MOB Poetry

MOB Poetry Mostra o que vales e não das a cara... torno-me sabio quando dou-te o pouco que sei.

As listras eram visíveis, estreitos caminhos terríveis, os pulos e berros alertam quem passa, as crianças dançam e canta...
18/10/2025

As listras eram visíveis, estreitos caminhos terríveis, os pulos e berros alertam quem passa, as crianças dançam e cantam, de forma característica, é perceptível quando a inocência vigora.

- Eu sou de cá, a muito que tenho este caminho, são os passos de meu pai que trilharam este caminho.

Sou dono das correntes que sopram este vento, os rios sabem o meu nome, as árvores conhecem o meu peso. A muito tempo que o tempo tem me visto por essas bandas, e o acaso não mora aqui.

Tudo tem explicação, as razões são todas chamadas pelos nomes, por vezes estranhas, mas para os velhos são coisas sabidas, os mais velhos são mesmo mais velhos.

Os costumes, os hábitos são as riquezas dos nossos antepassados, e herdar cada item destes, conhecimentos, dons, cabeças e bungingangas é dizer pai podes ir, eu consigo caminhar o resto do caminho.

As listras não eram listras, o verde e o castanho dos campos, eram as listras no olho da visita, a certeza do incerto, sem saber que o acaso tomou as suas terras e cá vive e vem cavando covas a muito tempo, num silêncio de mudos....

Há, ali um morto morrido, há pólvora espalhada, o estrondo ecoa pelos ares, a fuga dos pássaros, um antílope apressado e a culpa do culpado. O que aconteceu? Isso foi onde? As perguntas também se espalharam.

As falas terminaram, os olhos olharam e a boca gritou, as dores de não conseguir explicar... as explicações ficaram nas intervenções, só eu vi, só ele sabe porque foi ali, o antílope não fala, os pássaros só sabem assobiar... Ninguém falou o que ele dizia, as palavras eram só dele, e para piorar ele estava quieto.

Essa quietude esconde as verdades. É neto do Soba, é pessoa de verdade na ombala, é filho de quem perdeu, e a mãe já deixou morrer vários, este é o único

Tinha algumas, mas este era o único. Há julgamento, há culpado mesmo que o julgamento termine e te iliba, és culpado!

A revolta, a tristeza, a raiva... Também a culpa, não há culpa mas há culpa... Se eu não..., se... Se... Não há culpa. Só há culpa quando se quer encontrar um culpado.

As pressas lhe disseram para ir, a polícia não sabe como lhe proteger, não sabe como lhe dizer que não és..., mas também caças porquê, e aqui?

Afinal és culpado, os papéis, as informações, quem lhe permitiu? És de onde quais as cores pintam a tua pátria?

Afinal és culpado porque não sabes tomar decisões... Já foste julgado, aqui já não há necessidade e nem precisas, vamos te guardar ainda aqui até um dia precisarmos de ti ou queiramos ouvir a tua voz.

Lá já se foram 20 anos, hoje são 17 se outubro de 2025 e ainda estou por cá a espera que me encontrem. Quiçá um dia os animais falem e contem que pulou como criança fazendo um silêncio de espreitar

Obs: Se houver coincidência, lembra que Deus faz de propósito para mostrar que ela sabe das coisas e tenta nos avisar

19/11/2020

Encontrado no Google com origem em esquerda.net

O objetivo se corrompeu, as masmorras todas distorcidas, a liberdade mental encarcerada numa tela guardada nos dedos ou ...
14/10/2020

O objetivo se corrompeu, as masmorras todas distorcidas, a liberdade mental encarcerada numa tela guardada nos dedos ou de mesa, a dependência pior que a droga inalada, hoje é licita e comercial comercial o quarto não me serve, serve apenas para estacionar quando a viajem guiada pela pela estiver concluída.
Não culpam doenças pre-fabricadas, não culpam os outros mais uma vez, está é opção nossa e os pássaros e outros irracionais andam por ali a g***r da pouca liberdade que lhes damos até voltarmos a nos sentir donos deles

