08/08/2026
📍COMUNICADO: 𝐒𝐎𝐁𝐑𝐄 𝐀 𝐁𝐑𝐔𝐓𝐀𝐋 𝐑𝐄𝐏𝐑𝐄𝐒𝐒𝐀̃𝐎 𝐏𝐎𝐋𝐈𝐂𝐈𝐀𝐋 𝐍𝐎 𝐔𝐈́𝐆𝐄📌
O Bloco Democrático (BD) repudia de forma veemente a brutal repressão dos militantes da JURA, braço juvenil da UNITA, no Uíge que já fez cerca de dezenas de feridos graves, vitimas de tiros de balas reais, de bastonadas e de gaz lacrimogêneo e estabeleceu um estado de sítio não declarado impedindo a mobilidade do povo do uige e a livre actividade comercial.
A JURA havia programado, no âmbito do seu 3.º Acampamento Nacional, um acto central de homenagem ao seu patrono, Jonas Malheiro Savimbi, que tinha como principal orador o Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior. No entanto, nada foi permitido pela URP que barrou todas as ruas que davam para o local do comício programado e devidamente comunicado ao Governo local e amplamente publicitado pelos órgãos de comunicação social, inclusive, públicos.
As autoridades locais e a Polícia Nacional já haviam tomado disposições, nos dias anteriores, para impedir a recepção de Adalberto Costa Júnior ao chegar à cidade do Uíge, pelos militantes da UNITA e da JURA. Antes, militantes da JMPLA foram ao acampamento da JURA, no Municipio do Negage, num acto de provocação e tentativa de dispersão dos acampados.
O Bloco Democrático continua a acompanhar esses nefastos acontecimentos com grande preocupação, porque violam os fundamentos do estado de direito, e manifesta a sua solidariedade para com os jovens da JURA e para com os dirigentes da UNITA, incluindo entidades da Assembleia Nacional, que estão no terreno, confrontados com essa brutal repressão e grave violação dos seus direitos fundamentais de cidadania.
O Bloco Democrático considera que o Executivo, vinculado à prática de Partido-Estado, é responsável por esta situação, sendo a Polícia Nacional apenas o braço armado. O Chefe do Executivo tem que assumir as suas responsabilidades e instar os seus auxiliares (Governador Provincial do Uige, Ministro do Interior e Comandante Geral da Polícia Nacional) a pôr fim imediato e definito a este tipo de situação.
O Bloco Democráttico exige que o Executivo se explique imediatamente perante a opinião pública nacional. Angola aproxima-se de um novo ciclo eleitoral. É precisamente neste período que as instituições do Estado devem demonstrar maior imparcialidade, responsabilidade e respeito pelas liberdades fundamentais. Qualquer percepção de utilização partidária das forças de segurança constitui uma ameaça à confiança dos cidadãos nas instituições e ao próprio processo democrático.
O Bloco Democrático reafirma que o exercicio politico plural não é crime, a oposição não pode ser considerada uma ameaça à segurança nacional e a actividade partidária não pode ser tratada como acto subversivo. O país precisa de instituições que protejam o exercício da cidadania, e não de instituições utilizadas para limitar esse exercício, por força da sua partidarização.
𝐎 𝐁𝐋𝐎𝐂𝐎 𝐃𝐄𝐌𝐎𝐂𝐑𝐀́𝐓𝐈𝐂𝐎 𝐑𝐄𝐏𝐔𝐃𝐈𝐀 𝐀 𝐈𝐍𝐓𝐎𝐋𝐄𝐑𝐀̂𝐍𝐂𝐈𝐀 𝐏𝐎𝐋𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐄 𝐀 𝐑𝐄𝐏𝐑𝐄𝐒𝐒𝐀̃𝐎.
Os factos evidenciam que a democracia alardeada não passa de um circo político, pois, a Democracia não corta cabeças, como pretende fazer a Polícia Nacional no Uige, enquanto braço armado do partido da situação. A Democracia, pelo contrário, conta cabeças! Todos nós importamos.
Os factos indiciam uma tentativa do poder criar instabilidade no país visando impedir que as eleições de 2027 tenham lugar e criar um quadro de intervenção militar que impeça que o voto determine a constituição de verdadeiras instituições democráticas que viablizem o progresso e o desenvolvimento de Angola.
