11/01/2026
Na passada quarta-feira, dia 7 de janeiro de 2026, decorreu no Auditório Municipal a discussão pública da 2ª revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), ou, para sermos honestos, a apresentação deste documento.
PDM é o principal instrumento de planeamento territorial de um município. Define as regras de ocupação, uso e transformação do solo, estabelecendo onde é possível construir, que áreas devem ser protegidas e que tipo de atividades podem ser desenvolvidas em cada zona do concelho. Trata-se, por isso, de um documento de enorme impacto na vida dos cidadãos.
O MOVE Mirandela não pode deixar de estar presente e revelar as suas preocupações com o conteúdo desta 2ª revisão do PDM. A exclusão de 158 hectares de espaço urbano representa um travão ao crescimento do concelho, uma desvalorização patrimonial de inúmeras parcelas e uma visão redutora do futuro do concelho. Com estas opções, é legítimo afirmar que, daqui a 10 anos, o concelho estará exatamente na mesma, sem capacidade real de construção, sem atratividade para novos investimentos e sem resposta às necessidades da população.
Acresce ainda a dificuldade no acesso e na leitura da informação disponibilizada sobre a 2ª revisão, tornando quase impossível uma participação pública esclarecida. Um documento que define o futuro do território mirandelense deve quebrar barreiras entre os munícipes e os documentos técnicos, através de uma apresentação clara e acessível. Sendo acompanhado por documentos explicativos que permitam compreender, de forma simples, como e onde consultar.
Mirandela merece um PDM que promova o desenvolvimento, a valorização do território e a participação efetiva dos cidadãos, não um plano que limita, empobrece e bloqueia o futuro do concelho.