01/06/2026
𝗣𝗮𝗿𝘁𝗶𝗹𝗵𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮𝘀 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝘃𝗲𝗻çõ𝗲𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗩𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗗𝗮𝗻𝗶𝗲𝗹𝗮 𝗕𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗲 𝗔𝗻𝘁ó𝗻𝗶𝗼 𝗠𝗼𝗿𝗴𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝘂𝗻𝗶ã𝗼 𝗱𝗲 𝗰â𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝟮𝟵 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼.
✌𝗩𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿𝗮 𝗗𝗮𝗻𝗶𝗲𝗹𝗮 𝗕𝗲𝗻𝘁𝗼
Antes de entrar nos assuntos políticos, quero começar por referir uma situação que me deixou verdadeiramente surpreendida e que considero merecer um esclarecimento público.
No próprio dia da última reunião de câmara, ao final da tarde, já depois da reunião ter terminado e depois de ter estado presente na inauguração da feira do livro durante a tarde – recebi uma carta enviada pelo Município que muito me espantou.
Confesso que não consegui perceber em que moldes, com que fundamento e com que objetivo aquela carta foi dirigida à minha pessoa. Na sua redação existe uma mistura entre o meu papel enquanto funcionária e o exercício do meu mandato enquanto vereadora eleita.
Aliás o próprio assunto da carta refere “𝘦𝘹𝘦𝘳𝘤í𝘤𝘪𝘰 𝘥𝘦 𝘧𝘶𝘯çõ𝘦𝘴 𝘱ú𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢𝘴 𝘦 𝘥𝘦𝘷𝘦𝘳𝘦𝘴.”
Criando uma evidente confusão entre planos que deveriam estar claramente separados.
⚠ 𝗔𝗡𝗘𝗫𝗢𝗦 𝗡º 𝟯 𝗘 𝟰
(𝗣𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀, 𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮, 𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮).
Perante a gravidade da situação nessa mesma noite elaborei uma resposta formal, remetida logo na manhã seguinte por correio registado com aviso de recepção, exercendo o meu direito de esclarecimento e defesa.
⚠ 𝗔𝗡𝗘𝗫𝗢𝗦 𝗡º 𝟱, 𝟲 𝗘 𝟳
(𝗣𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀, 𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮, 𝗮 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗲𝗻𝘃𝗶𝗮𝗱𝗮 𝗮𝗼 𝗦𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗖â𝗺𝗮𝗿𝗮).
Ainda durante essa manhã, fui chamada ao gabinete da Senhora Chefe de Divisão, onde me foi transmitido que teria existido um lapso dos serviços e que eu comunico as ausências ao serviço com muita antecedência e que as próximas vezes devia comunicar ao Senhor Presidente por email.
Ora, na minha perspectiva, todo este processo – desde a forma escolhida, ao contexto, ao momento do envio – revela sinais que podem configurar uma situação de perseguição política e até de assédio institucional sobre a funcionária e vereadora em causa.
E é precisamente isso que considero mais grave, a tentativa de criar pressão ou condicionamento sobre quem exerce legitimamente funções politicas na oposição.
Perante toda esta situação, e considerando a forma, o contexto e o momento em que este processo foi conduzido, entendi remeter toda a documentação para as instâncias legais competentes, para averiguar se existe matéria passível de apreciação jurídica.
Não podia deixar de registar publicamente esta situação.
Dito isto, entrando agora nos assuntos políticos, gostaria de abordar uma situação que foi aqui referida na reunião de câmara, que está registado na ata nº9/2026 na reunião de 8/05/2026 na página 42 onde a senhora chefe de divisão afirmou o seguinte:
“𝘦 𝘴𝘦 𝘰𝘭𝘩𝘢𝘳𝘮𝘰𝘴 𝘢𝘰 𝘱𝘳𝘰𝘤𝘦𝘴𝘴𝘰, 𝘵𝘦𝘮 𝘢𝘪 𝘰 𝘱𝘳𝘰𝘤𝘦𝘴𝘴𝘰, 𝘦𝘭𝘦𝘴 𝘧𝘰𝘳𝘢𝘮 𝘱𝘰𝘴𝘪𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘯𝘢 𝘱𝘳𝘪𝘮𝘦𝘪𝘳𝘢 𝘱𝘰𝘴𝘪çã𝘰, 𝘮𝘢𝘴, 𝘥𝘦𝘱𝘰𝘪𝘴 𝘧𝘰𝘳𝘢𝘮 𝘳𝘦𝘱𝘰𝘴𝘪𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘥𝘰𝘴 𝘯𝘢 𝘴𝘦𝘨𝘶𝘯𝘥𝘢 𝘦 𝘰 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘨𝘳𝘢𝘷𝘦 𝘢𝘪𝘯𝘥𝘢 é 𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘦𝘮 𝘧𝘰𝘪 𝘱𝘶𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢𝘥𝘰 𝘦𝘮 𝘋𝘪á𝘳𝘪𝘰 𝘥𝘢 𝘙𝘦𝘱ú𝘣𝘭𝘪𝘤𝘢 𝘰 𝘴𝘦𝘨𝘶𝘯𝘥𝘰 𝘳𝘦𝘱𝘰𝘴𝘪𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰.”
