Portugal Inovação Social

Portugal Inovação Social Portugal Inovação Social é uma iniciativa pública que tem por objetivo promover a inovação e o empreendedorismo social.

Gere instrumentos de financiamento destinados a apoiar projetos que constituam soluções inovadoras para problemas sociais.

HISTÓRIAS DE IMPACTO | E SE O PROBLEMA NÃO FOSSE A MATEMÁTICA?E se o problema de uma criança com a Matemática não fosse ...
25/08/2026

HISTÓRIAS DE IMPACTO | E SE O PROBLEMA NÃO FOSSE A MATEMÁTICA?

E se o problema de uma criança com a Matemática não fosse aquilo que ela consegue aprender, mas a forma como lhe estamos a ensinar?

Numa sala de aula, três crianças estão diante de um computador. Conversam, fazem contas, tomam decisões. Têm de comprar, produzir, vender e gerir recursos. Erram. Tentam novamente. E continuam. Quase sem darem por isso, estão a aprender Matemática.

É esta uma das propostas do PROSPER, um projeto de inovação social que procura tornar a aprendizagem da Matemática mais inclusiva, motivadora e autónoma, particularmente junto de crianças e adolescentes provenientes de contextos de maior vulnerabilidade.

Através de uma plataforma gamificada, os alunos trabalham em pequenas equipas e são desafiados a aplicar conhecimentos matemáticos a situações concretas, cruzando-os também com competências de literacia financeira e sustentabilidade. Aqui, aprender não significa apenas encontrar a resposta certa: significa experimentar, discutir, decidir, errar e tentar novamente.

E os primeiros resultados merecem atenção:
No ano letivo 2025/26, mais de 500 alunos, distribuídos por 25 turmas, participaram na fase de desenvolvimento do projeto. Entre os professores envolvidos no user-testing, 100% identificaram um aumento da motivação dos alunos para aprender, 79% uma melhoria do ambiente em sala de aula e 57% uma melhoria do desempenho em Matemática.

Mas talvez uma das melhores definições deste projeto esteja numa pequena mensagem que surge no próprio jogo quando uma resposta não está correta: “Desta vez não tiveram sucesso. Não desistam!”

Porque aprender também é descobrir que errar não significa não ser capaz. Significa que ainda estamos a aprender.

Projeto apoiado pelo Norte 2030; Centro 2030; Lisboa 2030; Alentejo 2030; Algarve 2030

Os investidores sociais: Fundação LIGA, Fundação "la Caixa", ARC, Área Metropolitana de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, Casa Mendes Gonçalves, Município de Olhão e Sonae Sierra Portugal

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA: HELENA ANTÓNIA: quando dar uma segunda vida às coisas ajuda a dar um novo lugar às pesso...
19/08/2026

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA: HELENA ANTÓNIA: quando dar uma segunda vida às coisas ajuda a dar um novo lugar às pessoas

Há coisas que parecem ter chegado ao fim da sua utilidade: um tecido esquecido, uma peça de roupa que já ninguém veste ou um retalho guardado numa gaveta.
E, às vezes, também fazemos isso às pessoas. Sobretudo quando envelhecem.
Helena Antónia aprendeu cedo que quase tudo pode ser transformado. É filha de uma costureira e cresceu entre tecidos, máquinas de costura e roupa feita e refeita em casa. Muito antes de palavras como upcycling, slow fashion ou economia circular fazerem parte do nosso vocabulário, já ela vivia num lugar onde deitar fora raramente era a primeira opção.

Formada em Direito, depois de cerca de 15 anos no setor dos seguros, uma pós-graduação em Empreendedorismo e Inovação Social haveria de mudar-lhe o percurso. Foi aí que descobriu o conceito de “negócio social” e percebeu que era possível criar uma atividade económica pensada, desde a origem, para responder a um problema social.

Nasceu assim a Vintage for a Cause. E o negócio, afinal, nunca foi apenas sobre roupa. É sobre pessoas!

Através da reutilização têxtil e de metodologias de capacitação e participação, a iniciativa procura combater o isolamento social, particularmente entre mulheres, criando relações, propósito, aprendizagem e oportunidades para que continuem a participar ativamente nas suas comunidades. Ao mesmo tempo, aquilo que poderia tornar-se desperdício têxtil ganha uma segunda vida. Porque a circularidade também pode ser social.

