Biblioteca feminista da Praia Vermelha

Biblioteca feminista da Praia Vermelha Somos mulheres, alunas e feministas integrantes do projeto de Extensão "Biblioteca Feminista da Praia Vermelha.

Nessa semana, no dia 03 de outubro (sexta-feira), a Biblioteca Feminista irá realizar uma atividade sobre o trabalho rep...
30/09/2025

Nessa semana, no dia 03 de outubro (sexta-feira), a Biblioteca Feminista irá realizar uma atividade sobre o trabalho reprodutivo no Colégio Estadual Central do Brasil.

Memória é ato político. A Biblioteca Feminista se pronuncia: sem anistia!
23/09/2025

Memória é ato político. A Biblioteca Feminista se pronuncia: sem anistia!

Na próxima semana acontecerá a 14ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ, entre 22 a 26 de setembro de 2025.Nesse event...
20/09/2025

Na próxima semana acontecerá a 14ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ, entre 22 a 26 de setembro de 2025.

Nesse evento, a Biblioteca Feminista marcará presença, apresentando trabalhos acadêmicos voltados para o debate feminista e as atividades desenvolvidas e realizadas pelo projeto no campus da Praia Vermelha.

A inscrição para o público do evento está aberta e, para isso, basta fazer o login no sistema e clicar no botão “Inscrição público evento”.

Ressaltamos que o evento é aberto e gratuito para todos, além de ser um espaço necessário para o fortalecimento e construção de conhecimento.

Esperamos vocês!

📺 Análise crítica: A “Bela e a Fera” é um dos clássicos mais amados da Disney, mas, por trás da magia, a história reforç...
10/09/2025

📺 Análise crítica: A “Bela e a Fera” é um dos clássicos mais amados da Disney, mas, por trás da magia, a história reforça mensagens que se alinham à ideologia burguesa patriarcal. O romance começa com um sequestro, em que Bela se torna uma prisioneira em troca da liberdade do seu pai. Essa transação econômica, em que a vida de uma mulher é negociada para quitar a dívida de um homem, já estabelece uma relação de poder desigual e mercantil, em que muitas meninas e mulheres jovens são submetidas. A trama romantiza o abuso e o cárcere. O protagonista é a representação do poder patriarcal: o homem agressivo, controlador e temperamental, a expressão da dominação pela força e pela riqueza, uma verdadeira Fera! Podendo apenas ser acalmado pela paciência e pelo amor, atributos de uma mulher Bela. F**a a lição: a responsabilidade de “curar” o homem. Assim é posta a mensagem nociva de que é papel feminino tolerar maus-tratos na esperança da transformação, uma tentativa de manter a estrutura desigual e violenta nos relacionamentos.

Bela é apresentada como uma mulher diferente das outras da aldeia, reforçando as estereotipias e as comparações entre o s**o feminino: gosta de ler e sonha com uma vida além do seu vilarejo. O alvo de desejo de dois homens. Um deles é Gaston, retrato da masculinidade tóxica e da ordem social: egocêntrico, violento e incapaz de lidar com a rejeição. O outro, a Fera a representação da força bruta e selvagem.

A coragem e o intelecto de Bela são subsumidos por homens: a dívida do pai, as chantagens e sequestro da Fera ou as perseguições constantes de Gaston. Sua independência, no fim, é inexistente, as suas escolhas estão sempre atreladas ao bem-estar masculino.

O “final feliz” da história segue com a transformação da Fera em príncipe, não se trata da celebração do amor, mas a consolidação do papel da mulher ideal e bem-sucedida, uma princesa que “transforma a fera” em um príncipe. “A Bela e a Fera” é, em última análise, uma cartilha de comportamentos patriarcais de tolerância à violência, à negligência e ao abandono de seus projetos para o bem da família e da sociedade.

O problema está no agressor.O debate sobre a “adultização” das crianças frequentemente desvia o foco do problema real.Qu...
06/09/2025

O problema está no agressor.

O debate sobre a “adultização” das crianças frequentemente desvia o foco do problema real.
Quando se culpa o comportamento ou a vestimenta das crianças, responsabiliza-se a vítima e seus cuidadores — geralmente as mães.

