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24/09/2018

Otimizada agora mesmo
https://m.todabiologia.com/doencas/esquistossomose.htm
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Esquistossomose
Saiba mais sobre esta doença, sintomas, vermes e parasitas causadores, ciclo evolutivo da doença, tratamento e cura

Parasita Shistosoma: causador da doença



O que é

A esquistossomose, também conhecida como bilharzíase, é uma doença provocada por parasitas humanos, os trematódeos, do gênero Schistosoma.

Causadores da doença

Existem três tipos de vermes: Schistosoma haematobium, que causa a esquistossomose vesical, existente na África, Austrália, Ásia e Sul da Europa; o Schistosoma japonicum (provoca a doença de katayama) encontrado na China, Japão, Filipinas e Formosa e, ainda, o Schistosoma Mansoni, responsável pela causa da esquistossomose intestinal; este último é encontrado na América Central, Índia, Antilhas e Brasil.



Ciclo evolutivo

O ciclo evolutivo deste parasita passa por duas fases: 1ª) desenvolvimento da larva após esta penetrar em alguns tipos de moluscos que vivem em lugares úmidos; 2ª) ocorre em seguida ao abandono desses hospedeiros, que, livres podem penetrar no homem através da pele. A penetração ocorre em lugares úmidos, como, por exemplo, córregos, lagoas, riachos, etc.

Quando este parasita começa a habitar no interior do hospedeiro definitivo, ele pode se fixar no fígado, na vesícula, no intestino ou bexiga do homem, causando, desta forma, vários problemas nos órgãos.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da esquistossomose são: diarréia, febres, cólicas, dores de cabeça, náuseas, tonturas, sonolência, emagrecimento, endurecimento e o aumento de volume do fígado e hemorragias que causam vômitos e fezes escurecidos. Ao surgir estes sintomas, o indivíduo precisa procurar imediatamente um atendimento médico para que todos os procedimentos necessários sejam tomados. Assim como em qualquer outro problema de saúde, a auto-medicação não deve ser adotada pelo doente.

As crianças são as mais atingidas por este parasita, pois elas são mais vulneráveis por brincarem em locais úmidos sem saber que lá podem estar estes parasitas a espera de um hospedeiro. Já os adultos comunmente se protegem com o uso de botas de borracha.

Combate

O combate a esta doença passa necessariamente por medidas de saneamento básico. Águas e sistemas de esgoto devem ter sempre as águas tratadas. Os caramujos, hospedeiros intermediários do parasita, devem ser eliminados. Ao entrar em águas paradas ou sujas, deve haver uma proteção nos pés com botas de borracha.

IMPORTANTE: as informações contidas nesta página servem apenas como fonte para pesquisas e trabalhos escolares. Portanto, não devem ser utilizadas para fins de orientação médica. Para tanto, procure um médico para receber orientações e o devido tratamento.
Temas relacionados


Parasitas
Parasitas Humanos
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Parasitoses
Bibliografia Indicada


- Esquistossomose Mansônica
Autor: Cordeiro, Fernando T. M.
Editora: UFPE
Temas: Medicina, Saúde

- Schistosoma Mansoni
Autor: Carvalho, Omar dos Santos e outros
Editora: Fiocruz
Temas: Medicina, Saúde


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24/09/2018

Schistosoma mansoni

É o parasita responsável por causar esquistosomíase mansônica. Aqui no Brasil, essa doença também é conhecida como: xistossomose, xistosa, doença dos caramujos ou barriga d'água.

Morfologia dos vermes adultos:

Apresenta dismorfismo sexual
-Macho: possui cerca de 1cm; tem cor esbranquiçada; apresenta o corpo dividido em duas porções: anterior, na qual encontra-se a ventosa oral e a ventosa ventral (acetábulo), e a posterior, onde encontra-se o canal ginecóforo.

-Fêmea: É maior que o macho, chegando a ter 1,5cm. Tem a cor mais escura, pois contém em seu tubo digestivo um pigmento derivado da digestão do sangue. Também possui na porção anterior a ventosa oral e o acetábulo.

Imagem 1. Casal de Schistosoma mansoni, mostrando a
fêmea alojada no canal ginecóforo do macho (lâmina do LMF).
Praça e Morais 2016

Morfologia dos Ovos:

Possui cerca de 150 μm. Tem um formato oval, com o polo anterior mais delgado e o polo posterior mais volumoso com um espículo voltado para trás.
O que caracteriza que o ovo está maduro é a presença do miracídio dentro dele, o qual pode ser visível pela transparência do ovo.

Imagem 2. Ovo Schistosoma mansoni. Rey, 2008

Morfologia do Miracídio:

Possui um formato cilíndrico, medindo cerca de 180 μm.
Quando abandonam os ovos, os miracídios começam a nadar de forma ativamente, descrevendo movimentos circulares.
Observações sugerem que Biomphalaria e outros gêneros de moluscos liberam substâncias que são capazes de estimular a atividade do miracídio, desenvolvendo uma ação quimiocinética inespecífica.

Morfologia da Cercária:

Apresentam um comprimento total de 500μm.
Possuem uma cauda bifurcada que serve para se movimentar no meio aquático.
Na água, as cercárias têm a tendência de se acumular sobre a superfície líquida. Estímulos luminosos ou de contato estimulam a atividade natatória.

Imagem 3. Cercárias (Lâmina do LMF). Praça e Morais, 2016

Ciclo Biológico

Este verme desenvolve sua fase adulta na luz dos vasos sanguíneos do homem, principalmente as vênulas do plexo hemorroidário superior e as ramificações mais finas das veias mesentéricas, particularmente da mesentérica inferior. Nesses locais, a fêmea põe seus ovos.
Os ovos chegam a luz intestinal e são liberados com as fezes. Aqueles que chegam em tempo útil a algum local com água doce, eclodem e liberam o miracídio, os quais nadam em círculos até encontrar um molusco do gênero Biomphalaria.
Os miracídios geram esporocistos e depois cercárias.
As cercárias são liberadas na água e penetram ativamente a pele do hospedeiro.
Depois da penetração, as cercárias perdem a cauda e se transformam em esquistossômulos. Estes ganham a circulação e vão ao coração, em seguida, ao pulmão e depois ao fígado.
No sistema porta intra-hepático, os esquistossômulos se alimentam de sangue até atingirem a fase adulta.
Os vermes adultos acasalam-se e migram para a parede das vênulas do intestino.

Imagem 4. Ciclo de vida do Schistosoma mansoni

Referências:
NEVES, David Pereira et al. Parasitologia humana. 11. ed. São Paulo: Atheneu, 2004.
REY, Luis. Parasitologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,

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Mbanza Kongo

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