں سے مالا مال ملک ہے، اور وہ ریاست جس نے دنیا کے شدید ترین دباؤ کا مقابلہ کیا اور علاقائی منصوبوں کا ڈٹ کر سامنا کیا۔
وہ ایک ایسے مذہبی پیشوا تھے جن کی پیروی لاکھوں لوگ کرتے تھے، اور اربوں روپے کے مذہبی واجبات (خمس و زکوٰۃ) انہیں ادا کیے جاتے تھے۔
اس کے باوجود وہ اس دنیا سے رخصت ہوئے تو ان کے پاس پرانے گھریلو فرنیچر کے سوا کچھ نہ تھا، جو کہ امریکی اور صیہونی میزائلوں کی زد میں آ کر تباہ ہو گیا۔
ان کے دنیاوی اثاثوں کی اصل تفصیلات درج ذیل ہیں:
1. ایک پرانا چھوٹا پک اپ ٹرک (سوزوکی پک اپ)
2. پرانا گھریلو فرنیچر (جو میزائلوں سے تباہ ہو گیا)۔
3. رئیل اسٹیٹ یا جائیداد۔ صفر (کوئی)
4. فعال بینک اکاؤنٹ۔ صفر (کوئی)
5. محل یا ذاتی رہائش گاہ۔ صفر (کوئی)
6. کارپوریٹ شیئرز یا نجی کمپنیاں۔ صفر (کوئی)
7. پوشیدہ فنڈز یا بیرونی (آف شور) اکاؤنٹس۔ صفر (کوئی)
عظمت کی تعریف یوں ہی کی جاتی ہے: امریکی صدر ڈونلڈ ٹرمپ کی طرح خاندانی سلطنتیں کھڑی کر کے نہیں؛ ذاتی دولت کا انبار لگا کر نہیں؛ اور بہت سے عرب رہنماؤں کی طرح بیرون ملک اربوں روپے اسمگل کر کے نہیں۔
دہائیوں تک وہ اپنے موقف پر قائم رہے، انہوں نے کھل کر فلسطین، لبنان، اور خطے سمیت دنیا بھر کے مظلوم عوام کی حمایت کی۔
انہیں ایسے نادر مواقع اور پرکشش سودوں کی پیشکش کی گئی جو انہیں عرب دنیا کے کئی حکمرانوں سے زیادہ امیر بنا سکتے تھے، لیکن انہوں نے ان سب کو ٹھکرا دیا۔
انہیں روئے زمین کی سب سے طاقتور سپر پاور کی طرف سے دھمکیوں کا سامنا کرنا پڑا، لیکن انہوں نے کبھی اپنے اصولوں کو نہیں چھوڑا۔
شدید دباؤ، پابندیوں اور قتل کی مسلسل دھمکیوں کے باوجود، وہ دہائیوں تک انہی موقف پر قائم رہے جو انہوں نے اپنائے ہوئے تھے۔

04/06/2026
02/06/2026

Standing for means speaking clearly when humanity is under attack. The WHC condemnation is now on record with dignity and resolve.

We stand with this mission. isn’t a slogan — it’s a duty. The present generation has the responsibility. Onward.

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24/05/2026

O ano de 1822 não foi um rompimento com Portugal,mas sim com as desordens das classes políticas e maçônicas que tomaram conta das Côrtes de Lisboa através do liberalismo inglês que lá se instalou.Mas o selo de paz voltou em 1826 entre o Brasil emancipado e a Pátria gestora ; sob o reconhecimento da mesma e também da Santa Sé.Lembrem-se sempre do concelho paterno que D.João VI deu a seu filho -o Príncipe D.Pedro, dizendo: " Pedro, o futuro não está mais na velha Europa,mas sim aqui na América.O Brasil já está maduro,e quando chegar a hora ponhas tu a coroa sobre tua cabeça antes que outro aventureiro assim o faça. E foi exatamente sob as orientações de seu pai que D.Pedro I restaurou a portugalidade no Brasil independente e que continuava a manter suas tradições sob a mesma Religião Católica e o mesmo Regime Monárquico -selado pela mesma Dinastia de seu pai e sua avó D.Maria I.Essa é a verdadeira história,o resto é intriga ou boato.

24/05/2026

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Alvares
Coimbra

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