Perante esta afirmação, procurei confirmar os factos através da consulta do diário da república e encontrei o aviso nº9482/2020 de 24 de Junho, onde efetivamente consta a publicação relativa ao reposicionamento em causa, que diz o seguinte:
(𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗽𝘂𝗯𝗶𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗼 𝗹𝗶𝗻𝗸 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗹𝗲𝗿 𝗼 𝗮𝘃𝗶𝘀𝗼).
👉https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso/9482-2020-136473294
⚠𝗢𝗨 𝗦𝗘𝗝𝗔, 𝗔𝗙𝗜𝗡𝗔𝗟, 𝗔 𝗣𝗨𝗕𝗟𝗜𝗖𝗔ÇÃ𝗢 𝗘𝗠 𝗗𝗜Á𝗥𝗜𝗢 𝗗𝗔 𝗥𝗘𝗣Ú𝗕𝗟𝗜𝗖𝗔 𝗘𝗫𝗜𝗦𝗧𝗜𝗨.⚠
Mas ainda, no decorrer dessa mesma pesquisa, deparei me com uma publicação datada de 10 de Fevereiro de 2026 com o despacho nº1690/2026, cujo conteúdo merece igualmente ser analisado e esclarecido.
(𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗽𝘂𝗯𝗶𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗼 𝗹𝗶𝗻𝗸 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗹𝗲𝗿 𝗼 𝗮𝘃𝗶𝘀𝗼).
👉https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/1690-2026-1043311987
𝗣𝗘𝗥𝗔𝗡𝗧𝗘 𝗧𝗨𝗗𝗢 𝗜𝗦𝗧𝗢 𝗦𝗢𝗨 𝗢𝗕𝗥𝗜𝗚𝗔𝗗𝗔 𝗔 𝗖𝗢𝗟𝗢𝗖𝗔𝗥 𝗨𝗠𝗔 𝗤𝗨𝗘𝗦𝗧Ã𝗢 𝗠𝗨𝗜𝗧𝗢 𝗖𝗟𝗔𝗥𝗔:
🤔𝗤𝗨𝗔𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗣𝗘𝗦𝗢𝗦 𝗘 𝗤𝗨𝗔𝗡𝗧𝗔𝗦 𝗠𝗘𝗗𝗜𝗗𝗔𝗦 𝗘𝗫𝗜𝗦𝗧𝗘𝗠, 𝗔𝗙𝗜𝗡𝗔𝗟, 𝗡𝗘𝗦𝗧𝗔 𝗖Â𝗠𝗔𝗥𝗔 𝗠𝗨𝗡𝗜𝗖𝗜𝗣𝗔𝗟? 𝗘𝗦𝗧𝗔𝗠𝗢𝗦 𝗣𝗘𝗥𝗔𝗡𝗧𝗘 𝗨𝗠𝗔 𝗦𝗜𝗧𝗨𝗔ÇÃ𝗢 𝗤𝗨𝗘, 𝗡𝗔 𝗘𝗦𝗦Ê𝗡𝗖𝗜𝗔, É 𝗘𝗫𝗔𝗧𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗜𝗚𝗨𝗔𝗟 À 𝗢𝗖𝗢𝗥𝗥𝗜𝗗𝗔 𝗘𝗠 𝟮𝟬𝟭𝟵. 𝗠𝗨𝗗𝗔𝗠 𝗔𝗣𝗘𝗡𝗔𝗦 𝗢𝗦 𝗡𝗢𝗠𝗘𝗦 𝗗𝗢𝗦 𝗙𝗨𝗡𝗖𝗜𝗢𝗡Á𝗥𝗜𝗢𝗦 𝗘 𝗢𝗦 𝗩𝗔𝗟𝗢𝗥𝗘𝗦 𝗥𝗘𝗠𝗨𝗡𝗘𝗥𝗔𝗧Ó𝗥𝗜𝗢𝗦, 𝗗𝗘𝗩𝗜𝗗𝗢 À𝗦 𝗔𝗧𝗨𝗔𝗟𝗜𝗭𝗔ÇÕ𝗘𝗦.
