SAPÊ em movimento

SAPÊ em movimento A Sapê, Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, é uma associação sem fins lucrativos, de caráter cultural e ecológico, criada em 1983. Olá!

Somos a Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (SAPÊ), uma associação sem fins lucrativos de caráter cultural e ecológico que articula a luta institucional com o ativismo social. Formado por um grupo heterogêneo de pessoas reunidas em torno da luta antinuclear e ambiental, atuamos em conjunto pela cidade e país que queremos. Às vezes somos muitos, muitas vezes somos poucos. Como disse nossa vete

rana Nádia Valverde: “se não fossem as usinas nucleares com seu lixo secular, os aterros de manguezais, as praias privatizadas, a população caiçara expulsa de suas terras, talvez não existíssemos. Porém, existimos porque nos fizemos necessários”. A SAPÊ foi fundada no dia 22 de janeiro de 1983, em Angra dos Reis-RJ. Um contexto de grande efervescência política e cultural em que diversas associações de moradores e movimentos locais surgiram. Essa mobilização estava vinculada tanto com os conflitos fundiários e as fortes transformações espaciais vividas, como uma luta geral pelo reestabelecimento democrático. Nossa principal bandeira é à defesa do uso de energias renováveis e o fim da energia nuclear. Atuamos com o objetivo de garantir o direito aos recursos e ao território tanto das comunidades tradicionais, como da população em geral, buscando formas sustentáveis de relação com a natureza. Consideramos as atividades educativas e de fortalecimento cultural como meios para a transformação social. Em 2023 completaremos 40 anos de história! Através dessa caminhada podemos refletir sobre as profundas transformações socioespaciais vivenciadas e os movimentos de resistência que buscam construir um mundo sócio e ambientalmente justo e culturalmente diverso. Vamos juntos fortalecer nossas lutas!

A água não é apenas recurso: é memória, é origem, é o fio invisível que tece toda a existência. Sem ela, não há solo que...
22/03/2026

A água não é apenas recurso: é memória, é origem, é o fio invisível que tece toda a existência. Sem ela, não há solo que germine, não há corpo que resista, não há futuro que se sustente.

Mas é preciso encarar como fato: a escassez hídrica não é uma ameaça distante — é uma crise global que já vivemos. De São Paulo ao Chifre da África, de aquíferos superexplorados a grandes centros urbanos que racionam água ano após ano, a crise já bate às portas. As mudanças climáticas só aprofundam a desigualdade hídrica: secas prolongadas, chuvas irregulares e gestões insuficientes expõem como o colapso não é mais uma previsão, mas uma realidade instalada.

Enquanto isso, milhões de pessoas, em sua maioria nas periferias do mundo e nos territórios mais vulneráveis, seguem sem acesso à água potável. Para essas populações, a falta não é estatística — é rotina, é doença, é exclusão em estado bruto.

Paradoxalmente, a água indispensável à sobrevivência, tem sido tratada como mercadoria. Transformada em fonte de lucro, sua gestão muitas vezes prioriza o retorno financeiro em detrimento da vida. Quando o acesso depende da capacidade de pagar, a lógica do mercado anula a lógica da dignidade.

Preservar nascentes, proteger os mananciais e garantir saneamento não é pauta menor: é afirmação de que a vida não pode estar à mercê do capital. Em tempos de crise global, negar água a quem já tem tão pouco não é apenas injustiça — é insustentabilidade anunciada.

Água não é privilégio, nem moeda de troca.
Água é direito universal.





8M: A Terra que queremos Proteger é a mesma onde Mulheres merecem viver sem MedoEnquanto lutamos diariamente pela preser...
08/03/2026

8M: A Terra que queremos Proteger é a mesma onde Mulheres merecem viver sem Medo

Enquanto lutamos diariamente pela preservação da vida em todas as suas formas, não podemos ignorar que as mulheres que tanto protegem nossos territórios, águas e florestas, seguem sendo as maiores vítimas de um sistema que também degrada, explora e mata.

Assim como a natureza, Elas resistem. Enfrentam a violência doméstica que ceifa vidas dentro de casa, o assédio que rouba a liberdade de ir e vir, a desigualdade salarial que nega dignidade, o feminicídio que transforma o lar em sentença de morte. Enfrentam o machismo estrutural que, tal qual um crime ambiental, contamina tudo ao redor e leva décadas para ser reparado.

Mas não apenas resistem: florescem. Cuidam das comunidades, protegem os manguezais, acolhem as crias, constroem hortas comunitárias, lideram movimentos por justiça social e climática. Vocês são a força que mantém o tecido social e ambiental unido.

A SAPÊ reconhece: não há proteção ecológica sem proteção das mulheres. Não há futuro sustentável enquanto metade da humanidade vive sob ameaça.

Neste 8 de março, nosso compromisso se soma às lutas por território, por igualdade, por respeito, por vidas livres de violência.

Porque a terra que queremos proteger é a mesma onde todas merecem andar sem medo.




