22/08/2026
COLÓQUIO “LUANDA E O ATLÂNTICO NEGRO” REFLETE SOBRE MEMÓRIA E HERANÇAS DA ESCRAVIDÃO
A Comissão Nacional de Angola para a UNESCO (CNU-Angola) e a Associação Kusanguluka promoveram, esta sexta-feira, 21 de agosto, no Instituto Guimarães Rosa, o colóquio “Luanda e o Atlântico Negro: Memórias, Figuras e Heranças da Escravidão”.
O encontro reuniu investigadores, historiadores, artistas e estudantes para debater o papel de Luanda nas rotas do Atlântico Negro e as marcas deixadas pela escravidão na cultura, na identidade e na memória colectiva angolana.
Ao colocar em diálogo memórias, figuras e heranças, a iniciativa buscou resgatar narrativas silenciadas e reforçar a importância da preservação do património histórico como base para a construção de uma cidadania crítica e consciente.
Na sua intervenção, o Secretário Permanente da CNU-Angola, Alexandre Costa, destacou que recordar essa história é fundamental para compreender uma tragédia que marcou profundamente África, a Europa, as Américas e as Caraíbas. “É igualmente essencial para honrar as vítimas, reconhecer as resistências e preservar os lugares e patrimónios associados a esse período”, afirmou.
O responsável sublinhou que essa perspetiva foi reforçada pela Declaração e Programa de Acção de Durban, de 2001, e pela resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 25 de março de 2026, que reconheceu o tráfico de africanos escravizados e a escravização de africanos como “o mais grave crime contra a humanidade”.
A actividade, alusiva ao 23 de agosto, Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, insere-se nas ações da CNU-Angola para a promoção do diálogo intercultural e da valorização da história de Angola no contexto das conexões atlânticas.