07/03/2024
Discurso do Jantar Comício da Aliança Democráticas em Oeiras
Senhor Presidente CN PPM João Travasso
Senhor Vice Presidente do CDS Paulo Núncio
Senhor Presidente da Distrital de Lisboa do PSD Ângelo Pereira
Senhor Presidente da Distrital de Lisboa do CDS Nuno Trindade Gusmão
Senhor Presidente PPM Oeiras Rui Ferreira
Senhor presidente PSD Oeiras André Cunha
Senhor Presidente CDS Oeiras João Gouveia
Cumprimento o Presidente JSD Distrital e Concelhio Eric Habilo e Francisco Herdeiro e ao Presidente JP Distrital e Concelhio António Saldanha e António Saramago
A Camila da juventude da AD
Ao Bruno Ventura diretor de campanha do Distrito de Lisboa, Obrigado pela tua disponibilidade, trabalho e dedicação.
Caros Companheiros e amigos,
É para mim um privilégio estar aqui, como vice-presidente do Partido Popular Monárquico. Olho para esta sala, cheia de caras familiares, e recordo quase 15 anos de batalhas que temos travado, lado a lado, por Oeiras e por Portugal.
9 anos de desgoverno socialista, de geringonças de esquerda, de querer o poder a qualquer custo, de engordar a máquina do estado. Anos de estagnação, de inércia política.
Eça de Queirós dizia numa crónica que escreveu:
“Entre nós tem-se visto governos que parecem absurdamente apostados em errar, errar de propósito, errar sempre, errar em tudo, errar por frio sistema. Há períodos em que um erro mais ou um erro menos realmente pouco conta.”
É este o estado a que chegámos. Este será o nosso futuro, se a 10 de Março, a mudança não acontecer. Alguém que claramente falhou como ministro de um governo, que falhou aos portugueses, não pode liderar o país.
E deixem-me dizer-vos que esta não tem sido uma campanha fácil. Anos de subsídios à comunicação social têm como contrapartida a oposição mediática que temos sentido. Desde a primeira hora, a AD tem enfrentado críticas, tentativas de ridicularização, desvalorização, ataques pessoais e até banhos de tinta.
O PPM e seus militantes têm sido injustamente retratados como antiquados, presos a tradições obsoletas, figuras anedóticas. Muitos questionam o porquê de aqui estarmos. Quero recordar que o PPM, desde a sua fundação em 1974, tem sido uma força ativa na defesa da liberdade, contribuindo significativamente para a democracia em Portugal.
Quando Francisco Sá Carneiro impulsionou a criação da Aliança Democrática com Diogo de Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Telles, reconheceu o papel vital que o PPM desempenhou na luta pela democracia. Foi com a AD, e nomeadamente através da ação ministerial de Gonçalo Ribeiro Telles, que foi criada a Rede Agrícola Nacional, a Rede Ecológica Nacional e o Plano de Desenvolvimento Municipal.
Ao longo dos anos, o PPM sempre disse presente aos reptos do PSD e CDS. E hoje, aqui estamos a reafirmar esse compromisso com os valores democráticos e humanistas. Somos um partido municipalista, isto significa que acreditamos na ação local, em estar no terreno, em falar com as pessoas.
Como sabem o novo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades dos Açores, Paulo Estevão, que tem sido o exemplo do que significa ser monárquico, democrático e defensor da causa pública.
A Região Autónoma dos Açores é a prova de que é possível mudar. É possível derrotar o socialismo e implementar um governo de futuro.
Os açorianos reconheceram o nosso esforço e dedicação ao desenvolvimento regional.
O Secretário Regional do Mar e Pescas, Humberto São João, colocou os Açores no centro da Economia Azul, atraindo empresas e conhecimento, que irão permitir a digitalização do mar e a fixação de jovens. A aposta crescente na formação dos marítimos irá permitir o desenvolvimento do sector das pescas, de forma sustentável. A criação de um cluster do mar será vital para o desenvolvimento económico, não só daquela região mas de todo o país.
O PPM tem sido um dos principais impulsionadores da ampliação da plataforma continental dos Açores, que fará com que o nosso país desfrute de recursos que se encontram no solo e subsolos marinhos, essenciais para o crescimento económico e para o nosso posicionamento geoestratégico.
É esta experiência, a nossa visão, que damos como contributo à Aliança Democrática, ao nosso programa eleitoral e ao futuro governo do país.
Nas últimas semanas tenho percorrido com Ângelo Pereira as ruas do distrito em campanha com a AD, abdicando de tempo com a família, da minha vida pessoal, como aliás muitos dos que se encontram aqui hoje.
Porque o fazemos?
Posso dar-vos a minha razão. Ou melhor, 3 razões. Tenho 3 filhas e recuso-me a baixar os braços. O que será que lhes vai restar depois deste não-futuro em que vivemos? Os nossos jovens estão a perder a esperança e deixem-me dizer-vos que a esperança é difícil de morrer. O que os leva a sair do país, a deixarem os pais, os amigos, a vida que sempre conheceram? O nosso país deixou de ser promessa.
Quero que as minhas filhas tenham condições de vida dignas, que possam estudar, trabalhar, que possam ter sonhos mas sobretudo que os consigam realizar.
Portugal é cada vez mais um país envelhecido, que enfrenta um desafio demográfico, fruto da ausência de políticas de incentivo e apoio à natalidade. E esta é uma questão estratégica para o nosso futuro.
Somos hoje um país infeliz, com baixos salários, uma economia frágil, um sistema nacional de saúde em ruptura. Professores, médicos, enfermeiros, polícias em manifestações, e greves constantes. Este é o retrato de um país que não é para jovens, nem para velhos.
Temos até dia 10 de Março para inverter este rumo. Cada um de nós tem a responsabilidade de falar com amigos, familiares, vizinhos.
Mostrar que Portugal precisa de uma alternativa baseada em valores humanistas e no respeito pela liberdade, sem compromissos que ameacem o nosso modelo democrático.
Portugal necessita de uma mudança segura. O único voto que importa é na AD. Somos a única alternativa ao caos.
Não vamos baixar os braços. Queremos melhor, merecemos melhor.
Viva a Aliança Democrática!
Viva Portugal!