𝗩𝗲𝗿𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗳𝘂𝗻𝗰𝗶𝗼𝗻á𝗿𝗶𝗮 𝗳𝗼𝗶 𝗰𝗼𝗹𝗼𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗮 𝗻𝗮 𝟭ª 𝗽𝗼𝘀𝗶çã𝗼, 𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗳𝘂𝗻𝗰𝗶𝗼𝗻á𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗳𝗼𝗿𝗮𝗺 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝟮º 𝗽𝗼𝘀𝗶çã𝗼!!!
🤔𝗔𝗙𝗜𝗡𝗔𝗟 𝗤𝗨𝗘𝗠 𝗘𝗦𝗧Á 𝗔 𝗣𝗥𝗢𝗖𝗘𝗗𝗘𝗥 𝗠𝗔𝗟 𝗖𝗢𝗠 𝗢𝗦 𝗙𝗨𝗡𝗖𝗜𝗢𝗡Á𝗥𝗜𝗢𝗦????? 𝗣𝗢𝗥𝗤𝗨𝗘 𝗡Ã𝗢 𝗣𝗢𝗗𝗘 𝗛𝗔𝗩𝗘𝗥 𝗖𝗥𝗜𝗧É𝗥𝗜𝗢𝗦 𝗗𝗜𝗙𝗘𝗥𝗘𝗡𝗧𝗘𝗦 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗦𝗜𝗧𝗨𝗔ÇÕ𝗘𝗦 𝗜𝗗Ê𝗡𝗧𝗜𝗖𝗔𝗦.
Outra situação que ocorreu na última reunião de câmara que eu questionei o senhor Presidente sobre o ponto da situação do processo em tribunal sobre as gravações apagadas.
A resposta que o senhor presidente me deu, que está na página 24 e 25 diz o seguinte: “𝘰 𝘱𝘳𝘰𝘤𝘦𝘴𝘴𝘰 𝘥𝘦𝘤𝘰𝘳𝘳𝘦 𝘦𝘮 𝘵𝘳𝘪𝘣𝘶𝘯𝘢𝘭, 𝘢 𝘴𝘦𝘶 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰, 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘩𝘰𝘶𝘷𝘦𝘳 𝘥𝘦𝘴𝘧𝘦𝘤𝘩𝘰, 𝘭á 𝘴𝘦 𝘴𝘢𝘣𝘦𝘳á 𝘴𝘰𝘣𝘳𝘦 𝘰 𝘲𝘶𝘦 é 𝘦 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘯ã𝘰 é.”
𝗣𝗲𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮, 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗰𝗶𝘁𝗲𝗶 𝗮 𝗻𝗼𝘁𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮çã𝗼 𝗱𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 à 𝗮𝗻𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗖â𝗺𝗮𝗿𝗮, 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗖é𝘂 𝗤𝘂𝗶𝗻𝘁𝗮𝘀, 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘂𝗹𝘁𝗼𝘂 𝗼 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗼𝗿𝗶𝗴𝗶𝗻𝗮𝗹, 𝗶𝗻𝗰𝗹𝘂𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗲𝗻𝘃𝗲𝗹𝗼𝗽𝗲 𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲ú𝗱𝗼, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗻ã𝗼 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝗿𝗲𝗺 𝗱ú𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀.
⚠ 𝗔𝗡𝗘𝗫𝗢𝗦 𝗡º 𝟭, 𝗘 𝟮
(𝙀𝙈 𝙋𝙍𝙊𝙇 𝘿𝘼 𝙏𝙍𝘼𝙉𝙎𝙋𝘼𝙍Ê𝙉𝘾𝙄𝘼 𝙋𝙐𝘽𝙇𝙄𝘾𝘼𝙈𝙊𝙎 𝙊 𝙌𝙐𝙀 𝘿𝙀𝘾𝙄𝘿𝙄𝙐 𝙊 𝙏𝙍𝙄𝘽𝙐𝙉𝘼𝙇).
