04/06/2026
Caros maiatos,
Na Assembleia Municipal de 29 de maio, dedicada ao Estado do Município, reafirmamos uma ideia essencial: o desenvolvimento da Maia não pode ser medido apenas por eficácia governativa.
Voltamos a assistir, por parte do Executivo e da maioria, a um monólogo obliquo, torcido sobre a dinâmica do Concelho que afirma a primazia de uma Maia que evolui… mas que ignora sistemática e teimosamente uma outra Maia que vai f**ando para trás
Reconhecemos os progressos alcançados na mobilidade, na qualif**ação urbana, nos espaços verdes e na atratividade económica. Mas há uma realidade que continua a ser ignorada: muitos maiatos enfrentam dificuldades no acesso à habitação, à igualdade de oportunidades e a condições de vida dignas.
Orwell afirmou que “alguns são mais iguais do que outros” —alertando para os riscos de uma sociedade que proclama igualdade, mas, de facto, aprofunda assimetrias no acesso ao essencial. Afinal a excelência f**a muito restrita, apenas para alguns.
Uma sociedade que exclui não pode ser uma sociedade de excelência.
Alertamos para o risco de uma governação centrada apenas no rigor financeiro, na afirmação persistente de um superavit financeiro. O equilíbrio financeiro é importante, mas não pode servir de justif**ação para adiar investimentos essenciais na qualidade de vida das pessoas, e sobretudo de quem mais precisa.
Continuaremos a apresentar propostas concretas para uma Maia mais justa, mais inclusiva e com oportunidades para todos, e mais ainda se continuarmos a ser confrontados com o silêncio da maioria.
Queremos uma Maia desenvolvida, moderna e de excelência. Mas também uma Maia socialmente justa, inclusiva e solidária.
Não desistiremos de quem f**a para trás.
Viva a Maia.