E há histórias que explicam o impacto melhor do que qualquer definição. Como a de Rosinha, que dizia ter menos dez anos do que realmente tinha. A razão faz pensar: se algum dia se esquecesse de alguma coisa, não queria ouvir que era “porque era velha”. Ou a de Felicidade e Conceição, que se conheceram no projeto, tornaram-se amigas inseparáveis e acabaram por criar o seu próprio projeto de upcycling. Outros grupos de mulheres continuaram juntos e criaram os seus próprios projetos.

Talvez seja esse um dos indicadores mais bonitos de impacto: quando um projeto deixa de precisar de estar presente para aquilo que começou a continuar a acontecer.

O percurso não foi sempre fácil. A pandemia interrompeu precisamente aquilo de que este trabalho mais precisa (proximidade, relações e comunidade) e houve períodos em que vendas, contratação e financiamento demoraram muito mais do que o esperado. Helena continuou porque já tinha visto a solução produzir mudanças reais na vida das pessoas. E, como diz, quando isso acontece, desistir deixa de ser uma decisão apenas nossa.

Mas esta empreendedora também faz questão de desmontar uma ideia importante sobre inovação social: boa vontade, por si só, não chega. É preciso metodologia. Avaliação. Medição. Experimentação. Capacidade para perceber o que funciona e humildade para alterar aquilo que não funciona.

E é precisamente daí que nasce uma das frases que melhor resume esta conversa: “Não se cria impacto para as pessoas. Cria-se com as pessoas.”
Hoje, Helena continua a defender uma visão onde políticas sociais e ambientais conversem mais entre si, onde se aposte mais na prevenção e onde o mercado reconheça não apenas o valor económico das soluções, mas também o valor social e ambiental que permanece nas pessoas e nos territórios.

Quando lhe pedimos que completasse a frase “Transformar a vida dos outros para melhor é…”, respondeu: “…criar condições para que cada pessoa reconheça o seu próprio valor, tenha voz e encontre espaço para o pôr em prática.”
Talvez seja mesmo disso que esta história trata: de tecidos que não precisam de ser lixo; de mulheres que não podem tornar-se invisíveis; de conhecimento que não tem prazo de validade e de, uma sociedade capaz de perceber que há muito valor por mobilizar nas pessoas, nos recursos e naquilo que conseguimos construir em conjunto.

Porque, às vezes, transformar começa simplesmente por olhar para aquilo — e para quem — que já existe e perguntar: O que podemos fazer de novo com todo este potencial?

Projeto apoiado pela Portugal Inovação Social no NORTE 2030

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA | SÓNIA FERNANDES — A MULHER COM A CABEÇA NAS NUVENS E OS PÉS BEM ASSENTES NA TERRAHá que...
16/08/2026

À CONVERSA COM A EMPREENDEDORA | SÓNIA FERNANDES — A MULHER COM A CABEÇA NAS NUVENS E OS PÉS BEM ASSENTES NA TERRA

Há quem olhe para o voluntariado e veja pessoas que ajudam outras pessoas. Sónia Fernandes foi mais longe: percebeu que quem precisa de apoio também pode ter muito para dar.

E talvez seja precisamente aí que comece uma das formas mais interessantes de inclusão: quando deixamos de olhar para alguém apenas pelas suas vulnerabilidades e começamos a reconhecer as suas capacidades, talentos e vontade de participar.

É esta convicção que encontramos na Pista Mágica, organização que tem vindo a desenvolver e aplicar a Metodologia de Voluntariado Apoiado (MVA), utilizando o voluntariado como instrumento de inclusão social e desenvolvimento pessoal. A metodologia aposta num apoio personalizado e na capacitação de pessoas tradicionalmente afastadas das oportunidades de voluntariado, promovendo autoestima, empoderamento, participação e novas redes comunitárias.
A nossa convidada é Antropóloga, mestre em Ação Humanitária, Cooperação e Desenvolvimento, mãe de dois adolescentes e empreendedora social, apresenta-se de uma forma que talvez diga mais sobre si do que qualquer currículo:
“Sou uma mulher com a cabeça nas nuvens (que idealiza um mundo melhor) e os pés bem assentes na terra (que transforma esses sonhos em respostas sociais).”E ainda bem que há pessoas assim!

