Anmiga Articulação Nacional das Mulheres Indígenas - Guerreiras da Ancestralidade

A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA) foi certificada pelo Ministério da C...
04/08/2026

A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA) foi certificada pelo Ministério da Cultura (MinC) como Pontão de Cultura, passando a integrar oficialmente o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, no âmbito da Política Nacional Cultura Viva. A certificação, emitida em 24 de julho de 2026, reconhece a trajetória da organização na valorização, promoção e fortalecimento dos direitos culturais dos povos indígenas em todo o Brasil.

Concedida por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, a certificação atesta que a ANMIGA atende aos critérios estabelecidos pela Lei nº 13.018/2014, que institui a Política Nacional Cultura Viva. O reconhecimento é destinado a iniciativas que desenvolvem ações culturais contínuas e de impacto social, valorizando a diversidade cultural brasileira, a formação, a memória, a produção artística e o fortalecimento das redes comunitárias.

Para a ANMIGA, o reconhecimento representa um importante avanço na ampliação das políticas públicas voltadas às mulheres indígenas e aos povos originários, fortalecendo iniciativas que preservam e difundem os saberes ancestrais transmitidos entre gerações. Também amplia as possibilidades de articulação com organizações, coletivos e instituições que integram a Rede Cultura Viva em todo o país.

Ao longo de sua trajetória, a ANMIGA tem promovido ações de formação política, incidência nacional e internacional, campanhas de enfrentamento às violências contra mulheres indígenas, mobilizações em defesa dos territórios e iniciativas voltadas à preservação da memória, das línguas, das artes, da espiritualidade e dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas. A certificação reconhece esse trabalho coletivo desenvolvido pelas mulheres indígenas em seus territórios e reforça a importância da cultura como instrumento de resistência, identidade e garantia de direitos.

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Levar informação aos territórios é fortalecer a autonomia, a incidência política e o protagonismo das mulheres indígenas...
02/08/2026

Levar informação aos territórios é fortalecer a autonomia, a incidência política e o protagonismo das mulheres indígenas.

Durante a Assembleia do Povo Terena, Hekere e Maria realizaram a entrega da cartilha “Mulheres Indígenas e Justiça Climática”, um material construído pela Coordenação do Bem Viver da ANMIGA para fortalecer o debate sobre os impactos das mudanças climáticas nos territórios e reafirmar o papel das mulheres indígenas na defesa da vida, dos direitos e dos nossos modos de existir.

A cartilha é uma ferramenta de formação e mobilização que nasce do diálogo com os territórios, valorizando os saberes ancestrais e contribuindo para que cada vez mais mulheres indígenas fortaleçam sua atuação na construção de soluções para a crise climática.

Seguimos semeando conhecimento, fortalecendo redes e construindo caminhos para o Bem Viver.

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Há 20 anos, a Lei Maria da Penha representa um marco na luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres. Mas, par...
01/08/2026

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha representa um marco na luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres. Mas, para as Mulheres e Meninas Indígenas, a proteção ainda esbarra em desafios históricos, territoriais, culturais e estruturais.

A diversidade dos povos indígenas, a distância dos serviços especializados, a falta de políticas públicas específicas, a autonomia financeira limitada e a revitimização no sistema de justiça mostram que a garantia de direitos precisa ir além da legislação, exige uma abordagem interseccional e intercultural, que reconheça as realidades dos territórios e respeite os modos de vida dos povos originários.

A ANMIGA, apresenta reflexões e apontamentos construídos a partir da experiência de Mulheres Indígenas e do trabalho desenvolvido pela Coordenação de Promoção aos Direitos das Mulheres e Meninas Indígenas, reforçando que a proteção deve ser uma política de Estado, permanente, estruturada e acessível em todos os biomas do Brasil.

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A Bancada do Cocar nasce da força das mulheres indígenas que transformam resistência em ação política. Somos guardiãs do...
29/07/2026

A Bancada do Cocar nasce da força das mulheres indígenas que transformam resistência em ação política. Somos guardiãs dos territórios, das águas, das florestas e da vida.

