APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil Página oficial da APIB. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB foi criada pelo movimento indígena no Acampamento Terra Livre de 2005.
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Rede criada em 2005 com representação em todos os estados brasileiros através das organizações regionais: APOINME, ARPINSUDESTE, ARPINSUL , COIAB, Comissão Guarani Yvyrupa, Conselho do Povo Terena e ATY GUASU O ATL é a nossa mobilização nacional, realizada todo ano, a partir de 2004, para tornar visível a situação dos direitos indígenas e reivindicar do Estado Brasileiro o atendimento das suas dem

andas e reivindicações. A Apib é uma instância de referência nacional do movimento indígena no Brasil, criada de baixo pra cima. Ela aglutina nossas organizações regionais indígenas e nasceu com o propósito de fortalecer a união de nossos povos, a articulação entre as diferentes regiões e organizações indígenas do país, além de mobilizar os povos e organizações indígenas contra as ameaças e agressões aos direitos indígenas. Hoje a APIB tem sua representação em todos os estados brasileiros através das organizações regionais que a compõe:

- Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME)
- Conselho do Povo Terena
- Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE)
- Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL)
- Grande Assembléia do povo Guarani (ATY GUASU)
- Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
- Comissão Guarani Yvyrupa.

05/09/2026

A violência contra as mulheres indígenas atravessa a história dos nossos povos.Começou com a invasão dos nossos territórios, com o extermínio, a expulsão, a exploração e a violência contra nossos corpos. E não ficou no passado.

Hoje, ela aparece nas invasões dos territórios, no garimpo, no racismo, nas ameaças e nos assassinatos. Aparece também quando o Estado falha em proteger quem está sob ameaça.

Neste 5 de Setembro, o Brasil reconheceu oficialmente o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres e Meninas Indígenas.

A partir de agora, o compromisso precisa ser permanente: ouvir as mulheres indígenas, proteger nossas comunidades, enfrentar as violências e garantir justiça.Porque nossas mulheres seguem aqui. Vivas e em luta ✊🏾

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Neste 5 de setembro, reafirmamos que a Amazônia não é um território vazio. Ela tem povos, histórias, culturas, conhecime...
05/09/2026

Neste 5 de setembro, reafirmamos que a Amazônia não é um território vazio. Ela tem povos, histórias, culturas, conhecimentos e modos de vida que atravessam gerações.

Na APIB, a força dos povos indígenas da Amazônia é a Coiab, uma de nossas sete organizações regionais de base, que articula povos e organizações indígenas da Amazônia Brasileira e fortalece suas vozes na luta nacional.

Essa caminhada se fortalece com Alcebias Sapará, coordenador executivo da APIB pela Coiab, trazendo para nossa coordenação as lutas, demandas e perspectivas dos povos e territórios amazônicos.

Mas defender a Amazônia também é entender que nossos biomas, assim como nossas lutas, estão conectados.

Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa são territórios diversos e fundamentais para o equilíbrio da vida. As águas, as florestas, os ciclos climáticos e a biodiversidade atravessam as fronteiras desenhadas nos mapas. O que acontece em um território produz impactos que vão muito além dele.

E em todos esses biomas existem povos indígenas cuidando de seus territórios, preservando conhecimentos ancestrais, enfrentando ameaças e construindo caminhos para o futuro.

Somos povos de diferentes territórios, regiões e biomas, unidos pela defesa dos nossos direitos e pela proteção da vida.

Neste Dia da Amazônia, a APIB reafirma que proteger a floresta é também proteger essa grande rede de vida da qual ela faz parte.

Nossos biomas estão conectados.
Nossos territórios estão conectados.
Nossas lutas estão conectadas.

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04/09/2026

NOTA URGENTE — ATY GUASU

ATAQUE AO TEKOHA TAPYI KORA

A Aty Guasu do Povo Guarani e Kaiowá vem a público manifestar sua profunda preocupação diante do grave ataque que está ocorrendo no Tekoha Tapyi Kora.

A situação se agravou e exige uma resposta imediata das autoridades competentes. Lideranças, famílias e comunidade encontram-se em situação de extrema preocupação e vulnerabilidade, diante das ações que vêm ocorrendo no território.