A decisão de se tornar empreendedora social nasceu perto dos 30 anos, numa improvável aula de Economia, no âmbito de uma Pós Graduação. Uma reflexão sobre escolhas e renúncias ficou-lhe na cabeça. Sónia percebeu que precisava de decidir não apenas o que arriscaria ao avançar, mas sobretudo ao que estaria a renunciar se não o fizesse. Escolheu avançar!

Hoje, essa escolha traduz-se numa missão muito clara: tornar o voluntariado acessível a todas as pessoas e utilizá-lo, junto de quem se encontra em situação de vulnerabilidade, como ferramenta de inclusão. Porque quem contribui para o bem-estar da comunidade pode, simultaneamente, estar a reconstruir o seu próprio bem-estar. Nas palavras de Sónia: “A grande magia do voluntariado é essa!”

Essa visão está presente em projetos como o Geração V: Faz-te ao Voluntariado!, dirigido a jovens entre os 10 e os 24 anos; o VOL’MIG, dedicado à inclusão de pessoas imigrantes através do envolvimento cívico; e a Oficina de Voluntariado, que aprofunda a aplicação da MVA junto de públicos em situação de vulnerabilidade. O Geração V, apoiado no âmbito da Portugal Inovação Social, prevê envolver 250 jovens da Região Norte.

Mas talvez sejam as histórias individuais que melhor expliquem o impacto. Sónia recorda um voluntário sénior que, depois de uma doença grave e de uma cirurgia, ficou acamado, perdeu massa muscular e, sobretudo, perdeu o prazer de viver. Através de um projeto assente na Metodologia de Voluntariado Apoiado, começou gradualmente a regressar ao voluntariado, numa área que o apaixonava: os cavalos. A doença permaneceu. Mas alguma coisa mudou. Ele voltou a ter uma razão para se levantar. Talvez seja por isso que, quando perguntámos a Sónia o que mais aprendeu neste caminho, não falou primeiro de modelos, metodologias ou indicadores. Falou de humildade, resiliência e confiança. Humildade para estar no terreno e escutar as pessoas. Resiliência para continuar quando mudar realidades se torna difícil. E relações de confiança, porque, para Sónia, são elas a maior riqueza de uma organização social.

Pedimos-lhe ainda que completasse uma frase: “Transformar a vida dos outros para melhor é…” Sónia respondeu: “…dar-lhes propósito através do exercício da empatia.”
Talvez a verdadeira pista mágica seja mesmo essa. Não fazer pelas pessoas aquilo que elas podem fazer. Criar condições para que descubram tudo aquilo que podem fazer, por si, pelos outros e pela comunidade.
📍 Pista Mágica | Região Norte
Projetos apoiados no âmbito da Portugal Inovação Social | NORTE 2030

HISTÓRIAS DE IMPACTO | QUANDO UM CAFÉ SERVE com todos e com tudoO que acontece a um jovem com dificuldades intelectuais ...
14/08/2026

HISTÓRIAS DE IMPACTO | QUANDO UM CAFÉ SERVE com todos e com tudo

O que acontece a um jovem com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento quando termina a escolaridade obrigatória?

-Terminar a escola deveria significar, começar uma nova etapa. Mas, para muitos destes jovens e para as suas famílias, nem sempre existem oportunidades suficientes de formação, autonomia e entrada no mercado de trabalho.

Foi sobre essa passagem para a vida adulta que a Portugal Inovação Social realizou uma visita de acompanhamento ao Café Joyeux Portugal, em Cascais, no âmbito do projeto Asas com Vida, promovido pela Associação VilacomVida.

O projeto desenvolve o modelo de intervenção da associação vilacomvida, que prevê o acompanhamento de jovens adultos com deficiência. Modelo esse de intervenção que acompanha jovens adultos desde o final da escolaridade obrigatória até à empregabilidade, promovendo competências pessoais, sociais, profissionais e criando oportunidades reais de integração no mercado de trabalho.
O modelo faz-se em 3 etapas: começa pela capacitação em contexto de café, trabalhando funções como barista (Bar), caixa, serviço de mesa ou apoio à cozinha; passa pela participação em eventos, catering e congressos; e procura chegar à integração em empresas, em contexto real de trabalho.

