19/08/2026
Neste Dia Mundial da Fotografia gostaríamos de homenagear a talentosa Stefania Bril. Entre 1969 e 1977, ela produziu boa parte de sua breve, mas intensa obra fotográfica. Acreditando no poder transformador das imagens, seu trabalho evidencia a descrença na modernidade, ao mesmo tempo que aposta no cotidiano, no afeto e na empatia como antídotos à violência estrutural que ela conheceu bem, como judia, durante a Segunda Guerra Mundial, em sua Polônia natal e, no período da ditadura militar no Brasil, quando se dedicou à fotografia. A desobediência foi uma das principais marcas de sua vida e seu trabalho. Seu inconformismo a levou, em 1978, a redirecionar sua atuação para o agenciamento de iniciativas para promover a reflexão e difusão da fotografia, como os Encontros de Fotografia de Campos de Jordão (1978 e 1979). Acreditando na necessidade de fomentar também o aprendizado da leitura das imagens, ainda em 1978 estreou como crítica de fotografia, passando a ter, por mais de uma década, espaço regular no jornal O Estado de São Paulo e na revista Iris Foto. Em 1990, inaugurou a Casa da Fotografia Fuji, o primeiro centro cultural voltado para a discussão, o ensino e a divulgação da fotografia no Brasil, que coordenou até poucos meses antes de falecer, em setembro de 1992. O arquivo de Stefania Bril, que inclui sua obra fotográfica, crítica e sua biblioteca, integra o acervo do Instituto Moreira Salles.
Nas fotos estão:
1 - Não pise na grama, da Série Descanso, década 1970. Foto Stefania Bril/Acervo IMS
2 - Descanso em branco e preto, da Série Descanso. São Paulo, 1973. Foto de Stefania Bril/Acervo IMS
3 -Tráfego. Granja Julieta, São Paulo, 1973. Foto de Stefania Bril/Acervo IMS
4 - Stefania Bril e o poeta Olney Kruse na feira livre. São Paulo, 1974. Fotografia de Boris Kossoy Arquivo Stefania Bril/Acervo IMS
Fonte: https://ims.com.br/titular-colecao/stefania-bril/