⚠️ É crucial entender: o abuso sexual não depende de “adultização”.
Um bebê de fralda não é erotizado — e, ainda assim, abusos acontecem. Isso mostra que o problema está na mentalidade do agressor, que se sente no direito absoluto de cometer o abuso.

Vale lembrar: muitos abusadores se sentem atraídos por características infantis em corpos adultos, como magreza ou cirurgias que visam uma aparência mais jovem. Ou seja, a questão não é “adultização”, mas a infantilização produzida pela lógica patriarcal.

👗 Atrelar o abuso à forma como a criança se veste ou se comporta é repetir a lógica machista que historicamente culpa mulheres pela violência que sofrem.

🔎 Uma coisa é a exploração comercial de crianças — inaceitável e que precisa ser combatida. Outra coisa é usar esse discurso para justif**ar abusos, desviando o foco dos verdadeiros culpados.

Em vez de punir vítimas ou seus responsáveis, precisamos de ações ef**azes:
✔️ Rastrear e prender adultos que acessam conteúdos de exploração infantil.
✔️ Responsabilizar plataformas digitais que lucram com pornografia infantil.

👉 A ideia de que controlar o comportamento das crianças as protege é falha. Ao contrário, apenas fortalece o ciclo de violência e até estimula a produção de conteúdos ilegais.
A verdadeira proteção vem de punir agressores e combater a exploração digital.

📌 A discussão sobre “adultização” cresceu nas redes após o vídeo do youtuber Felca.
O termo passou a ser apropriado por grupos de extrema direita, inserido em narrativas de “perda de valores” e “declínio moral”, que deslocam o foco do crime em si para supostas “ofensas morais”. Assim, a culpa é indireta e perversamente jogada sobre as próprias crianças. ( continua nos comentários )

Se liga no próximo evento! *ENCONTRO DE MULHERES TRABALHADORAS DA EDUCAÇÃO*Aberto a trabalhadoras de todas as regionaisA...
28/08/2025

Se liga no próximo evento!

*ENCONTRO DE MULHERES TRABALHADORAS DA EDUCAÇÃO*

Aberto a trabalhadoras de todas as regionais

A *Regional 3 do SEPE* convida as Educadoras para um momento de troca e formação:

*Mulheres e educação no contexto do capitalismo: como resistir ao patriarcado no chão da escola”*.

Para fomentar nosso debate teremos a presença das *Profas Luana Siqueira e Gláucia Lelis*, ambas da Escola de *Serviço Social da UFRJ* e coordenadoras da *Biblioteca Feminista* da PV. Na ocasião, elas ministrarão um minicurso que, dentre outras questões, abordará a superexploração do trabalho realizado por mulheres e a importância dele para a manutenção do Capitalismo.

*Crianças são bem-vindas*
Disponibilizaremos de um lanchinho e uma pequena brinquedoteca para que mulheres mães e crianças se sintam acolhidas em nosso espaço.

Segue abaixo o formulário de inscrição. Vagas limitadas à lotação de nossa sala.

https://docs.google.com/forms/d/1t4FW63O9wLkZ0KvIMnyHRuRO_n0P7JlfmLueRYwDR3Y/edit

💛 Agosto Dourado: Mês de Incentivo ao Aleitamento Materno.A campanha foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.435/2017, b...
24/08/2025

💛 Agosto Dourado: Mês de Incentivo ao Aleitamento Materno.

A campanha foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.435/2017, buscando realizar ações de conscientização sobre a importância do aleitamento materno para a mãe e para o bebê.

A amamentação é extremamente importante nos primeiros 6 meses de vida do bebê. Além disso, amamentar apresenta benefícioss para a saúde da mulher, uma vez que reduz o incidentes no
pós-parto e diminui as chances de desenvolver câncer de mama e doenças cardiovasculares.

No Brasil cresce o número de mulheres que dividem a rotina entre a maternidade e o trabalho. Por isso, faz-se necessário celebrarmos esse mês, como um mecanismos para esclarecer falsas informações sobre a amamentação e relembrarmos a importância do apoio dos parceiros, familiares e colegas de trabalho, ao oferecer suporte emocional e auxílio em tarefas diárias, durante o aleitamento materno.

