31/08/2026
Nos últimos dias, temos assistido a uma série de vídeos do PS sobre a deposição de resíduos e monos na via pública, tentando passar a ideia de que a Câmara Municipal não consegue fazer a recolha nem fiscalizar e que um Ecocentro construído à porta das pessoas ou até uma rede de Ecocentros, resolveria, por magia, o problema da deposição ilegal de resíduos.
Mas será mesmo assim? Na nossa opinião, NÃO.
Podemos construir os Ecocentros que quisermos e investir os recursos que entendermos, mas, se não houver uma verdadeira mudança de comportamentos, o problema continuará.
O autor dos vídeos sabe bem em que estado deixou o SMAS, depois de 12 anos de governação apoiado pelo PS e pela CDU, e sabe também que os meios humanos e materiais são limitados.
Entretanto, as Juntas de Freguesia assumiram a competência da recolha de monos, mas existe um problema de fundo que não se resolve apenas com a transferência de competências, dinheiro ou novos equipamentos.
Durante 12 anos, a inação e o afastamento entre o executivo e a população contribuíram para criar um sentimento de impunidade, passando a ideia de que deixar resíduos e monos na via pública não teria consequências.
Agora é preciso fazer diferente, reeducar, sensibilizar, fiscalizar e responsabilizar.
Os munícipes têm de perceber que o espaço público é de todos e que manter Sintra limpa também depende da responsabilidade de cada um.
É precisamente nesta matéria que o CHEGA Sintra pauta o seu trabalho, sensibilizar e informar os munícipes, lutar para que os recursos sejam cada vez mais adequados às necessidades e acompanhar a execução das tarefas adjudicadas no âmbito das nossas freguesias.
Não basta apontar o dedo. É preciso apresentar soluções, acompanhar o trabalho e exigir resultados.
Dizer o óbvio não é populismo, populismo é branquear responsabilidades conforme convém, como tenta fazer o PS.
E oposição não é fazer “bota-abaixo”, é fiscalizar, questionar e, sobretudo, propor formas de fazer melhor e de utilizar de forma mais eficiente os mesmos recursos.
Podem gastar milhões em equipamentos e construir uma rede inteira de Ecocentros, mas, se não conseguirmos mudar comportamentos, estaremos apenas a esconder o problema, não a resolvê-lo.
Sintra precisa de meios, sim.
Mas precisa, sobretudo, de regras, fiscalização, responsabilização e civismo.
Porque um Ecocentro pode ser uma solução para encaminhar corretamente os resíduos, mas nunca será uma solução para a falta de civismo.
É esta a missão do CHEGA Sintra.
É esta a nossa missão.