Porque inclusão não é apenas estar presente: É participar. É aprender. É trabalhar. É conquistar autonomia, durante o tempo necessário de cada percurso. É sentir que se tem um lugar.

E é também avaliar se a transformação está efetivamente a acontecer. Para avaliar a evolução ao nível da funcionalidade e da qualidade de vida, são utilizados instrumentos (escalas) aferidos para a população portuguesa com DID. A avaliação num momento inicial e final da intervenção, permite com rigor, compreender a evolução e/ou áreas de fragilidade em que é necessário reforçar o apoio.

No Café Joyeux, essa inclusão torna-se também visível nos gestos simples, com a chegada de cada cliente: um guarda sol a abrir-se para a merecida sombra; um tabuleiro seguro nas mãos, com um sorriso rasgado,; um pedido levado à mesa, um café preparado e decorado; um cliente atendido; um elogio, uma tarefa cumprida.
Gestos aparentemente banais num café. Mas que podem representar passos enormes na construção da autonomia, da confiança e de um projeto de vida, tanto para quem dá como para quem recebe.

A Associação VilacomVida emprega atualmente, nos cafés Joyeux em Lisboa, 28 pessoas com dificuldades intelectuais, do desenvolvimento e outras perturbações.

A visita permitiu ainda conhecer um desafio que merece reflexão: a procura destas oportunidades é superior à capacidade de resposta existente. Há mais jovens e famílias à procura deste caminho do que aqueles que, neste momento, é possível acolher.

Na parede do Café Joyeux pode ler-se: “Cozinhado e servido com o coração.” Depois desta visita, talvez possamos acrescentar: Formado com competência, acompanhado com método e servido com dignidade.

Porque dar asas não é fazer o caminho por alguém. É criar condições para que cada pessoa possa descobrir até onde consegue voar.

Nota final: na Região Norte, no Porto, também existe um café Jôyeux, que tem o privilégio de beneficiar 8 pessoas.

📍 Projeto Asas com Vida | Associação VilacomVida
📍 Região de Lisboa | Lisboa 2030 e Região Norte; NORTE 2030, com os investidores sociais, Fundação Ageas e Fundação Émeraude Solidaire; Sonae Sintra e Fundação "la Caixa"

À CONVERSA COM… A EMPREENDEDORA, PATRÍCIA PINTOA CIENTISTA QUE QUER ENTREGAR CIÊNCIA A QUEM TEM MENOS OPORTUNIDADESHá co...
11/08/2026

À CONVERSA COM… A EMPREENDEDORA, PATRÍCIA PINTO

A CIENTISTA QUE QUER ENTREGAR CIÊNCIA A QUEM TEM MENOS OPORTUNIDADES

Há conhecimento que transforma quando é descoberto. Mas há também conhecimento que só consegue transformar quando alguém decide fazê-lo chegar mais longe.

Patrícia Pinto é investigadora, professora universitária na Universidade do Algarve UAlg e empreendedora social. .... Licenciada em Engenharia Biotecnológica e doutorada em Biologia Celular, ensina Biologia, Biotecnologia e Genómica na Universidade do Algarve e faz investigação no Centro de Ciencias do Mar.

Mas foi fora dos laboratórios que começou a nascer uma inquietação, que não parou mais. Depois de vários anos a desenvolver atividades de divulgação científica nas escolas, Patrícia foi conhecendo melhor as dificuldades existentes no acesso ao ensino experimental em diferentes territórios do concelho de Loulé. O sonho inicial era levar ciência ao interior. O projeto acabou por fazê-la chegar também a comunidades urbanas e do litoral. Assim nasceu o Ciência Entrega-se, projeto de inovação social promovido pelo CCMAR.

O nome dificilmente poderia ser mais certeiro. Aqui, entrega-se ciência, literalmente. A equipa vai às escolas e leva atividades práticas de ciência e tecnologia, aproximando a experimentação de crianças e jovens de quatro agrupamentos TEIP de Loulé (programa público em Portugal voltado para agrupamentos de escolas em zonas vulneráveis). O objetivo é aumentar a motivação e o sucesso escolar nas áreas CTEM (Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática), estimular o prosseguimento dos estudos e contribuir para que o lugar onde uma criança nasce ou cresce não determine as oportunidades que terá para aprender.

