31/08/2026
O RH de raiz era, acima de tudo, um RH próximo das pessoas. Conhecia os colaboradores, ouvia as suas preocupações, acompanhava as suas dificuldades e procurava compreender o que realmente viviam dentro da organização. Hoje, o RH tornou-se mais estratégico, apoiado por dados, indicadores, tecnologia e processos. Essa evolução é necessária, mas não podemos permitir que a procura por resultados faça o RH perder o contacto humano.
Afinal, nem tudo o que um colaborador sente aparece numa estatística.
Olha tenho como visão, que o melhor RH é aquele que consegue juntar os dois lados. Precisamos dos dados para medir, analisar e tomar melhores decisões, mas precisamos igualmente da proximidade para compreender o que os números não conseguem explicar.
Por isso, defendo que um RH com 60% da essência do RH de raiz e 40% das ferramentas do RH actual: mais escuta, presença, confiança e acompanhamento, sem abandonar a tecnologia, os indicadores e a estratégia. O dado deve apoiar a decisão, não substituir a conversa.
A verdadeira evolução do RH não está em deixar o passado para trás, mas em levar os seus melhores valores para o futuro. Antes de olhar para um colaborador como um indicador de desempenho, devemos lembrar que estamos diante de uma pessoa, com expectativas, dificuldades, sentimentos e sonhos. Um RH verdadeiramente estratégico não é aquele que apenas conhece os números da organização, mas sim aquele que conhece as pessoas por trás desses números.
E talvez seja este o momento de perguntarmos: na busca por um RH mais moderno, será que estamos a deixar para trás aquilo que nos tornava verdadeiramente humanos?