⚠𝗣𝗲𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗶𝘀𝘁𝗼, 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗼 𝗮𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗲 𝗮𝗼𝘀 𝗺𝘂𝗻í𝗰𝗶𝗽𝗲𝘀 𝗮 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗮𝘃𝗮𝗹𝗶𝗮𝗿𝗲𝗺 𝗽𝗼𝗿 𝘀𝗶 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗲𝘀𝘁á 𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗮 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗼𝗺𝗶𝘁𝗲 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮çã𝗼 𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮 𝗶𝗻𝗱𝘂𝘇𝗶𝗿 𝗲𝗺 𝗲𝗿𝗿𝗼. 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁á 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮 𝗻ã𝗼 𝘀ã𝗼 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗱𝗶𝘃𝗲𝗿𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗽𝗼𝗹í𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀, 𝗲𝘀𝘁á 𝗲𝗺 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗮 𝗮 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗮 𝗱𝗶𝘁𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮.
Por fim, gostaria ainda de deixar um último reparo, e dirigir uma questão à Senhora Vereadora Marisa, que esteve presente, tal como eu estive, no evento do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro, do Portugal Somos Nós.
Não sei se reparou que naquele espaço existe uma zona vedada aos alunos, devido ao perigo de queda do muro.
E estamos a falar de uma escola, de um espaço de recreio e até de aulas de Educação Física, utilizado diariamente por crianças e adolescentes, incluindo nos intervalos e nas horas de almoço.
Sabemos bem que as crianças nem sempre medem o perigo e até a questão de ser proibido pode ser mais apetecível.
Não considera que deveria existir uma intervenção urgente para prevenir possíveis acidentes e evitar males maiores?
Prevenir deve estar sempre acima de remediar.
Estar a espera de uma candidatura ou por futuros apoios para atuar, não me parece o mais correto.
E já que falamos daquela escola, aproveito também por referir o estado do portão da EB2/3, que necessita de reparação. Além da degradação, transmite uma imagem de abandono e vandalismo que não dignifica o espaço escolar.
Era importante que estas situações fossem resolvidas com a brevidade que merecem.
𝗩𝗲𝗿𝗲𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗔𝗻𝘁ó𝗻𝗶𝗼 𝗠𝗼𝗿𝗴𝗮𝗱𝗼
Gostaria de abordar um tema que considero cada vez mais importante para o nosso concelho e que muitas vezes apenas ganha destaque quando surge algum problema mais grave: a questão dos animais de companhia e dos animais errantes.
Quem conhece a realidade do nosso território sabe que este assunto existe e está presente em várias localidades do concelho.
Existem situações de abandono, nomeadamente cães e gatos que dão origem a ninhadas sem controlo, animais a circular livremente nas vias públicas e populações que, muitas vezes, acabam por tentar resolver estas situações pelos seus próprios meios.
Mas importa perceber que esta não é apenas uma questão relacionada com animais.
É também:
👉uma questão de saúde pública;
👉uma questão de segurança;
👉uma questão ambiental;
👉e uma questão de organização e responsabilidade municipal.
Hoje em dia existem instrumentos legais, programas de apoio e financiamento público destinados precisamente ao controlo e prevenção destas situações, permitindo apoiar campanhas de esterilização, identificação eletrónica, programas CED, e outras medidas de bem-estar animal, como a construção e reabilitação de Centros de Recolha animal, vulgarmente denominados de canis e gatis.
Além disso, o próprio Município já dispõe de apoio técnico nesta área, nomeadamente através de prestação de serviços de médico veterinário e de enfermeiro veterinário.
A veterinária que vem prestar serviços 1 vez por semana e um enfermeiro veterinário que se encontra a tempo inteiro como prestador de serviços e que apoia nos caminhos de São Tiago, no Gabinete de agricultura, na Proteção Civil e na universidade sénior, entre outras situações. E com isto não estou a criticar o multifuncionalismo do colaborador que é de louvar, mas acredito que não será fácil para ele conseguir fazer a gestão destas tarefas todas.
Assim, parece-me legítimo questionar:
👉Existe atualmente uma estratégia municipal definida para o controlo de animais errantes no concelho?
👉Quantos animais foram recolhidos ou acompanhados desde o início do mandato?
👉Foram realizadas campanhas de esterilização?
👉O Município apresentou candidaturas aos apoios financeiros disponíveis para esta área?
Também sei que o município dá apoio na questão da saúde animal, através do cheque veterinário.
Porque considero que este tema não deve ser tratado apenas de forma pontual ou reativa.
Num território de baixa densidade como o nosso, onde muitas vezes existem dificuldades económicas e envelhecimento populacional, estas situações tendem naturalmente a agravar-se se não existir prevenção e acompanhamento contínuo.
