12/10/2025
Nosso povo é guerreiro.
Do Norte, das águas, das rezas, das vozes que ecoam.
Um povo que luta todos os dias,
contra o preconceito,
contra a apropriação da nossa Amazônia,
contra a desinformação que insiste em nos apagar.
Mas Belém continua sendo Belém.
E mesmo quando tentam reduzir nossa grandeza,
a cidade responde com encanto.
Com música, com cor,
e com o cheiro de chuva no fim da tarde que nos abraça.
Nesse ano da COP,
quando o mundo volta os olhos pra cá,
o Norte segue firme
,mostrando que nossa cultura é ancestral,
que nossa fé é raiz,
e que nossa alegria é resistência.
Maria, a nossa mãezinha,
protege as águas, os povos, as casas.
Acolhe o povo cabano, os ribeirinhos,
os que ficaram e os que partiram.
É o abraço de quem reza,
de onde estiver.
E eu, de longe, carrego essa saudade no peito.
Falo do Círio onde quer que eu vá,
num tom de quem tenta explicar o inexplicável.
Porque o Círio é mais que uma festa,
é um reencontro.
É Belém inteira caminhando junta, misturada, emocionada.
Como diria Fafá de Belém:
“É fato que a palavra não alcança.
Não cabe perguntar o que ele é.
O Círio, ao coração do paraense,
é coisa que não sei dizer… deixa pra lá.”