A Aty Guasu solicita URGENTEMENTE a intervenção das autoridades competentes, especialmente dos órgãos responsáveis pela proteção dos povos indígenas e pela garantia dos direitos humanos, para que sejam adotadas imediatamente todas as medidas necessárias para:

* garantir a integridade física e a segurança das famílias e lideranças;
* interromper imediatamente qualquer ação de violência ou ameaça contra a comunidade;
* garantir a presença e atuação dos órgãos públicos competentes no território;
* investigar os fatos e responsabilizar os envolvidos, conforme a lei;
* assegurar o respeito aos direitos territoriais e aos direitos humanos do povo Guarani e Kaiowá.

A situação é grave e não pode esperar.

A Aty Guasu pede que as autoridades ajam imediatamente para evitar que a violência se agrave e que vidas sejam colocadas em risco.

Tekoha Tapyi Kora precisa de proteção e resposta urgente das autoridades.

ATY GUASU
Povo Guarani e Kaiowá

Conheça os candidatos anti-indígenas que precisamos derrotar nessas eleições. Separamos uma lista completa daqueles que ...
04/09/2026

Conheça os candidatos anti-indígenas que precisamos derrotar nessas eleições. Separamos uma lista completa daqueles que votaram a favor do marco temporal e que defendem a destruição da Amazônia.

A história de cada um nessa lista está manchada por posições que destroem nossos biomas, por atuar contra o licenciamento ambiental, por ser a favor da mineração predatória, ou por adotar discursos racistas e até defender o fascismo bolsonarista.

Estamos de olho. Para é preciso derrotar o

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A política também é território indígena.

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O Senado Federal aprovou o PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O te...
04/09/2026

O Senado Federal aprovou o PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto segue agora para sanção presidencial.

A proposta cria mecanismos para estimular a pesquisa, a mineração, o beneficiamento e a transformação de minerais considerados estratégicos para o país. Mas, para os povos indígenas, permanece uma questão fundamental: até onde o Estado brasileiro pretende permitir que essa expansão avance?

Durante a tramitação no Senado, conquistamos um avanço importante: o texto passou a estabelecer expressamente que o diálogo com comunidades afetadas não substitui a Consulta Livre, Prévia e Informada, direito garantido aos povos indígenas pela Convenção nº 169 da OIT.

Mas seguimos em alerta.

Salvaguardas territoriais, ambientais e de participação social ficaram de fora. A política cria instrumentos concretos para acelerar a atividade mineral, enquanto permanecem frágeis os mecanismos destinados a estabelecer os limites dessa expansão.

Transição energética não pode significar novas violações de direitos, conflitos territoriais ou a transformação dos nossos territórios em zonas de sacrifício.

A classificação de um mineral como “crítico” ou “estratégico” não torna Territórios Indígenas disponíveis para exploração. Antes de qualquer jazida, existem povos, lugares sagrados, águas, florestas, memórias e modos de vida protegidos pela Constituição.

A APIB seguirá incidindo para que a regulamentação da política respeite a Constituição Federal, a Convenção nº 169 da OIT e os direitos originários dos povos indígenas.

Não existe transição justa sacrificando territórios e direitos.

Leia: https://bit.ly/4xccd7k

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04/09/2026

Será que todo político é igual? A campanha indígena já te apresentou as candidaturas que irão ecoar os maracás, a defesa dos povos e dos biomas nestas eleições. Agora vamos mostrar aqueles que precisamos derrotar.

Nem todo político é igual! E quem faz os cidadãos acreditarem nisso, quer nos manter longe da política e desinformados. Assim, todas as decisões permanecem nas mãos das elites.

Preparamos uma lista de candidatos que atuam declaradamente contra os direitos dos povos indígenas, contra o meio ambiente e contra o povo brasileiro.

Então, fique de olho nas próximas postagens, vamos e derrubar o

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04/09/2026

🚨🚨 URGENTE: ATAQUE AO TEKOHA TAPY’I KORA

Neste momento, a comunidade do Tekoha Tapy’i Kora está sofrendo uma situação gravíssima de violência.

Segundo informações recebidas da comunidade, casas estão sendo destruídas neste momento, em uma ação atribuída a policiais e fazendeiro.

🚨 SOLICITAMOS A INTERVENÇÃO IMEDIATA DAS AUTORIDADES COMPETENTES.

Pedimos com urgência a presença e atuação de:

• Ministério dos Povos Indígenas
• FUNAI
• Ministério Público Federal (MPF)
• Defensoria Pública
• Polícia Federal
• Governo do Estado de Mato Grosso do Sul
• Secretaria de Segurança Pública
• Comissão de Direitos Humanos

É necessário impedir imediatamente qualquer violência contra as famílias, proteger as pessoas e preservar as casas e os bens da comunidade.