E aquilo que hoje pode parecer um problema menor, amanhã pode transformar-se numa questão de saúde pública, de segurança rodoviária ou até de imagem do próprio concelho.
Por isso, mais do que discutir casos isolados, penso que seria importante perceber qual é a visão do executivo para esta matéria e quais os objetivos concretos definidos para os próximos anos.
Porque um concelho organizado e moderno também se avalia pela forma como previne problemas, planeia respostas e protege aquilo que faz parte do espaço público e da comunidade.
Após isto também gostaria de dar os parabéns à Dra. Aldina Massa pelo lançamento do seu livro e com certeza teve o apoio do Município.
Também gostaria de questionar se já existe uma reposta ao requerimento verbal que efetuei na reunião de câmara de 8 de maio.
Também tinha mais umas considerações relativamente a algumas matérias. No entanto, como o Sr. Presidente não está, por uma questão de respeito não as irei fazer, pois não vou falar de alguém quando essa pessoa não se encontra.
Ainda sobre os assuntos do período antes da ordem do dia referi-me ao pedido efetuado pela Vereadora Daniela Bento para ausência do seu local de trabalho no dia 13 de maio dizendo que cada Município tem a sua forma de se organizar, contudo que não estava a entender o facto de lhe ser exigido que enviasse um e-mail ao Sr. Presidente do Município a comunicar a sua ausência, uma vez que o documento que preencheu nos Recursos Humanos do Município é dirigido ao Sr. Presidente, esto escrito no mesmo “𝘌𝘹.𝘮𝘰 𝘚𝘳. 𝘗𝘳𝘦𝘴𝘪𝘥𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘥𝘰 𝘔𝘶𝘯𝘪𝘤í𝘱𝘪𝘰 𝘥𝘦 𝘍𝘳𝘦𝘪𝘹𝘰 𝘥𝘦 𝘌𝘴𝘱𝘢𝘥𝘢 à 𝘊𝘪𝘯𝘵𝘢”.
Ainda relativamente aos animais errantes de pois de ouvir as explicações do Sr. Vice-Presidente, voltei frisar o facto de existirem bastantes animais abandonados no concelho, principalmente gatos, sendo de extrema necessidade aproveitar as candidaturas que vão abrir tanto para a aquisição de abrigos para animais, o que permite dar outras condições aos mesmos, a operacionalização do programa CED, que irá permitir a recolha de gatos quase em estado “selvagem”, esterilizá-los e devolvê-los novamente ao seu habitat natural permitindo que estes não se reproduzam o que leva ao controlo da população de gatos de rua.
Relativamente ao Centro de Recolha Oficial de Torre de Moncorvo, denominado por CRO de Torre de Moncorvo, e não me querendo alongar muito sobre o tema, uma vez que sou colaborador do Município, apenas afirmei que o mesmo foi uma candidatura isolada efetuada pelo Município de Torre de Moncorvo com vista a construção de um CRO Novo.
𝗣𝗥𝗢𝗣𝗢𝗦𝗧𝗔 – 𝗔𝗧𝗥𝗜𝗕𝗨𝗜ÇÃ𝗢 𝗗𝗘 𝗔𝗣𝗢𝗜𝗢 𝗙𝗜𝗡𝗔𝗡𝗖𝗘𝗜𝗥𝗢 À 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦Ã𝗢 𝗗𝗘 𝗙𝗘𝗦𝗧𝗔𝗦 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗭𝗢𝗨𝗖𝗢 – 𝗩𝗜𝗔𝗚𝗘𝗠 𝗔 𝗦𝗔𝗡𝗧𝗜𝗔𝗚𝗢 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗣𝗢𝗦𝗧𝗘𝗟𝗔 – 𝗗𝗜𝗦𝗖𝗨𝗦𝗦Ã𝗢 – 𝗩𝗢𝗧𝗔ÇÃ𝗢;
Relativamente ao ponto referente à atribuição de um apoio financeiro sob a forma de subsídio no valor de 400,00€ à Comissão de Festas de Mazouco, foram colocadas algumas questões relacionadas com o enquadramento administrativo e a formalização do processo.
Nomeadamente, foi questionado se tinha sido verificada a situação legal da própria comissão de festas, uma vez que este tipo de comissões, na maioria das situações, não dispõe de personalidade jurídica formalmente constituída.
A questão não teve como objetivo colocar em causa a iniciativa ou a importância das tradições locais, mas sim perceber de que forma o Município está a enquadrar administrativamente este tipo de apoios.