Nossa presença nos espaços de poder não é um favor, é um direito! Queremos que mais mulheres indígenas ocupem os parlamentos, participem das decisões e construam um Brasil que reconheça a diversidade dos povos indígenas.

Enquanto enfrentamos o racismo, o machismo, a violência política e os ataques aos nossos direitos, seguimos sendo minoria nos espaços de decisão. Em um país com a diversidade de indígenas, ter apenas três parlamentares indígenas no Congresso Nacional revela o tamanho da desigualdade na representação política.

Em 2022 a Bancada do Cocar elegeu duas Deputadas Federais, Sônia Guajajara (São Paulo), Ex-Ministra dos Povos Indígenas e Célia Xakriabá ( Minas Gerais), e isso foi resultado da coletividade das mulheres indígenas, dos povos indígenas como um todo para que essas duas lideranças pudessem representar os povos indígenas no congresso nacional.

Em 2026, temos a oportunidade de mudar essa história. Fortalecer a Bancada do Cocar é fortalecer a democracia, a defesa dos territórios, dos direitos e do futuro do Brasil. Cada voto amplia nossa voz. Cada voto ajuda a romper séculos de invisibilidade. Vote no futuro. Vote na Bancada do Cocar!

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A ANMIGA manifesta sua profunda solidariedade ao povo Maxakali diante da grave crise humanitária que atinge suas comunid...
29/07/2026

A ANMIGA manifesta sua profunda solidariedade ao povo Maxakali diante da grave crise humanitária que atinge suas comunidades em Minas Gerais. A fome, a desnutrição, a falta de acesso à água potável e às condições básicas de saúde revelam uma realidade inaceitável, que ameaça a vida e a dignidade desse povo, atingindo de forma ainda mais cruel mulheres, crianças e idosos.

É urgente que o Estado cumpra seu dever de garantir os direitos constitucionais dos povos indígenas.

A ANMIGA seguirá denunciando todas as violações de direitos e defendendo a vida, os territórios e o Bem Viver dos povos indígenas.

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28/07/2026

Depois de um ano de espera e mobilização, a justiça condenou, por decisão unânime do Tribunal do Júri, o homem acusado do feminicídio de Jessicleia Martins a 31 anos de prisão.

Essa condenação reconhece a gravidade do crime, mas não devolve a vida de Jessicleia nem apaga a dor de sua família, de seu povo e de todos que caminharam juntos na busca por justiça.

A ANMIGA se soma a essa luta e reafirma seu compromisso com a defesa da vida das mulheres indígenas. Que a memória de Jessicleia siga fortalecendo nossa caminhada, para que nenhuma outra mulher indígena tenha sua vida interrompida pela violência.

Jessicleia vive em nossa memória. Seguiremos lutando por justiça, respeito e pelo direito de viver sem violência.

Fotos e videos: Comissão Guarani Yvyrupa || Mídia Guarani Mbya

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Neste 25 de julho, homenageamos a força, a resistência e a ancestralidade das mulheres negras latino-americanas e caribe...
25/07/2026

Neste 25 de julho, homenageamos a força, a resistência e a ancestralidade das mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Suas trajetórias inspiram a luta por direitos, justiça e igualdade, fortalecendo comunidades e preservando saberes que atravessam gerações.

A ANMIGA reconhece a importância dessa data e reafirma seu compromisso com a valorização das mulheres que seguem transformando seus territórios e construindo um futuro mais justo para todos os povos.

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A floresta não é apenas um lugar. Para muitos povos indígenas, ela é casa, território, alimento, memória e parte da próp...
17/07/2026

A floresta não é apenas um lugar. Para muitos povos indígenas, ela é casa, território, alimento, memória e parte da própria vida.

Proteger a floresta é também proteger os povos que vivem nela, que conhecem seus ciclos e que há gerações cuidam da terra e de tudo o que nela vive.

Neste Dia de Proteção às Florestas, lembramos que cuidar da floresta também é respeitar quem sempre esteve aqui para protegê-la.

Foto: Yrerewa Krenak

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