14/08/2026
“Uma Mulher Plena num Mundo de Homens” nasceu de um processo lento, profundo e, por vezes, desconfortável. Não nasceu de uma urgência exterior, mas de uma escuta interior.
Durante muito tempo senti confusão. Havia expectativa para que escrevesse, mas eu não avancei. Porque percebi que escrever sem verdade não é criação. É ruído.
Foi preciso tempo. Silêncio. E uma espécie de travessia interior que reconheço como um “deserto criativo”, onde tudo parecia suspenso, mas onde, aos poucos, fui reencontrando sentido.
Nesse percurso, fui percebendo algo essencial: talvez a minha missão fosse escrever sobre o significado de ser mulher; uma mulher consciente e plena; num mundo ainda profundamente estruturado por uma matriz patriarcal.