12/08/2026
E esse balanço, sai ou não sai. Há cinco meses que ele balança, balança, balança, mas não sai. Desde o dia 31 de março, o Brasil e parte norte da Via Lactea aguardam pelo balanço de 2025 do Banco de Brasília (BRB).
À época, a governadora tentava imprimir alguma técnica nas suas evasivas, como ajustes, saldos, valores a receber, etc. Com o passar do tempo, já não colava. Agora, quando o Fundo Garantidor de Crédito cobra a publicação do balanço para decidir sobre um possível empréstimo ao BRB, Celina Drakon Master Leão surtou.
Questionada em coletiva à imprensa, soltou um rugido de leoa acuada e por muito pouco não afirmou, com todas as letras, que a publicação do balanço causará uma das duas coisas: o BRB será federalizado ou liquidado, o que seria um desastre para a economia e o futuro do desenvolvimento do Distrito Federal.
Celina está em estado de pavor, desde que o escândalo estourou, porque sabe perfeitamente que o valor do rombo é muito maior que o anunciado e que ela é parte intestina do governo Ibaneis Rocha Teflon, o homem em quem nada cola. Desde a tentativa do golpe de Estado ao escândalo Master/BRB, ele passa incólume.
Todos os bilionários escândalos financeiros têm uma coisa em comum. Eles servem de parâmetro para registrar o contraste de tratamento que o Judiciário, o Ministério Público e a imprensa dão aos afortunados e aos desafortunados, quando cometem crimes.
E esse não é diferente. Tudo bem que o Daniel Vorcaro está preso, mas era para muito mais gente fazer companhia a ele. Inclusive e, principalmente, Ibaneis.