13/08/2026
Na tarde desta quarta-feira (12/8), na Câmara dos Deputados, o conselheiro federal do Confef, Dr. Carlos Alberto Eilert, representou o FCFAS em audiência pública da Comissão de Educação, que discutiu a proibição de licenciaturas 100% na modalidade de Educação a Distância (EaD) e as diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Acompanhado pelo Dr. Vinícius Mendonça, coordenador-geral do FCFAS, e em defesa da presencialidade na saúde e nas licenciaturas, o Dr. Carlos Alberto chamou a atenção dos participantes para o risco de substituirmos o antigo modelo 100% EaD por uma semipresencialidade apenas formal.
“Não podemos admitir que se anuncie o fim do EaD integral enquanto, na prática, a formação contínua ocorra majoritariamente diante de uma tela, com pouca presença, pouca prática e pouca interação entre estudantes, professores e colegas”, advertiu.
Para ele, alterar o nome do modelo não pode servir para preservar a mesma lógica de educação. Nesse sentido, o representante do FCFAS mencionou que as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do CNE se tornam decisivas para o momento atual.
“Percentuais de 30%, 40% ou 50% de presencialidade por si só não asseguram a qualidade. Um curso pode cumprir o percentual exigido no papel e, ainda assim, permanecer frágil naquilo que mais importa”, afirmou.
O Dr. Carlos Alberto defendeu que a educação superior não ignore as novas tecnologias, uma vez que elas podem ampliar o acesso, democratizar o conhecimento e renovar as práticas educacionais.
“Mas há um limite que não podemos ultrapassar: a tecnologia não pode substituir o que exige presença, experiência, prática, interação humana, supervisão e responsabilidade profissional”, afirmou.
O Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde permanece atuante em prol da saúde de milhões de brasileiros e brasileiras em todo o País.