Além disso, referi também que, em anteriores processos semelhantes, os pedidos vinham normalmente acompanhados da respetiva requisição externa de despesa ou de outros elementos administrativos complementares, situação que neste caso concreto não se verificou.
E precisamente por considerar importante que exista rigor, uniformidade de procedimentos e segurança administrativa na atribuição de apoios públicos, os vereadores do PSD optaram pela abstenção neste ponto.
Uma abstenção que não representa oposição à iniciativa em si, mas antes uma posição de prudência relativamente ao enquadramento e formalização do apoio atribuído.
𝗣𝗥𝗢𝗣𝗢𝗦𝗧𝗔 – 𝗔𝗣𝗥𝗢𝗩𝗔ÇÃ𝗢 𝗗𝗔 𝗔𝗧𝗨𝗔𝗟𝗜𝗭𝗔ÇÃ𝗢 𝗗𝗔 𝗤𝗨𝗢𝗧𝗔 𝗔𝗡𝗨𝗔𝗟 𝗗𝗔 𝗗𝗢𝗨𝗥𝗢 𝗦𝗨𝗣𝗘𝗥𝗜𝗢𝗥 – 𝗔𝗦𝗦𝗢𝗖𝗜𝗔ÇÃ𝗢 𝗗𝗘 𝗗𝗘𝗦𝗘𝗡𝗩𝗢𝗟𝗩𝗜𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗢 𝗔𝗡𝗢 𝗗𝗘 𝟮𝟬𝟮𝟲 – 𝗗𝗜𝗦𝗖𝗨𝗦𝗦Ã𝗢 – 𝗩𝗢𝗧𝗔ÇÃ𝗢.
Relativamente ao ponto relacionado com a atualização da quota do Município para a Douro Superior – Associação de Desenvolvimento, foram colocadas algumas questões ao executivo, nomeadamente no sentido de perceber se algum membro do executivo municipal esteve presente na Assembleia da Associação onde foi aprovado o aumento da quota dos municípios de 500,00€ para 5.000,00€.
Fomos informados de que nenhum elemento do executivo esteve presente nessa Assembleia. Ainda assim, foi referido que o Município entendeu acompanhar a posição assumida pelos restantes municípios associados.
A questão colocada teve como principal objetivo perceber quais foram os fundamentos e explicações apresentados pela direção da Associação para uma subida tão significativa do valor da quota, uma vez que estamos a falar de um aumento bastante expressivo.
Os vereadores do PSD votaram favoravelmente a proposta apresentada. tendo efetuado uma declaração de voto onde procurámos deixar clara a nossa posição relativamente a esta matéria.
Reconhecemos a importância da Douro Superior – Associação de Desenvolvimento na coesão territorial e no desenvolvimento da região, nomeadamente através do apoio prestado aos investidores, na elaboração e acompanhamento de candidaturas, na dinamização de projetos, do trabalho desenvolvido na promoção do território e também na gestão de fundos comunitários direcionados especificamente para o apoio e desenvolvimento da nossa região.
Foi também referido que existem outros GAL’s no país com quotas significativamente superiores às agora aprovadas, pelo que, tendo em conta o trabalho desenvolvido pela Associação, o valor em causa poderá até ser considerado baixo face às competências, responsabilidades e trabalho que tem vindo a desenvolver.
Contudo, entendemos igualmente que este aumento da participação financeira dos municípios deve corresponder a um reforço da exigência por parte dos associados relativamente ao trabalho desenvolvido pela Associação.
E nesse sentido, acreditamos que a Douro Superior – Associação de Desenvolvimento saberá corresponder às expectativas e exigências dos municípios que a integram, continuando a desempenhar um papel importante no desenvolvimento do território.
𝗩𝗢𝗧𝗔ÇÕ𝗘𝗦:
🟢𝗔 𝗙𝗔𝗩𝗢𝗥:
👉António Júlio cordeiro frade – licenciamento para utilização de outras formas de fogo (artigos de pirotecnia).
👉Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Concelho de Freixo de Espada à Cinta – licenciamento para utilização de outras formas de fogo (artigos de pirotecnia).
👉Aprovação da atualização da quota anual da Douro Superior – Associação de Desenvolvimento para o ano de 2026.
⚪ 𝗔𝗕𝗦𝗧𝗘𝗡ÇÃ𝗢:
👉Atribuição de apoio financeiro à comissão de festas de Mazouco – viagem a Santiago de Compostela.