Por isto, a Comissão Política Permanente do Bloco Democrático:
𝟏. 𝐑𝐞𝐩𝐮𝐝𝐢𝐚 𝐯𝐞𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐨𝐬 𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞𝐧𝐮𝐧𝐜𝐢𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐨 𝐔𝐢́𝐠𝐞;
𝟐. 𝐄𝐱𝐢𝐠𝐞 𝐨 𝐞𝐬𝐜𝐥𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐢𝐦𝐞𝐝𝐢𝐚𝐭𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐢𝐫𝐜𝐮𝐧𝐬𝐭𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐫𝐚𝐦 𝐚̀ 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐫𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐜𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐉𝐔𝐑𝐀 𝐞 𝐝𝐚 𝐔𝐍𝐈𝐓𝐀;
𝟑. 𝐄𝐱𝐢𝐠𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐩𝐚𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐚𝐥𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐚𝐫𝐨𝐬 𝐞 𝐟𝐞𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐨𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐯𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐨𝐥𝐢𝐜𝐢𝐚𝐥;
𝟒. 𝐂𝐨𝐧𝐝𝐞𝐧𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐮𝐬𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐫𝐨𝐩𝐨𝐫𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐚̃𝐨𝐬 𝐞 𝐦𝐢𝐥𝐢𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐧𝐨 𝐞𝐱𝐞𝐫𝐜𝐢́𝐜𝐢𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐝𝐢𝐫𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬;
𝟓. 𝐃𝐞𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐚 𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐢𝐦𝐩𝐫𝐞𝐧𝐬𝐚, 𝐜𝐨𝐧𝐝𝐞𝐧𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐚𝐜𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐢𝐦𝐢𝐝𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐨𝐮 𝐢𝐦𝐩𝐞𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐚𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐣𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐧𝐨 𝐥𝐨𝐜𝐚𝐥;
𝟔. 𝐀𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐚̀𝐬 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐯𝐢𝐧𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐠𝐚𝐫𝐚𝐧𝐭𝐚𝐦 𝐚 𝐧𝐞𝐮𝐭𝐫𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬;
𝟕. 𝐄𝐱𝐨𝐫𝐭𝐚 𝐨𝐬 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐚̃𝐨𝐬 𝐞 𝐚𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐬 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐚̀ 𝐬𝐞𝐫𝐞𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐫𝐨𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐚𝐦 𝐚𝐠𝐫𝐚𝐯𝐚𝐫 𝐚 𝐬𝐢𝐭𝐮𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨;
𝟖. 𝐄𝐱𝐢𝐠𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐬 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐔𝐢́𝐠𝐞 𝐬𝐞𝐣𝐚𝐦 𝐝𝐞𝐯𝐢𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐨𝐜𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐚𝐝𝐨𝐬, 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐜𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐛𝐞𝐥𝐞𝐜𝐢𝐝𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐚𝐢𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐬𝐞𝐣𝐚𝐦 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐫𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐥𝐞𝐢.
𝟗. 𝐀𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐬 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐫𝐞𝐦 𝐮𝐦 𝐬𝐢𝐬𝐭𝐞𝐦𝐚 𝐝𝐢𝐥𝐢𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐝𝐢𝐫𝐢𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐛𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐨𝐥𝐞𝐫𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐫𝐚𝐩𝐢𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐢𝐚𝐥𝐨𝐠𝐚𝐝𝐚 𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐨𝐥𝐯𝐢𝐝𝐚.
O Bloco Democrático solidariza-se com todos os cidadãos que tenham sido afectados pelos acontecimentos e que os danos sejam indeminizados pelo estado e reafirma que continuará a defender uma Angola democrática, plural, inclusiva e respeitadora das liberdades fundamentais.
𝐎 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨 𝐩𝐨𝐥𝐢́𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐜𝐞 𝐚𝐨𝐬 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐚̃𝐨𝐬.
𝐀 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐜𝐞 𝐚𝐨 𝐩𝐨𝐯𝐨.
E nenhuma força policial deve ser utilizada para impedir a livre expressão da vontade política dos angolanos.
LIBERDADE, MODERNIDADE, CIDADANIA
𝐀 𝐂𝐎𝐌𝐈𝐒𝐒𝐀̃𝐎 𝐏𝐎𝐋𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐀 𝐃𝐎 𝐁𝐋𝐎𝐂𝐎 𝐃𝐄𝐌𝐎𝐂𝐑𝐀́𝐓𝐈𝐂𝐎, 𝐋𝐔𝐀𝐍𝐃𝐀, 𝟖 𝐃𝐄 𝐀𝐆𝐎𝐒𝐓𝐎 𝐃𝐄 𝟐𝟎𝟐𝟔.