📺 Análise crítica: “Valente”, o filme de animação da Pixar, apresenta uma protagonista forte e que rompe com diversos es...
13/08/2025

📺 Análise crítica: “Valente”, o filme de animação da Pixar, apresenta uma protagonista forte e que rompe com diversos estereótipos femininos. É uma obra intrigante do ponto de vista das relações de opressão que marcam a representação das personagens.

A mídia traz tensões entre as tradições aristocráticas e a busca pela autonomia feminina. A protagonista, Merida, é uma princesa que não se encaixa nas expectativas impostas pela sua posição social e pela lógica patriarcal que a cerca. Os seus anseios por liberdade e sua luta contra as normas sociais que a oprimem marcam o enredo: a resistência contra o casamento arranjado; a busca pelo seu próprio destino, desafiando as expectativas sociais; e os conflitos com sua mãe, Elinor, responsável pelos cuidados da família e pela transmissão dos valores, da ordem e das tradições, Isso evidencia como o machismo não é sustentado apenas por homens, mas também perpetuado por mulheres que, muitas vezes, reproduzem essas normas sem questioná-las.

Assim, a trama se desenrola frente ao conflito entre duas mulheres, mãe e filha. Embora Merida conquiste certa autonomia ao final da narrativa , essa liberdade ocorre dentro dos limites de uma determinada ordem social. Não há uma ruptura estrutural. Qualquer alusão aos tempos atuais é um anacronismo, já que o filme marcaria o tempo histórico europeu de transição do feudalismo para o capitalismo, mas longe das características revolucionárias da época, a trama reflete a valorização de princípios liberais do individualismo e da liberdade formal.

💜✊🏼Agosto Lilás – Pelo fim da violência contra a mulherNo dia 7 de agosto de 2006 foi sancionada a Lei nº 11.340, mais c...
08/08/2025

💜✊🏼Agosto Lilás – Pelo fim da violência contra a mulher

No dia 7 de agosto de 2006 foi sancionada a Lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, um marco histórico na luta contra a violência doméstica e familiar no Brasil. Seu nome é uma homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, mulher que, após sobreviver a duas tentativas de feminicídio por parte do marido e enfrentar anos de impunidade, transformou sua dor em resistência e luta por justiça.

Agosto é o mês de conscientização e combate à violência contra a mulher e o Agosto Lilás. Essa campanha reforça que a violência doméstica não é um problema individual, mas sim uma questão social, que exige o envolvimento de toda a sociedade para ser combatida.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2024, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil. A maioria dos casos ocorreu dentro de casa e foi praticada por companheiros ou ex-companheiros. Esses números evidenciam a urgência de fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção e garantir a efetiva aplicação da Lei Maria da Penha.

Reafirmamos: combater a violência contra a mulher é responsabilidade coletiva. É preciso romper o silêncio, apoiar as vítimas e lutar para que todas as mulheres possam viver com dignidade, segurança e liberdade.

📞 Se você ou alguém que você conhece está em situação de violência, denuncie:
• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
• Ligue 190 (em casos de emergência)

📺 Análise crítica: À primeira vista, “Moana” da Disney é celebrado como uma história de autodescoberta, conexão cultural...
30/07/2025

