10/08/2026
🌿 Da Amazônia para o Cidade CSC 2026
Há algum tempo, comecei a escrever as Crônicas Ribeirinhas para contar uma Amazônia que não cabe apenas nas fotografias bonitas. Uma Amazônia onde a vida acontece todos os dias entre rios, distâncias, saberes tradicionais e desafios que ainda parecem invisíveis para quem pensa o desenvolvimento a partir dos grandes centros.
Agora, parte dessa experiência vai comigo para São Paulo.
Nos dias 16, 17 e 18 de novembro, o Cidade CSC 2026, no Expo Center Norte, reunirá especialistas, gestores e pesquisadores para discutir o presente e o futuro das cidades. Fui selecionada no Call for Papers – Connected Smart Cities, representando o Instituto Dana Salomão, com o trabalho “Quando a Cidade Inteligente Falha”.
E é justamente da Amazônia que nasce a pergunta que quero levar para esse debate.
Nas Crônicas Ribeirinhas, tenho registrado o cotidiano de comunidades onde tecnologia e conhecimento tradicional precisam aprender a caminhar juntos: a educação das crianças, a preservação dos quelônios, a cultura comunitária, a conectividade, a energia, as distâncias e as soluções que surgem de quem conhece o território porque vive nele.
Essa experiência nos obriga a ampliar o conceito de inteligência urbana. Uma cidade não se torna inteligente apenas porque tem sensores, dados e inteligência artificial. Ciência e tecnologia só cumprem sua função quando chegam à vida real — inclusive àquela que existe longe dos grandes centros.
Da beira do rio para um dos principais debates brasileiros sobre cidades inteligentes, levo uma ideia simples:
o futuro pode ser tecnológico, mas precisa continuar sendo humano.
Porque nenhuma cidade será verdadeiramente inteligente se deixar pessoas para trás.
Franciane Maia Toguchi
Instituto Dana Salomão
Vida Ribeirinha • Conhecimento • Natureza • Comunidade