A RESERVA
A Reserva Bugerkopf (pronuncia-se Búguerkópf), localizada no sul do município de Blumenau, é a [terceira] RPPN mais antiga do Estado de S. Protegendo a belíssima floresta que cobre o morro de mesmo nome, foi reconhecida como RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural, através da Portaria do IBAMA No 148N, de 30/12/92, publicada no Diário Oficial da União em 07/01/93. Os 12 km do Ce
ntro de Blumenau que levam à Reserva Bugerkopf são pavimentados e podem ser percorridos em 25 minutos. A sede da Reserva, que também é residência do seu proprietário, biólogo e ecologista Lauro Eduardo Bacca, fica no vale do Ribeirão Jordão, afluente da margem direita do ribeirão Garcia, bairro Progresso. O formato da Reserva é retangular, com cerca de 1.700 m de comprimento por 500 m de largura. O relevo predominante varia de forte ondulado a escarpado. As altitudes variam de 95 a 528 metros acima do nível do mar. A vegetação é do tipo Floresta Ombrófila Densa, dentro do chamado Domínio da Mata Atlântica, abrangendo as sub-tipologias Sub-Montana e Montanam, com alguns componentes de Alto-Montana. A denominação “Bugerkopf” tem muito a ver com as origens da colonização do Vale do Itajaí. Pode ser traduzida como “Cabeça de Bugre”, pois bugre era como os índios eram chamados nesta região. Os colonizadores alemães acabaram por germanizar o nome para “búger”. O nome Bugerkopf, portanto, além de respeitar o nome tradicional como o morro é conhecido praticamente desde a época da colonização de Blumenau, cujo início remonta para 1850, representa ao mesmo tempo uma homenagem aos habitantes humanos originais do local (os índios) e uma referência histórico-cultural relativa aos que mais tarde colonizaram esta região. IMPORTÂNCIA
Embora não muito extensa, a Reserva Bugerkopf localiza-se junto a um dos três maiores fragmentos remanescentes de Florestas originais em S. Grande parte da área, dentro do município de Blumenau, foi declarada como de Preservação Permanente pelo Decreto 1567, de 05/06/80 e, mais recentemente, como APA Padre Raulino Reitz, em 2001. Na região localizam-se outras áreas formal ou informalmente preservadas, como o Parque Ecológico Spitzkopf, com 500 ha localizado 2,8 km em linha reta a oeste da Reserva Bugerkopf; o Parque Natural Municipal Nascentes do Garcia, com 5.300 ha, 3,5 km ao sudoeste e a Reserva da Cia. Hering, com 450 ha, 6,6 km ao norte. Também nove km ao norte, junto ao centro de Blumenau, localiza-se o Parque Natural Municipal São Francisco de Assis e a APA que o engloba, com 23 ha e 57 ha respectivamente. Em 04 de junho de 2004, o Decreto Presidencial criou o PARQUE NACIONAL DA SERRA DO ITAJAÍ, com 57.300 ha de área, garantindo assim a perpetuidade de preservação desse importanteque fragmento de Floresta Atlântica Ombrófila Densa do Brasil. A RPPN Bugerkopf passou, a partir de então, ser em parte englogada e em parte vizinha desse que é o mais novo (junho de 2005) Parque Nacional Brasileiro, aumentando assim sua importância estratégica na manutenção dos mananciais, da paisagem e da biodiversidade, além da importância protetora contra acidentes e enxurradas, problemas crônicos e graves na região. A Reserva Bugerkopf representa uma espécie de barreira entre a cidade e a zona rural que poderá ser de fundamental importância para deter o avanço da “civilização” por sobre esta última mancha remanescente de maior porte do Vale e uma das três maiores de Santa Catarina. Ali nascem também pequenos, mas importantes córregos que abastecem de água centenas de moradores da vizinhança. RECURSOS e CONTROLE
Na exiguidade de recursos, prioriza-se a apicação dos mesmos na manutenção dos rumos, visando deixar os limites da Reserva visivelmente marcados em toda a sua extensão de 4 km, na presença intermitente e aleatória de vigia na área e na manutenção de discretas trilhas para vigilância. Nos últimos anos, conta-se com a colaboração da Polícia Militar de Proteção Ambiental que vez por outra circula pela área. Mesmo assim, é permanente a ameaça de invasores, principlamente caçadores, ladrões de palmito e coletores de plantas ornamentais com fins comerciais. No estágio atual, pode-se qualificar a situação como quase sobre controle. A casa do proprietário, que funciona também como casa-sede da Reserva, é de extrema importância na proteção da Reserva, sendo possível realizar um trabalho de educação ambiental com a população e os escolares do entorno.