Mas talvez sejam os próprios alunos quem melhor consegue explicar o impacto. Patrícia recorda um jovem que, depois de participar nas atividades, lhe disse que, agora que sabia aquelas coisas todas, já se sentia capaz de votar. Outro, depois de aprender sobre poluição marinha, não percebeu por que razão deveriam ficar parados em vez de irem ajudar a limpar o ambiente. Duas frases simples. Duas boas lições.

Porque aprender ciência não é apenas aprender conteúdos. É aprender a questionar, compreender o mundo, tomar decisões e descobrir que também podemos agir sobre aquilo que nos rodeia. E há outra aprendizagem importante neste percurso: não existem fórmulas universais quando trabalhamos com pessoas. Patrícia e a sua equipa perceberam que as escolas são diferentes, as turmas são diferentes e os alunos também. Por isso, é necessário desafiar continuamente metodologias e adaptar respostas para conseguir chegar a cada um.
Talvez por ser cientista, Patrícia não abdique também do rigor. Mesmo quando é necessário traduzir e simplificar conceitos para os mais novos, a equipa trabalha a partir de artigos científicos, manuais escolares e fontes seguras de organismos nacionais e internacionais, articulando as atividades com as Aprendizagens Essenciais e os programas escolares.

Quando lhe pedimos para completar a frase “Transformar a vida dos outros para melhor é…”, respondeu: “A nossa motivação é uma grande realização.”
E, quando olha para o futuro, não pede impossíveis. Pede continuidade, estabilidade para a equipa, tempo e a manutenção da forte colaboração construída com professores, escolas e alunos.

Porque ainda há, acredita, demasiado pouco espaço para a experimentação científica e tecnológica nas escolas. E porque aprender fazendo, pode ser precisamente aquilo que desperta num aluno a curiosidade que ainda não sabia que tinha.

E talvez o futuro comece precisamente assim: quando uma criança deixa de olhar para a ciência como algo que pertence aos outros e descobre que também pode ser sua.

📍 Ciência Entrega-se | Centro de Ciências do Mar do Algarve – CCMAR
📍 Loulé | Região do Algarve2030

HISTÓRIAS DE IMPACTO | QUANDO FAZER SORRIR TAMBÉM É SAÚDENum hospital, há cuidados que tratam o corpo. E há outros, igua...
10/08/2026

HISTÓRIAS DE IMPACTO | QUANDO FAZER SORRIR TAMBÉM É SAÚDE

Num hospital, há cuidados que tratam o corpo. E há outros, igualmente importantes, que cuidam da pessoa que existe para além da doença.

Uma música. Uma gargalhada inesperada. Uma conversa. Um olhar demorado. Um momento capaz de interromper, ainda que por instantes, a ansiedade, a solidão ou a rotina de um internamento.

Foi esse outro lado do cuidar que a Portugal Inovação Social foi conhecer na ULS Santa Maria, em Lisboa, acompanhando de perto o trabalho da Palhaços d'Opital.

Criada em 2013, esta associação foi pioneira na Europa ao direcionar a intervenção artística dos palhaços profissionais em contexto hospitalar para a população adulta, com particular atenção às pessoas mais velhas. Através do humor, da música, dos afetos e de artistas profissionais com formação específica para a intervenção hospitalar, faz intervenções artísticas, procura promover o bem-estar emocional e contribuir para uma experiência de internamento mais humana. Mas por detrás de cada intervenção estão semanas e meses de trabalho e preparação das mesmas. A Palhaços d´Opital trabalha exclusivamente com artistas com formação em teatro, clown ou música, que levam cerca de 3 meses de formação para integrar a equipa, equipa essa que, todos os anos, faz 250 horas de formação.
No Hospital de Santa Maria, esta história começou em 2024, quando a unidade se tornou o primeiro hospital de Lisboa a estabelecer um protocolo com a Palhaços d'Opital. A intervenção nasceu integrada na estratégia de humanização dos cuidados da ULS Santa Maria e dirige-se não apenas aos doentes, mas também às famílias, cuidadores e profissionais de saúde.

Hoje, este caminho integra também o crescimento do projeto Sorrisos para a Vida, apoiado pelo Lisboa 2030 no âmbito da Portugal Inovação Social. Fernando Morgado, Secretário Técnico da CCDR Lisboa, esteve presente, em representação do Lisboa 2030. Na região de Lisboa, a intervenção prevê alcançar, ao longo de 36 meses, milhares de adultos e seniores em situação de vulnerabilidade.
E aqui o impacto não é deixado apenas à perceção de quem observa.

