26/07/2026
EIXO: Experiências de luta, organização e protagonismo e participação das mulheres
Esse momento representa um encontro de vozes que atravessam fronteiras, mas compartilham uma mesma história de resistência, em que o medo não nos paraliza e não nos cala. Dos Andes ao Caribe, das florestas aoscentros urbanos, ecoaram relatos que revelam a dureza do tempo presente, mas, sobretudo, a forçadas mulheres que insistem em transformar a realidade. Cada informe nacional foi um testemunho vivo de que, mesmo diante de contextos distintos, as lutas da América Latina se encontram na emancipação dos povos e derrubada do sistema capitalista e o fascismo.
As intervenções imperialistas sobre a América Latina mostram a profunda exploração dls territórios, atingindo de forma ainda mais cruel a vida das mulheres. Em cada país, as mulheres seguem organizando comunidades, protagonizando processos de luta, enfrentando a violência e defendendo a soberania.
O debate reafirmou que a emancipação das mulheres não se esgota na conquista de espacos institucionais ou na ampliação da representação política. A experiência latino-americana demonstra que a presença de mulheres em cargos de poder, por si só, não garante transformações estruturais. É fundamental que essas mulheres estejam comprometidas com os interesses do feminismo, da classe trabalhadora e dos povos. Da mesma forma a social-democracia, embora tenha possibilitado avanços pontuais em determinados contextos, não rompe com as bases materiais que sustentam a explorações.
Nesse sentido, emergiu como consenso que a luta contra o patriarcado não pode estar dissociada da luta contra o capitalismo. A liberdade das mulheres exige, um projeto de transformação profunda da sociedade, capaz de superar todas as formas de dominação.
É nossa tarefa histórica honrar a memória e luta das companheias que vieram antes. As que desafiaram as ditaduras e romperam com o silêncio.