29/08/2017
45º CONUEE DE MINAS GERAIS: UM CHAMADO À UNIDADE
Aconteceu nos dias 25 a 27 de agosto na histórica cidade de Diamantina o 45º Congresso da UEE de Minas Gerais- Minas se levanta pelo Brasil. O congresso contou com a presença de estudantes de todos os cantos do estado e quase trezentos delegados com direito a voto para a escolha da nova diretoria e da política que a entidade tocará nos próximos dois anos.
O congresso aconteceu em um cenário de completo desmanche de políticas importantes no Brasil como a reforma da previdência e trabalhista, assim como o sucateamento das universidades públicas com cortes que também acontecem no PROUNI e no FIES nas universidades privadas.
Os debates que antecederam a plenária final no sábado, contaram com temáticas que discutiam a conjuntura nacional e também abordaram a conjuntura mineira. Com rodas sobre a mineração, universidades estaduais e os desafios para a educação no estado, além de uma mesa de abertura que se propôs a defender a não privatização da CEMIG e debater a lei Kandir e o acerto de contas do estado. Houve importantes debates sobre a luta feminista nas universidades, sobre arte e cultura, genocídio da população negra e racismo institucional, e sobre o debate LGBT dentro e fora da universidade.
Entendendo a importância da unidade e repetindo o pioneirismo dos estudantes mineiros em pautar a necessidade da união da esquerda para a resistência em períodos de enfrentamento ao governo Temer, a chapa vitoriosa nesse congresso contou novamente com uma frente ampla de organizações que compõem a Frente Brasil Popular. A chapa obteve um total de 228 votos enquanto a chapa da oposição de esquerda somou 54 votos.
A tese vitoriosa chamava os estudantes para a unidade como bandeira da esperança e apresentou uma conjuntura de golpe no estado brasileiro. Colocou a necessidade de defesa da Cemig, das universidades públicas e da não mercantilização do ensino. Defendeu 5% do PIB mineiro para as universidades estaduais e entendeu a importância das conquistas na UNIMONTES e na UEMG com o plano de assistência e permanência estudantil.
Nós da Kizomba Minas saímos, mais uma vez, vitoriosos nesse congresso juntamente com os coletivos petistas (Quilombo, Articulação de Esquerda e O Trabalho) entendendo a necessidade da unidade programática da juventude do PT nesse momento. Construímos pautas conjuntas e nos consolidamos como a segunda maior força do congresso com um total de 76 votos.
Enquanto Kizomba ampliamos a nossa votação do congresso da UNE para o congresso da UEE o que demonstrou a nossa capacidade de organização e o entendimento da necessidade da pauta na conjutura mineira. Tivemos uma bancada feminista, enegrecida e colorida que mais uma vez colocou a nova cultura política para dentro da UEE.
Voltamos para casa com o compromisso de continuar defendendo a entidade e a sua construção interiorizada, participativa e que encante os estudantes sendo dispositivo de luta!