Aiuruoca, Minas Gerais

Aiuruoca, Minas Gerais Aiuruoca, venha para o paraíso! Aiuruoca é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população é de 6.173 habitantes (IBGE/2010).

Localiza-se no sul de Minas Gerais na Serra da Mantiqueira, a 989m. de altitude, ao pé do Pico do Papagaio, numa região de topografia bastante acidentada. Seu nome deriva do Tupi, que signif**a casa dos papagaios. Terra desbravada em 1692 pelo padre João de Faria Fialho, Capelão dos Bandeirantes, “Roteiro das minas do ouro que descobriu o rev-mo. Vigário João de Faria em seus parentes e do mais qu

e tem em sy os campos” documento este existente na Biblioteca Nacional, este descobrimento de que fez o Padre Faria foi totalmente descrito por Bento Pereira de Souza Coutinho em carta ao governador-geral do Brasil D. João de Lancastre datada de 29 de julho de 1694. Abaixo, uma parte da carta de 29 de juho de 1692.

“De frente a Villa de Taubaté, dizia elle, quatro ou cinco dias de viagem se acha estar o Rio Sapucahi e descendo da direita da dicta villa para a de Guaratinguetá, tomando a estrada real do sertão 10 dias de jornada para a parte norte sobre o monte de Amantiquira, quadrilheira do mesmo Sapucahi, achou o padre Vigário João de Faria, seu cunhado Antonio Gonçalves Viana, o Capitão Manoel de Borba e Pedro de Avos, vários ribeiros com pintas de ouro de muita conta: e das campinas da Amantiquira, cinco dias de jornada, correndo para o norte, estrada também geral do sertão, f**a a serra da Boa Vista, d’onde começam os campos geraes até confinar com os da Bahia: e da Serra da Boa Vista até o Rio Grande são 15 dias de jornada cujas cabeceiras nascem NA SERRA DA JURUOCA, defrente dos quaes serros até o rio do Guanhanhães e em Monte de Ebitipoca tem 10 léguas pouco mais ou menos de circuito, toda essa planície com cascalho formado de safiras e de frente aos mesmos SERRO DA JURUOCA para a parte da estrada caminho do oeste pouco mais ou menos esta distancias são muitos montes escalvados pelos campos e muitos rios”. Complementando a narrativa, ainda temos do livro “Primeiros descobridores das minas do ouro na Capitania de Minas Gerais” o seguinte:

“Assim se denominou um descobrimento, ao sul das minas de São João Del Rei, por alusão a um penedo cheio de orifícios, em que se aninhavam e se reproduziam os papagaios”. Trata-se inequivocamente do nosso símbolo maior, o pico do papagaio, nosso guardião intemporal. Ai esta, belíssimo relato sertanista, que retrata com detalhes a primeira vez que se teve noticia das terras de Aiuruoca, Aiuruoca de origem tupi, na sua melhor divisão histórica A – Juru – oka que se traduz Ajuru = Papagaio + Oka = Casa de Papagaio, tendo como seu descobridor o Padre João de Faria Fialho. Vê-se pelo exposto, que antes da descoberta do Ribeirão do Carmo, hoje cidade de Mariana 1696, da cidade de Ouro Preto 1698, da criação da Capitania Independente de Minas 1720, da fundação da Cidade de Campanha 1727, o nome Aiuruoca ecoava como o vôo do papagaio Ajuru, pela história das minas do ouro. Porém sua fundação oficial ocorreu em 1706 por João de Siqueira Afonso, taubateano, descobridor das minas de Aiuruoca e fundador do Arraial do mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Logo fundado o Arraial, recebeu em 1708 a Patente de Capitão-Mor e Superintendente das minas de Aiuruoca e Ibitipoca o Capitão Melchior Felix de reconhecida nobreza das principais famílias de Taubaté, sendo neto do fundador da mesma, e morador no distrito de Aiuruoca onde possuía roças e negros. Elevou-se a paróquia em 1717, tendo como seu Primeiro Vigário o padre Manuel Rebelo até 1725. Suas extensões territoriais eram enormes, de cuja divisão posteriormente, foram criadas várias outras paróquias e capelas.

