28/07/2026
Leitorado no Senegal
CELEBRAÇÕES DOS 30 ANOS DA CPLP
Intercâmbio Literário: 30 anos de história, identidade e futuro
Vozes da Literatura, com Olinda Beja
AMANHÃ!!! | 10h
Amanhã, dia 29 de julho, às 10h, vamos receber a escritora Olinda Beja no programa "Vozes da Literatura", integrado no Intercâmbio Literário: 30 anos de história, identidade e futuro.
Olinda Beja junta-se a nós nas celebrações dos 30 anos da CPLP.
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OLINDA BEJA (Maria Olinda Beja Martins Assunção) é uma escritora, poetisa, contadora de histórias e professora são-tomense, nascida em Guadalupe, São Tomé e Príncipe, em 1946. Ainda criança, mudou-se para Portugal, experiência que marcou profundamente a sua obra literária, centrada nas questões da identidade, da memória, da diáspora e do diálogo entre a África e a Europa.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português-Francês) pela Universidade do Porto, possui formação complementar em Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Estudos Franceses Modernos e na arte dos griots. Exerceu funções como professora durante cerca de 40 anos, em Portugal e na Suíça.
Olinda Beja iniciou a sua carreira literária em 1992 com a publicação de Bô Tendê?, livro de poemas editado pela Câmara Municipal de Aveiro. Seguiram-se Leve, Leve (1993), também publicado pela Câmara Municipal de Aveiro, e o romance 15 Dias de Regresso (1994), posteriormente reeditado pela Pé-de-Página Editores em 2007. Em 1996 publicou No País do Tchiloli, igualmente com o apoio da Câmara Municipal de Aveiro.
Em 1999 lançou o romance A Pedra de Villa Nova, pela Palimage Editores, e em 2000 publicou Pingos de Chuva, obra de prosa poética editada pela mesma editora. Em 2001 surgiu Quebra-Mar, livro de poemas. Em 2002 publicou Pé-de-Perfume, coletânea de contos distinguida com uma Bolsa de Criação Literária. Em 2003 editou A Ilha de Izunari, conto publicado pelo Instituto Camões e pela Universidade de Milwaukee, nos Estados Unidos. No ano seguinte lançou Água Crioula, através da Pé-de-Página Editores e do Instituto Camões.
Em 2009 a Editora Escrituras, de São Paulo, publicou Aromas de Cajamanga, antologia poética que reuniu vários dos seus livros. Em 2011 surgiram O Cruzeiro do Sul, edição bilingue português-espanhol da Pontevedra Editores, A Casa do Pastor, livro de contos, e Histórias da Gravana, publicado pela Escrituras e finalista do Prémio Portugal Telecom, atual Prémio Oceanos.
A sua produção para a infância e juventude inclui Um Grão de Café (2013), Tomé Bombom (2016), Simão Balalão (2018), Bom Dia Mamã-Flor (2021), Histórias da Avó Flindó (2024), distinguido com o selo da UNICEF, O Natal da Marianita (2024) e Mikoló, A Nossa Estrela (2025).
Entre as obras poéticas mais recentes destacam-se À Sombra do Oká (2014), vencedora do Prémio Literário Francisco José Tenreiro; Kilêlê – A Dança Sagrada do Falcão (2021), publicada pela Rosa de Porcelana Editora; e Entre o Mar e o Deserto (2024), editada na Grécia pela Bakxikon. Na narrativa breve publicou ainda Chá do Príncipe (2017) e Chão de Canela (2022).
Em 2013 recebeu o Prémio Literário Francisco José Tenreiro, a mais alta distinção literária de São Tomé e Príncipe, pela obra À Sombra do Oká. As suas obras encontram-se traduzidas para diversas línguas, incluindo inglês, francês, espanhol, árabe, japonês, alemão, chinês e grego, sendo estudadas em universidades de vários países.
Membro da União Nacional dos Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe (UNEAS) desde 1992, tem desenvolvido uma intensa atividade cultural internacional através de conferências, recitais de poesia, encontros literários e ações de promoção da língua portuguesa e da cultura lusófona em vários continentes.
Reconhecida como uma das principais embaixadoras da cultura são-tomense, Olinda Beja continua a dividir o seu tempo entre Portugal e São Tomé e Príncipe, promovendo a literatura, a interculturalidade e a valorização das raízes africanas através da sua escrita e intervenção cultural.
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