Pedimos que as autoridades enviem equipes ao local com urgência, realizem a verificação dos fatos e adotem medidas para garantir a integridade física das famílias Guarani e Kaiowá.

⚠️ A situação está acontecendo AGORA. Não podemos esperar que a violência se agrave.

TEKOHA TAPY’I KORA GUARANI KAIOWÁ

PEDIMOS SOCORRO E INTERVENÇÃO IMEDIATA DAS AUTORIDADES.

O Brasil foi cobrado pela ONU. E essa cobrança tem a força da luta dos povos indígenas.Depois de um apelo urgente aprese...
03/09/2026

O Brasil foi cobrado pela ONU. E essa cobrança tem a força da luta dos povos indígenas.

Depois de um apelo urgente apresentado pela APIB, o Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD) cobrou explicações do Estado brasileiro sobre os impactos da Lei 14.701/2023 sobre os direitos territoriais dos povos indígenas.

A lei não é apenas um texto. Ela tem consequências concretas sobre nossas vidas e nossos territórios: ameaça as demarcações, amplia a insegurança territorial, enfraquece o direito à consulta livre, prévia e informada e coloca em risco povos indígenas isolados e de recente contato, especialmente nos territórios Piripkura, Pirititi e Kawahiva do Rio Pardo.

Também estão em disputa mecanismos de indenização a ocupantes não indígenas, a criminalização das retomadas e a tentativa de empurrar para os povos indígenas uma falsa solução: trocar seus territórios tradicionais pelas chamadas “terras alternativas”.

Mas não existe terra alternativa para um território que é ancestral.

O próprio CERD apontou preocupação com os possíveis efeitos de discriminação racial indireta e de racismo ambiental, diante dos impactos desproporcionais da lei sobre os povos indígenas.

Agora, o Estado brasileiro terá que responder. O prazo é 30 de novembro de 2026.

Essa cobrança internacional é resultado da mobilização dos povos indígenas e da atuação da APIB na defesa dos nossos direitos. E a luta continua.

Seguiremos denunciando, dentro e fora do Brasil, cada tentativa de retirar dos povos indígenas aquilo que é nosso por direito e por ancestralidade.

Território não se negocia.
Demarcação é direito.
Demarcação já!

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A resolução Nº 1 do CNPI, de 27 de fevereiro de 2026, foi publicada nesta semana. O Conselho Nacional de Política Indige...
03/09/2026

A resolução Nº 1 do CNPI, de 27 de fevereiro de 2026, foi publicada nesta semana.

O Conselho Nacional de Política Indigenista recomendou que os três poderes garantam a consulta livre, prévia e informada em qualquer ação que afete os povos indígenas.

A consulta é uma exigência da Convenção nº 169 da OIT, que já deveria ser cumprida desde que o Brasil é signatário. Portanto, o CNPI reforça e cobra este compromisso de todas as instituições do Estado.

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Nesta quarta-feira (2), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) esteve em reunião com a Secretaria-Geral da P...
03/09/2026

Nesta quarta-feira (2), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) esteve em reunião com a Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) para dialogar sobre pautas legislativas que avançam no Congresso Nacional e podem gerar impactos diretos aos povos e territórios indígenas.

Durante a agenda, a APIB apresentou preocupações com a tramitação acelerada de propostas prioritárias para o movimento indígena, muitas delas avançando sem o devido diálogo com os povos indígenas e com a sociedade civil.

Entre os temas abordados estão o projeto relacionado ao REDATA e à instalação de data centers, aprovado pelo Senado nesta semana; o PL 2.780, sobre a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos; a PEC 48, que ameaça os direitos territoriais indígenas; e o PDL 717, que busca sustar atos relacionados à homologação de Terras Indígenas e ao Decreto nº 1.775/1996.

A APIB também destacou que acompanha de forma permanente o cenário legislativo e seus impactos sobre os direitos constitucionais, os territórios e a vida dos povos indígenas.

Representaram a APIB na reunião Ricardo Terena, Ingrid Martins, Maíra Pankararu e Samela Sateré-Mawé.

Pela Secretaria-Geral da Presidência da República, participaram Kelli Mafort, Secretária Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, Julia Navarra, Nicolas Nascimento e Guta Torres.

Seguimos em incidência e mobilização. Direitos indígenas não podem ser decididos sem a participação dos povos indígenas.

Fotos: | Apib

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