O PMDB foi pioneiro no acolhimento das “alas femininas” já na década de 70, enquanto ainda era o MDB. Em 1985 foi criado o PMDB Mulher como projeto político do partido, tendo atuação efêmera e localizada. A primeira presidente foi a deputada estadual Ruth Escobar (PMDB-SP). Igualmente fruto do reconhecimento ao movimento de mulheres que havia se mobilizado na campanha pelas Diretas-Já, um grupo de
40 mulheres do PMDB procurou o presidente eleito Tancredo Neves, obtendo dele a garantia da implantação de um órgão estatal para cuidar dos direitos da mulher. O compromisso foi mantido pelo Presidente José Sarney em 1985. A criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - CNDM foi o reconhecimento do Estado da situação de discriminação e marginalização das mulheres. Sensível à necessidade de aumentar a atuação feminina, o PMDB provoca o ressurgimento do PMDB Mulher em 2002, com da Deputada Federal Elcione Barbalho (PA). A primeira Convenção Nacional acontece em 2004 e o movimento avança em organização e defesa de um ideário. Nova Executiva é eleita em 2007 e o movimento se consolida em todos os Estados em quatro anos, elegendo suas principais bandeiras em 2008, apoiando o movimento de mulheres e participando do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, onde ajudou a construir plataformas feministas para as eleições de 2008 e 2010. O avanço das mulheres se dá a passos lentos na ocupação do espaço público. A Lei 12034/2009, que estipulou o mínimo de 30 por cento de participação feminina nas disputas eleitorais, dez por cento de presença de mulheres no tempo de propaganda partidária e no mínimo cinco por cento de investimento do Fundo Partidário em programas de preparação e difusão do trabalho das mulheres partidárias, constitui grande conquista das bancadas femininas no Congresso Nacional. Entretanto, a sua aplicação exige a constante vigilância e monitoramento por parte de todas as mulheres, inclusive do PMDB.