24/08/2020

A razão da-se a mercê de quem fez para a ter, os olhos de ver veem quem pôs fé no horizonte a vida está distribuída aos montes mesmo que te ponhas na cabeça que não tens por merecer
Os montes, e vales, dunas e estepes ou ainda campinas e chanas, o que for existe a todo o querer existe para todo olhar, existe para aliviar e apaziguar com seu cheiro ou espalhar a sua essência de vida ou ainda existe para a vida dar e alguém coabitar
A poeira amarela, a poça lamacenta, o visgo, o horrendo e que for, trás o equilíbrio já mais imaginado e a vida é o fruto da virtude por eles

Estou inebriado mais do que nunca, nem o céu nem a terra apreciou tal renúncia tal andar cambaleado, de rosto amarrado, ...
22/08/2020

Estou inebriado mais do que nunca, nem o céu nem a terra apreciou tal renúncia tal andar cambaleado, de rosto amarrado, de dizeres balbuciados, as salivas jogadas ao alento ou no ouvido presente. Os meus dentes abastecidos de sangue, misto com prazer adquirido do canibalismo, quiçá me tornei num cão sarnento, me tornei no povo cheio de horizonte equívoco e inbriagado e este é o fruto do passado que me foi oferecido

22/08/2020

A um cego que vê na sua imaginação, outro cego vê o que a ignorância lhe permite e ainda a um outro que cego vê sem olhos de olhar. Não limita os seus limites
Flocki Ud

A cabeça do angolano é uma maternidade e um cemitério de pensamentos... By: Gangsta
20/08/2020

A cabeça do angolano é uma maternidade e um cemitério de pensamentos...
By: Gangsta

Como que os olhos estivessem vendados como um morto em pleno jazigo, como um nu despido do ser vergonhadoOs meus passos ...
18/08/2020

Como que os olhos estivessem vendados como um morto em pleno jazigo, como um nu despido do ser vergonhado
Os meus passos vão do cérebro ao chão, do ritmo da canção ao bombeado da interpretação
Sem salão, com a vida e muita imaginação com vaga compaixão e longa imaginação, danço os passos com ou sem compasso
O ritmo é imaginário a plateia num plenário, eu no púlpito dos olhares, centro de mim mesmo até o último suspiro

05/08/2020

A nostalgia bateu logo cedo a porta, trouxe consigo todas, boas e outras simples lembranças, levou -me para casa de forma vigorosa trouxe de volta de forma cambaledada, abastecido de tristeza

Tive desedesejo de nalguns sítios ficar, queria a aproveitar e gracejar apenas, me deliciar e não aceitar chorar ou parar de choramingar, pois como é passado já não iria mudar e nem me alcançar

Levou-me para todas artérias do Lubango, cheias de poeira e vivências, todas que já estive com bola, com a corrida certa de fugir ou ainda a graça certa de rir, ruas que guardam conversas de fingir não dizer

Posso cá ficar? Podia sim, não me convinha como já dissera... podia viver naquele passado onde não tinha noção do que tem se passado, não me interessara governo, partido, fome, estupro, indiferença crença ou descrença

Aquela cidade bonita na minha tenra idade, como algumas grandes cidades agarrada a vaidade, plena e rubra no carnaval com algum vendaval não interessa, não importara

Nas corridas eufóricas e na gula menina de explorar a piscina da Senhora das Montanhas , como gostaria de ficar lá e não saber pensar, quando nenhum sinal me podia despertar, algumas vezes devemos ser cegos para não ver o quão fundo é tão fundo o poço

05/08/2020

A voz evoca a esperança as crenças pro a resistência, o marinheiro rouco e sem noção de ritmo estoura a garganta a sua voz canta canção de esperança

A madrugada estouira-se com a tempestade, a noite e morosa mas do que a eternidade, o frio fez-se vento, o chorar cinzento do céu fez lamúrias das almas idas

O amanhã cada vez mais incerto, e a voz do marinheiro insistente ecoa a todo o ouvido convence até o mais fingido, lá vai um outro e outro e agora somos nós

- eu vou contra a minha paixão, eu vou navegar até o meu coração na maré alta posta pela calema, seguir a voz do mar em meu coração, eu vou até ao fim e sentir a minha esperança firme, oh oh oh...

E a terra vem firme, vem confiante e olhos alegres enchem o rosto molhado e exposto ao tempo ao seu belo gosto, a esperança não é apenas esperança é certeza, como aurora esperada.

No conto do marinheiro tem amor e desejo de voltar para o seu amor, oh oh oh

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