É importante assinalar que em 1744 encontra-se em Aiuruoca o Tenente Coronel Simão da Cunha Gago um dos cabos da Bandeira de Fernão Dias Paes Leme, que aqui erigiu, como consta uma Capela dedicada a nossa Senhora. Simão da cunha Gago juntamente com vários aiuruocanos fazendo-se acompanhar, em sua comitiva, do Padre Felipe Teixeira Pinto levando consigo a Imagem da Conceição, desceram a serra desbravando matas, atravessando campos e rios chegaram a um promontório, na margem esquerda do rio Paraíba, onde fincaram bandeira e fundaram a cidade de Rezende. Em 1764 Aiuruoca é visitada pelo governador Luiz Diogo e o Doutor Cláudio Manuel da Costa, inconfidente mineiro então secretário do governo, na tentativa de conter os contrabandistas e os desvios do fisco real. A Vila de Aiuruoca passou à categoria de cidade com seu território desmembrado de Baependi em 14 de agosto de 1834. Aiuruoca perteceu a Comarca de Baependi por um curto periodo,isto é, apenas 20 anos. Quando o ouro se esgotou, os moradores se dedicaram à criação de gado leiteiro e à agricultura. Tendo como pano de fundo a serra dos Papagaios, onde se encontra a Estação Ecológica Serra dos Papagaios, é um município privilegiado pela beleza natural e sua história. Na cultura aiuruocana, destaca-se o Museu Municipal Dr. Júlio Arantes Sanderson de Queiroz,as festas religiosas detacando-se a Semana Santa de Aiuruoca celebrada desde 1717, tombada como patrimônio histórico municipal em novembro de 2010.

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19/07/2021

AIURUOCA ESPORTE CLUBE, FUNDADO EM 10 DE AGOSTO DE 1921 - UMA FOTO HISTÓRIA DO SEU PRIMEIRO TIME
Falar do Aiuruoca Esporte Clube é a mesma coisa que falar da própria cidade a qual representa. Dr. José Sanderson de Queiroz: primeiro Presidente do A.E.C., eleito no dia 10 de Agosto de 1921 .
Falando do A.E.C. não podemos esquecer de nossa Presidente de Honra Sra Clarice Albarez que nunca mediu esforços financeiros para deixar nossa praça de esportes um verdadeiro Estádio de Futebol, totalmente fechado e cercado com muro e possuindo arquibancada coberta, tudo pago pela apaixonada torcedora e autentica aiuruocana.
Não podemos no esquecer também do Monsenhor Nágel que emprestou o dinheiro para a compra do terreno que hoje se encontra o nosso Estádio e também do Ladislau Albarez (Sr. Lalau) que no A.E.C. trabalhou na enxada aplainando quase a totalidade do terreno para que se tornasse o campo de futebol para a realização das partidas. Foi jogador, presidente e também foi quem ajudou na aquisição do terreno que antigamente se chamava “Campo da Siníca”.
Anníbal Ematné é a verdadeira história do futebol aiuruocano, em 1925, com apenas 14 anos de idade, já participava das reuniões. Foi jogador e grande defensor das cores do A E.C. quando deixou os gramados, continuou no clube, agora na função de treinador e também de Diretor, e após se afastar destas funções, se tornou o torcedor mais fanático da história do Clube.
Jaci Lobato dedicou-se mais as categorias de base, treinando crianças e jovens, também marcando a sua história no A.E.C.
Quito Sales, este foi um diretor astuto que defendia os interesses do A.E.C. na Liga Desportiva Caxambuense, que sempre dava um jeitinho de prejudicar nosso Clube nas competições por ela promovidas e Quito estava sempre presente para defender nossas cores.
Temos que lembrar também, dentre outras pessoas, aqueles que não perdiam jogos do A.E.C. em nosso Estádio, sendo torcedores que chamavam atenção pelo seu fanatismo e entusiasmo: César Tavares, irmão da Custódia, foi autor do grito de guerra da nossa torcida na época "O AIURUOCA É BATUTA ELA JOGA PARA GANHAR", Zezinho Monteiro, Nico Caldas, Lolô Nable, Nagib Nable e o inesquecível Dr. Miranda com a sua piteira, Promotor de Justiça em nossa Comarca.
Quem escreve: Francisco Eduardo Nogueira, Ex-presidente do Aiuruoca Esporte Clube

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Igreja de Campina, bairro rural nosso!
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Endereço

BR 267, RodoVia Vital Brasil, Km 270
Aiuruoca, MG
37450000

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Venha para nosso paraíso!