📺 Análise crítica: À primeira vista, “Moana” da Disney é celebrado como uma história de autodescoberta, conexão cultural e resiliência. Contudo, sob uma análise feminista-marxista, o filme revela críticas signif**ativas, expondo como a narrativa, apesar de sua mensagem de força, naturaliza o patriarcado, a desigualdade social e a exploração ambiental.
Apesar de Moana ser apresentada como uma he***na forte e independente, sua jornada é permeada por influências masculinas e uma estrutura patriarcal. A necessidade de confrontar a autoridade paterna e a relação de dependência com o semideus Maui, que se estende para “Moana 2”, reforçam uma subordinação feminina ao masculino. A resiliência de Moana é muitas vezes exercida na compreensão da “infantilidade” e “imprevisibilidade” de Maui, sugerindo que, por trás da mulher “desconstruída”, persistem estereótipos de complacência e disponibilidade feminina para suprir falhas masculinas. Até mesmo Te Fiti, a “grande mãe natureza”, depende de um homem instável para sua sobrevivência, perpetuando relações sociais patriarcais.
O filme também romantiza e apropria-se culturalmente de um contexto histórico de colonialismo e imperialismo que o território polinésio foi submetido. O desgaste da natureza e a escassez de recursos são atribuídos a imprevisibilidades ou ações nativas, desviando o foco da exploração irresponsável dos recursos por colonizadores, que historicamente devastou as ilhas polinésias através do comércio de pérolas e sândalo. Embora o filme destaque a relação vital da comunidade de Moana com o mar, ele falha em abordar as reais consequências da pesca desenfreada e da poluição, causas diretas da diminuição dos peixes.
Finalmente, a visão de um papel feminino forte no filme é contradita pela ideologia neoliberal de “empoderamento” individual, que não promove mudanças estruturais. Moana busca a mudança para seu povo sem desafiar as raízes do capitalismo e suas características opressoras machistas e racistas. Sua iniciativa individual beneficia a todos, mas não altera elementos estruturais da sociedade retratada, perpetuando a apropriação privada da riqueza produzida coletivamente.

✊🏾 25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha 💜Esta é uma importante data que visa denu...
25/07/2025

✊🏾 25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha 💜

Esta é uma importante data que visa denunciar as múltiplas formas de opressões sofridas pelas mulheres negras, como o racismo e o sexismo, além de reconhecer o protagonismo dessas mulheres na história, em um cenário marcado pela invisibilidade e silenciamento.

Nesse sentido, a Lélia Gonzalez foi uma importante intelectual e ativista que nos faz refletir criticamente sobre a importância, as dores, a luta e a resistência das mulheres negras no Brasil.

Em sua obra “Lugar de Negro”, escrito juntamente com o autor Carlos Hasenbalg, ela afirma: “Estamos cansados de saber que, nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro, do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles. E o que é que f**a? A impressão de que só homens, os homens brancos, social e economicamente privilegiados, foram os únicos a construir este país. A essa mentira tripla dá-se o nome de sexismo, racismo e elitismo.” (1982).

Lélia Gonzalez nos convida a refletir sobre as estruturas que historicamente silenciaram e marginalizaram os sujeitos que verdadeiramente construíram este país, entre eles as mulheres negras.

Nesta data, reafirmamos: é necessário reconhecer e valorizar a força e a contribuição das mulheres negras na formação histórica e cultural de nosso país, assim como a presença e resistência nas lutas populares contra o racismo e o sexismo, nas ruas, nas universidades, nas comunidades e na política.

📺 Analíse crítica: A Bela Adormecida (1959) não mede esforços para reproduzir a lógica patriarcal, onde a mulher é repre...
24/07/2025

📺 Analíse crítica: A Bela Adormecida (1959) não mede esforços para reproduzir a lógica patriarcal, onde a mulher é representada como passiva, frágil e dependente do homem. Aurora não tem voz, nem escolha; seu destino só se realiza quando o príncipe, figura ativa e salvadora, decide despertá-la. Isso reforça um modelo de feminilidade útil à lógica do capitalismo: mulheres restritas ao cuidado, à beleza e à espera, enquanto os homens ocupam espaços de poder, ação e a capacidade de quebrar com maldições.

Em Malévola (2014), a narrativa da mulher bruxa (fora dos padrões estéticos determinados, frustrada e vingativa) ainda permanece. A mudança vem no retrato que seu vilanismo foi fruto de uma violência e traição. Além disso Malévola é quem salva Aurora, subvertendo o discurso tradicional. Há uma tentativa evidente de atender às pressões dos movimentos feministas e de um mercado que passa a lucrar também com narrativas de empoderamento.

Apesar desse aparente avanço, o filme não rompe com as estruturas do capitalismo. A Disney transforma a lógica da primeira narrativa ao deslocar o centro do amor romântico para o amor materno. Mantendo a imposição ideológica da mulher que apenas se realiza no trabalho reprodutivo. A lógica do lucro a partir de pautas progressistas se mantém, e sem questionar a base material da exploração de gênero.

Endereço

Botafogo, RJ

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