🌟 Um Chamado à Solidariedade! 🌟Nossa grande amiga Suelene (Sol) está passando por um tratamento de saúde e, em breve, pa...
08/01/2026

🌟 Um Chamado à Solidariedade! 🌟

Nossa grande amiga Suelene (Sol) está passando por um tratamento de saúde e, em breve, passará por uma cirurgia. Tanto o procedimento quanto o tratamento exigem recursos diários, e por isso estamos nos unindo para ajudá-la com muito amor e fraternidade!

Vamos fazer um SHOW / BINGO BENEFICIENTE para arrecadar fundos e apoiar nossa querida Sol neste momento tão importante.

📅 Dia: 11 de janeiro
📍 Local: Bar Estrela Dalva Country – Ariró
⏰ Horário: A partir das 14h

Garanta já sua cartela(R$10,00) e antecipe sua solidariedade! Cada contribuição, por menor que seja, faz toda a diferença. 💛

Para mais informações e reservas:
📞 24 98147-2667

Vamos juntos iluminar o caminho da nossa amiga! Contamos com você! 🙏

Em caminhada simbólica, entidade a SAPÊ, resgata lutas do passado e expõe riscos de grandes empreendimentos para o litor...
02/12/2025

Em caminhada simbólica, entidade a SAPÊ, resgata lutas do passado e expõe riscos de grandes empreendimentos para o litoral.

Em um debate realizado nesta quarta-feira com estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), a Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (SAPÊ) trouxe à tona críticas contundentes ao processo de elaboração e aprovação do novo Plano Diretor Municipal.

A apresentação mergulhou na trajetória da SAPÊ e dos movimentos sociais em Angra dos Reis, conectando lutas históricas aos desafios atuais. Um dos pontos centrais da discussão foi a antiga Estrada do Contorno, cujo processo é apontado como um exemplo da falta de diálogo. Para ilustrar a dimensão dos impactos, a SAPÊ conduziu os participantes por uma trilha de resistência e memória: partindo do Cais dos Pescadores do São Bento, passando pela Praia da Gruta e culminando na Praia do Retiro.

No Retiro, o alerta foi direto: projetos como o "Projeto Orla Retiro" e a ampliação do antigo Hotel Pestana representam a face mais visível de uma pressão urbanística que ameaça o acesso público, o equilíbrio ambiental e o modo de vida local. A fala resgatou vitórias passadas, como a luta pela abertura de diversas praias, para questionar: que litoral queremos para o futuro?

17/11/2025

A paisagem do ativismo no Brasil mudou. Os novos protagonistas estão nas linhas de frente dos biomas, onde a defesa do território é uma questão de existência.

Enquanto o debate ambiental global frequentemente se perde em teorias abstratas, a luta é material e urgente para indígenas, quilombolas, caiçaras, ribeirinhos e diversas outras comunidades. Eles são os novos atores de um movimento que entrelaça, de forma inseparável, a justiça social e a preservação ambiental.



Com uma década de dor e resistência, as famílias atingidas pelo maior desastre socioambiental do Brasil veem, finalmente...
14/11/2025

Com uma década de dor e resistência, as famílias atingidas pelo maior desastre socioambiental do Brasil veem, finalmente, um capítulo de justiça ser escrito.

A Justiça da Inglaterra condenou a anglo-australiana BHP, uma das controladoras da Samarco – empresa que operava a barragem de Fundão, em Mariana (MG) –, pela tragédia que completa dez anos. A Vale, outra acionista de peso da Samarco, também é parte fundamental na teia de responsabilidade pelo desastre, embora não seja alvo direto desta ação específ**a no Reino Unido

A sentença da Corte de Londres, divulgada em 14 de novembro de 2025, é um marco legal internacional após uma batalha judicial de dez anos. A juíza Finola O'Farrell foi categórica ao afirmar que a BHP tinha conhecimento dos riscos de rompimento da barragem e falhou em sua obrigação de preveni-lo, caracterizando negligência grave.

A decisão abre caminho para a fase de avaliação de danos, onde serão definidas as indenizações para os cerca de 620 mil autores(pessoas tingidas pelo desastre) da ação, que pleiteiam aproximadamente R$ 230 bilhões

Enquanto isso, no terreno a realidade é outra: o Rio Doce permanece com a biodiversidade empobrecida, e as ações de recuperação são criticadas por sua homogeneização e falta de eficácia.

A participação social, peça-chave para uma reparação justa, foi frequentemente ignorada, com as próprias vítimas tendo que cruzar o oceano em busca de uma responsabilização que lhes foi negada em seu próprio país por tanto tempo

13/11/2025

Chegamos à COP30!

E a pergunta que todo mundo está fazendo é: será que finalmente sairemos daqui com um acordo climático e ações concretas à altura do desafio?

Antes e durante a conferência, não faltaram discursos apocalípticos. Mas só falar no fim do mundo não constrói um novo futuro. Enquanto isso, a discussão climática, f**a presa em siglas e tecnicismos sem a participação de grupos e comunidades inteiras já impactadas pela crise climática.

Enquanto se fala em salvar o planeta, muitas "soluções" são contraditórias:
A instalação de parques eólicos em territórios de comunidades tradicionais.

A expansão de Data Centers das Big Techs, que consomem recursos naturais gigantescos.