Aiuruoca é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população é de 6.173 habitantes (IBGE/2010). Localiza-se no sul de Minas Gerais na Serra da Mantiqueira, a 989m. de altitude, ao pé do Pico do Papagaio, numa região de topografia bastante acidentada. Seu nome deriva do Tupi, que signif**a casa dos papagaios. Terra desbravada em 1692 pelo padre João de Faria Fialho, Capelão dos Bandeirantes, “Roteiro das minas do ouro que descobriu o rev-mo. Vigário João de Faria em seus parentes e do mais que tem em sy os campos” documento este existente na Biblioteca Nacional, este descobrimento de que fez o Padre Faria foi totalmente descrito por Bento Pereira de Souza Coutinho em carta ao governador-geral do Brasil D. João de Lancastre datada de 29 de julho de 1694. Abaixo, uma parte da carta de 29 de juho de 1692. “De frente a Villa de Taubaté, dizia elle, quatro ou cinco dias de viagem se acha estar o Rio Sapucahi e descendo da direita da dicta villa para a de Guaratinguetá, tomando a estrada real do sertão 10 dias de jornada para a parte norte sobre o monte de Amantiquira, quadrilheira do mesmo Sapucahi, achou o padre Vigário João de Faria, seu cunhado Antonio Gonçalves Viana, o Capitão Manoel de Borba e Pedro de Avos, vários ribeiros com pintas de ouro de muita conta: e das campinas da Amantiquira, cinco dias de jornada, correndo para o norte, estrada também geral do sertão, f**a a serra da Boa Vista, d’onde começam os campos geraes até confinar com os da Bahia: e da Serra da Boa Vista até o Rio Grande são 15 dias de jornada cujas cabeceiras nascem NA SERRA DA JURUOCA, defrente dos quaes serros até o rio do Guanhanhães e em Monte de Ebitipoca tem 10 léguas pouco mais ou menos de circuito, toda essa planície com cascalho formado de safiras e de frente aos mesmos SERRO DA JURUOCA para a parte da estrada caminho do oeste pouco mais ou menos esta distancias são muitos montes escalvados pelos campos e muitos rios”. Complementando a narrativa, ainda temos do livro “Primeiros descobridores das minas do ouro na Capitania de Minas Gerais” o seguinte: “Assim se denominou um descobrimento, ao sul das minas de São João Del Rei, por alusão a um penedo cheio de orifícios, em que se aninhavam e se reproduziam os papagaios”. Trata-se inequivocamente do nosso símbolo maior, o pico do papagaio, nosso guardião intemporal. Ai esta, belíssimo relato sertanista, que retrata com detalhes a primeira vez que se teve noticia das terras de Aiuruoca, Aiuruoca de origem tupi, na sua melhor divisão histórica A – Juru – oka que se traduz Ajuru = Papagaio + Oka = Casa de Papagaio, tendo como seu descobridor o Padre João de Faria Fialho. Vê-se pelo exposto, que antes da descoberta do Ribeirão do Carmo, hoje cidade de Mariana 1696, da cidade de Ouro Preto 1698, da criação da Capitania Independente de Minas 1720, da fundação da Cidade de Campanha 1727, o nome Aiuruoca ecoava como o vôo do papagaio Ajuru, pela história das minas do ouro. Porém sua fundação oficial ocorreu em 1706 por João de Siqueira Afonso, taubateano, descobridor das minas de Aiuruoca e fundador do Arraial do mesmo nome, atraindo exploradores portugueses e paulistas. Logo fundado o Arraial, recebeu em 1708 a Patente de Capitão-Mor e Superintendente das minas de Aiuruoca e Ibitipoca o Capitão Melchior Felix de reconhecida nobreza das principais famílias de Taubaté, sendo neto do fundador da mesma, e morador no distrito de Aiuruoca onde possuía roças e negros. Elevou-se a paróquia em 1717, tendo como seu Primeiro Vigário o padre Manuel Rebelo até 1725. Suas extensões territoriais eram enormes, de cuja divisão posteriormente, foram criadas várias outras paróquias e capelas. É importante assinalar que em 1744 encontra-se em Aiuruoca o Tenente Coronel Simão da Cunha Gago um dos cabos da Bandeira de Fernão Dias Paes Leme, que aqui erigiu, como consta uma Capela dedicada a nossa Senhora. Simão da cunha Gago juntamente com vários aiuruocanos fazendo-se acompanhar, em sua comitiva, do Padre Felipe Teixeira Pinto levando consigo a Imagem da Conceição, desceram a serra desbravando matas, atravessando campos e rios chegaram a um promontório, na margem esquerda do rio Paraíba, onde fincaram bandeira e fundaram a cidade de Resende. Em 1764 Aiuruoca é visitada pelo governador Luiz Diogo e o Doutor Cláudio Manuel da Costa, inconfidente mineiro então secretário do governo, na tentativa de conter os contrabandistas e os desvios do fisco real. A Vila de Aiuruoca passou à categoria de cidade com seu território desmembrado de Baependi em 14 de agosto de 1834. Aiuruoca perteceu a Comarca de Baependi por um curto período, isto é, apenas 20 anos. Quando o ouro se esgotou, os moradores se dedicaram à criação de gado leiteiro e à agricultura. Tendo como pano de fundo a serra dos Papagaios, onde se encontra a Estação Ecológica Serra dos Papagaios, é um município privilegiado pela beleza natural e sua história. Na cultura aiuruocana, destaca-se o Museu Municipal Dr. Júlio Arantes Sanderson de Queiroz, as festas religiosas destacando-se a Semana Santa de Aiuruoca celebrada desde 1717, tombada como patrimônio histórico municipal em novembro de 2010.