A intervenção da Palhaços d'Opital incorpora uma preocupação crescente com a avaliação de impacto, procurando medir alterações no estado anímico e no bem-estar das pessoas acompanhadas.

Ao longo da visita, Isabel Rosado, cofundadora e Coordenadora Executiva da Palhaços d'Opital, conduziu-nos por este projeto com a clareza de quem conhece profundamente a intervenção, mas também com a convicção de quem continua a acreditar que o humor, a alegria, os afetos e a arte têm lugar na humanização dos cuidados de saúde.

E o dia reservou-nos ainda um encontro especial. Fomos recebidos pelo Presidente do Conselho de Administração da ULS Santa Maria, Dr. Carlos Martins, que destacou a importância dos projetos sociais desenvolvidos no hospital e valorizou particularmente o trabalho da Palhaços d'Opital.

Numa conversa marcada por afabilidade e por uma visão muito clara sobre a humanização da saúde, foi partilhada a importância que atribui à divulgação destas boas práticas e à abertura do hospital a projetos e investidores sociais. Esta visão não é apenas circunstancial: a própria ULS Santa Maria tem vindo a assumir publicamente que a inovação em saúde não acontece exclusivamente através de novas terapêuticas ou tecnologias, mas também através da humanização dos espaços e dos cuidados, em colaboração com a sociedade civil.

E, às vezes, essa transformação começa com algo aparentemente tão pequeno como um nariz de palhaço, um ukulele e alguém disposto a entrar num quarto e perguntar:
“Podemos entrar?”

📍 Sorrisos para a Vida | Palhaços d'Opital
📍 Hospital de Santa Maria | Lisboa
📍 Projeto apoiado pelo Lisboa 2030, no âmbito da Portugal Inovação Social.

07/08/2026

E se o bem-estar animal fosse também uma oportunidade de inovação e rendimento?

No nosso Hackathon, a empreendedora Marlise Germer trouxe um pitch que nos fez pensar:
“Apostar no Bem-Estar Animal para Aumentar Qualidade e Rendimento”

Este é um dos projetos que está agora a evoluir no processo de incubação da I3S BSE.

Próximo passo?
Dia 7 de maio, em Figueira de Castelo Rodrigo, vamos ter o nosso Laboratório de Capacitação e Incubação.

💡 Tens uma ideia? Queres desenvolver um projeto?
👉 Inscreve-te aqui: https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-laboratorio-itinerante-de-ativacao-e-incubacao-i3s-bse-7-maio-1987687388486?fbclid=IwY2xjawRYZrJleHRuA2FlbQIxMABicmlkETF6UVZKTFl6UGZjamZOT2tMc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHoRPCUHVLAZwVzESU-O_wBkbJrGBBfijdGzPNlhtMxfL2Kj6Yhf2VXAsWPL-_aem_ZmFrZWR1bW15MTZieXRlcw
Junta-te a nós e transforma ideias em impacto real.


̧ãosocial

✨ Um novo capítulo para a inovação social e para o futuro do Algarve.A ANJE Algarve realizou, no passado dia 28 de maio,...
07/08/2026

✨ Um novo capítulo para a inovação social e para o futuro do Algarve.

A ANJE Algarve realizou, no passado dia 28 de maio, na Biblioteca Municipal de Tavira Álvaro de Campos, o evento de Kick-Off dos projetos Academia de Novos Líderes e Algarve Up! Social, duas iniciativas que reforçam o compromisso com a capacitação de talento, o empreendedorismo e o desenvolvimento da região.

Este momento reuniu parceiros, entidades e agentes de mudança em torno de um objetivo comum: criar mais oportunidades, fortalecer comunidades e construir respostas com impacto no território.

Contámos com as intervenções da Presidente da Câmara Municipal de Tavira, de Francisco Fragoso, em representação do Portugal Inovação Social, de Patrícia, da CCDR Algarve, de Nuno Prata, da Aliados, e de André Magalhães, Diretor Nacional da ANJE.

Agradecemos a todos os que estiveram presentes e que fazem parte deste caminho. O futuro constrói-se em rede, e este é apenas o início. 💛

Endereço

Lisbon
1399-022

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