A necessidade de reduzir combustíveis fósseis versus o interesse em explorar petróleo na Foz do Amazonas.

O que realmente precisamos são transformações profundas. Na economia, na forma de produzir, na governança global e na luta contra a desigualdade que concentra renda e poder.

Necessitamos ir além de pedir cortes de emissões. Precisamos nos insurgir contra guerras, injustiças e modelos que colocam o lucro acima da vida. Preservar o planeta é um objetivo que só pode ser alcançado coletivamente.





13/11/2025

Chegamos à COP30!

E a pergunta que todo mundo está fazendo é: será que finalmente sairemos daqui com um acordo climático e ações concretas à altura do desafio?

Antes e durante a conferência, não faltaram discursos apocalípticos. Mas só falar no fim do mundo não constrói um novo futuro. Enquanto isso, a discussão climática, f**a presa em siglas e tecnicismos sem a participação de grupos e comunidades inteiras já impactadas pela crise climática.

Enquanto se fala em salvar o planeta, muitas "soluções" são contraditórias:
A instalação de parques eólicos em territórios de comunidades tradicionais.

A expansão de Data Centers das Big Techs, que consomem recursos naturais gigantescos.

A necessidade de reduzir combustíveis fósseis versus o interesse em explorar petróleo na Foz do Amazonas.

O que realmente precisamos são transformações profundas. Na economia, na forma de produzir, na governança global e na luta contra a desigualdade que concentra renda e poder.

Necessitamos ir além de pedir cortes de emissões. Precisamos nos insurgir contra guerras, injustiças e modelos que colocam o lucro acima da vida. Preservar o planeta é um objetivo que só pode ser alcançado coletivamente.

A decisão do IBAMA de conceder a Licença Prévia (LP) para a Petrobras operar no bloco FZA-M-59, na margem equatorial da ...
20/10/2025

A decisão do IBAMA de conceder a Licença Prévia (LP) para a Petrobras operar no bloco FZA-M-59, na margem equatorial da Foz do Amazonas, não é um simples trâmite burocrático. É um ponto de inflexão geopolítico, ambiental e ético.

Ela demonstra uma vontade política de seguir adiante com um projeto de altíssimo risco em um bioma sensível, ignorando apelos de cientistas, movimentos socioambientais e comunidades tradicionais.

Às vésperas de receber o mundo para a COP30, o Brasil envia uma mensagem contraditória: de um lado, um anfitrião comprometido com as soluções para a crise climática; de outro, um país que insiste em apostar no passado fóssil, arriscando seu maior patrimônio ecológico e sua credibilidade internacional.

A terra não é uma herança que recebemos de nossos pais, mas um empréstimo que fazemos de nossos filhos. E a Agroecologia...
03/10/2025

A terra não é uma herança que recebemos de nossos pais, mas um empréstimo que fazemos de nossos filhos. E a Agroecologia é a chave para honrarmos esse compromisso.

Mais do que uma técnica agrícola, é um convite a uma nova consciência. Ela nos lembra que o alimento de verdade nasce do equilíbrio, não do veneno. É a ciência que entende que a saúde do solo, da planta, do agricultor e de quem consome é uma só.

Na prática, a Agroecologia é:
🌱 Sinônimo de Saúde: Produzindo alimentos livres de agrotóxicos, saborosos e nutritivos, que verdadeiramente alimentam o corpo.
👨‍🌾 Fortaleza Comunitária: Valorizando o saber das comunidades tradicionais e agricultores familiares, garantindo sua autonomia e mantendo viva a cultura do campo.
💚 Economia que Sustenta: Gerando renda e subsistência direta, encurtando circuitos entre o produtor e a mesa, criando economias locais resilientes.

Ela nos mostra que é possível produzir em harmonia com a natureza, regenerando a vida e criando um futuro não só possível, mas próspero.

Hoje, 03 de outubro, celebramos o Dia da Agroecologia. Uma data para lembrar, apoiar e exigir políticas que priorizem a vida em todas as suas formas.

02/10/2025

Taxa do Turismo: "Onerar, sem Preservar e Ordenar'

A reunião no CEA, que deveria ser um espaço de diálogo sobre o futuro de um dos mais preciosos patrimônios fluminenses, descambou em conflito. O cenário era previsível e sintomático: o projeto de taxação da Ilha Grande, aprovado à sombra dos holofotes e sem o crivo da sociedade, mostrou sua verdadeira face. O que se viu não foi um debate, mas o estouro de uma crise anunciada.

A revolta que ecoou pelas paredes do CEA não é sobre meros centavos. É um grito contra a opacidade que tem pautado gestões sucessivas. É a denúncia de uma prefeitura que, à revelia do povo, formata o destino da cidade em reuniões fechadas, seja no Plano Diretor ou em parcerias público-privadas que cheiram a privilégio. A mesma falta de transparência que marcou esses processos agora ameaça a veia pulsante de Angra: o turismo sustentável da Ilha Grande.

Endereço

Rua Da Fortaleza, 82/Morro Da Fortaleza
Angra Dos Reis, RJ
23900-282

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando SAPÊ em movimento posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Organização

Envie uma mensagem para SAPÊ em movimento:

Compartilhar